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sábado, 27 de dezembro de 2025

O PODER

O Poder do Esmalte Branco nos Pés de uma Mulher

Há algo de hipnotizante no esmalte branco nos pés de uma mulher. Um detalhe aparentemente simples, mas que, em certas relações, se transforma num símbolo de autoridade, desejo e submissão. Principalmente quando essa mulher é uma Dominadora.

Confesso que, por muito tempo, achei que o esmalte vermelho fosse o mais provocante. Talvez por influência das revistas, da TV, dos clichês. Até o dia em que, sentada na manicure, prestes a repetir minha escolha habitual, fui surpreendida.
Meu marido Edy normalmente discreto  interrompeu calmamente minha decisão e disse:
"- Hoje vai de branco."


A manicure arregalou os olhos, eu franzi a testa e  até a cliente na espera esboçou um sorriso curioso. Mas havia algo na voz dele. Algo que não era um pedido, mas uma concessão de poder. Uma entrega. Um comando velado, público que  só eu sabia o quanto aquilo nos excitava.



O esmalte branco, ali, deixou de ser cor, tornou-se um código. O branco começou a cobrir lentamente minhas unhas. Tão simples, tão limpo, tão... autoritário.

Naquela noite, andando pela casa semi nua, com uma sandália de tiras finas, onde o branco dos meus pés contrastava com a pele e os detalhes escuros do salto. Caminhei até ele com calma, sentindo cada passo como uma performance.


Ele já me esperava no chão, ajoelhado.
"- Posso?" perguntou, os olhos fixos nos meus pés como se olhasse para um altar.

"-Não."  respondi. Apenas ergui um pé e encostei levemente os dedos no seu peito. Ele fechou os olhos. Inspirou o perfume do creme que eu havia passado, deslizou os lábios pela lateral do meu dedão e beijou com reverência. O calor da sua boca contra o esmalte gelado me provocou um arrepio que subiu pelas coxas.

"-Está mais branca que o habitual... "murmurou, como se falasse consigo mesmo.

"- Foi você quem escolheu. Agora arque."

Ele obedeceu sem questionar. Apoiei os dois pés sobre as seu peito, próximo a sua boca  e me acomodei como se estivesse em um trono. A cada toque que ele oferecia com os lábios, com a língua, com os dedos, eu me sentia mais alta, mais inteira, mais viva.

A adoração era um jogo silencioso, mas gritante nos detalhes: a forma como ele lambia entre meus dedos, como massageava meu calcanhar com devoção, como se o simples fato de me servir fosse seu maior prazer.

Deslizei um pé até seu rosto e o mantive ali, pressionando de leve seus lábios.

"- Você se excita assim?"

Ele gemeu em resposta.
"- O branco... é como um selo. Marca que você é meu."

Meus pés, pintados com a cor da pureza, representavam tudo menos inocência naquela noite. Eram armas, eram mandamentos, eram sagrados. E ele os venerava com a intensidade de quem encontra fé na pele, no toque, na humilhação deliciosa da entrega.

A cada beijo que ele depositava na minha planta, eu sentia minha autoridade se reforçar. E quando finalmente ergui meu pé e o encostei entre suas pernas, roçando a dureza visível em sua bermuda, ele tremeu.

"-Você só vai gozar quando eu quiser. Porque hoje... quem manda é o branco."


Na podolatria, os pés são adorados com devoção religiosa. Cada curva, cada detalhe. Unhas bem cuidadas e pintadas de branco remetem à perfeição. Para muitos submissos, esse branco sugere pureza e, paradoxalmente, poder. Pés assim parecem inalcançáveis, quase sagrados. Uma rainha pisa com eles. Um servo se curva diante deles.

No universo BDSM, especialmente sob o olhar da Supremacia Feminina, o branco nos pés da Domme é mais do que estética. É um estandarte. Ele brilha como uma bandeira de conquista, exigindo reverência. O submisso, ao beijar ou lamber esses pés, não está apenas se entregando ao prazer  está celebrando o domínio absoluto da Mulher.

No Brasil, há ainda a leitura social: pés bem cuidados com esmalte branco sugerem status. Uma mulher que não faz trabalhos pesados. Uma mulher servida. Uma mulher que, com um olhar ou com o calcanhar, dita regras.

O esmalte branco, portanto, é linguagem. É comando. É fetiche. É erotismo que começa no olhar e termina no gesto de submissão mais íntimo.



Ref.: 1998 #0026

(*) FOTOS DA INTERNET - IMAGENS PARA MERA ILUSTRAÇÃO - FONTE INTERNET

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

DESAFIANDO LIMITES

 DESAFIANDO LIMITES

Tentei realizar uma linha do tempo perfeita, descrevendo minha trajetória no mundo liberal, mas o tempo que passou é grande e, mesmo com a ajuda de Edy, estamos tendo conflitos entre o tempo ocorrido (datas) e os fatos realizados.


Alguns assuntos que ocorreram, ao recordar, não me fizeram bem. Edy me recompôs e está me ajudando, participando das narrativas, relatando situações que aconteceram sem o meu conhecimento. Porém, no tempo certo, foi verdadeiro, transparente e contou tudo o que ocorreu, independentemente de eu saber algo, parcialmente ou não estar ciente de nada.

As narrativas de Edy estarão com o texto em itálico; as minhas seguirão em texto normal.


Desde que conheci Edna e a fiz mulher, criamos uma identidade, uma conexão muito especial: a experiência somada à ingenuidade. Por mais erradas que as coisas saíssem, por mais que houvesse omissões, eu confiava em meu instinto e na persistência em prosseguir nesse caminho com ela. Edna não sabia nada sobre o meu passado. Tive, sim, meus erros, e não foram poucos, mas os superei.

Amo o mundo dos fetiches: conhecer esse ambiente, pessoas desencanadas, sem rotulagens e, o mais importante, saber aceitar e respeitar. Adestrar Edna, nesse momento, era justamente isso: “aceitar e respeitar”.

Aceitei a proposta de corno idealizada por ela, ingenuamente, sabendo que ela mesma não teria tal controle, sua palavra não valeria de nada. A promiscuidade é algo que não aceito, e tal castigo ela sentiria na pele. Entender que “consentimento x traição / promiscuidade” têm suas diferenças era fundamental.


Não contava com o tamanho do controle que os pais de Edna exerciam sobre ela: totalmente blindada, mimada. Eu via além. A mesma crítica que eu recebia pela diferença de idade, os pais de Edna também tinham. Sua mãe, mais nova, olhava-me como mãe protegendo a filha, mas também com desejo, como se buscasse um amante. Seu pai percebia e ardia em faíscas de ciúmes.

Edna nunca percebeu dessa forma; apenas comentava que a mãe a invejava pela adolescência que não tivera. Ser discreta, sigilosa e ter controle emocional eram seus pontos fracos. Sempre gostei de vê-la e senti-la em alto astral como pessoa, como mulher. Só precisava de tempo para polir e fazer brilhar esse diamante de mulher que ela é.

Sempre comentei, nas entrelinhas, sobre isso com Edna. Porém, a ansiedade e a pressa por novas experiências a fizeram cometer deslizes, e tive de segurá-la pelas rédeas, como vem sendo relatado por ela.

Armadilhas em família: sua tia, suas primas, sua mãe...
Um campo minado.

Essa condição era nova para mim. Do outro lado, mulheres interessadas em avançar para uma relação mais séria me rodeavam, desejando que eu a descartasse. Edna era uma pedra no caminho de muitas interessadas. O que elas não entendiam era que eu não queria nada sério com nenhuma delas — apenas momentos.

Já tinha a preferência e a determinação total por Edna: moldá-la, lapidá-la, viver uma história somente nossa. Pode parecer cafona, mas a sintonia de Edna, o lado romântico, desse não tenho do que reclamar, e o lado pervertido...

... ah, esse eu amava demais. Porém, precisava ser adestrada.

De chifradeira promíscua, coloquei-a na coleira, submissa, cornuda, aos poucos inserindo Edna no mundo dos fetiches, no mundo liberal. Kátia, inserida como namorada, era estratégica: castidade ao sexo oposto; ficaria a sentir somente bucetas, sabendo que estaria com outras. Provocar seu lado dominante ainda adormecido, sintonizar seus pontos de prazer, gerar uma conexão sem preconceitos, isso estava em breve a se revelar.

Sim, Edna precisava sair do mundinho de aparências para o de eficiências, com pessoas confiáveis e equilíbrio emocional.

O teste de fogo está chegando de forma provocativa, para sacudir de verdade e narrar fatos que ocorreram nos bastidores enquanto me traía. Se funcionará, saberei somente no decorrer.


Neutralizada por Edy, cedia aos seus desejos e vontades. Estar submissa não era algo confortável. Saber que Edy estava com outras mulheres me enlouquecia silenciosamente. Por dentro, meu tesão pedia para conhecer outros homens, desejos ofuscados pelo prazer em ver uma mulher dando prazer a outra. Era muita sacanagem, pensava eu. Seria eu uma lésbica se descobrindo?


Em um raro momento junto a Edy, ele declarou me amar e confessou ter medo de me perder. Eu o chamei de bobinho e disse que o amava mais que tudo, mas afirmei que precisava apenas sentir como era outro homem...

Agora ando confusa, desejada e desejando  a mulher que ultimamente dorme comigo. “Virou corno de mulher”, falei em provocação. Pelo olhar de Edy e pela forma como conduziu a conversa, parecia ter gostado. Muitas vezes, conversar com Edy me deixava ainda mais confusa do que já sou normalmente. Amor, desejo, tesão... entre outras sensações, começavam a me deixar sem raciocínio.


As saídas com Edy eram imprevisíveis: ora romântico, ora sádico. Ir a ambientes reservados a fetiches me assustava e, ao mesmo tempo, me dava um prazer surreal. Nesses espaços, submissa, sendo possuída por um estranho que Edy concedia para o ato, meu orgasmo era ofuscado durante a transa. Edy fazia narrativas de suas próprias aventuras, de momentos com os quais eu dizia não me importar. O convidado de Edy se realizava, gozava e saía. Edy olhava nos meus olhos e dizia, na cara:
"- É assim que os homens das suas aventuras fizeram com você... te usaram e te esqueceram."


Usava palavras duras, induzia ao arrependimento. Eu ouvia calada, engolia qualquer possibilidade de choro.

Comecei a ter medo de perder Edy por causa das minhas aventuras irresponsáveis, da falta de confiança, do risco de me apaixonar por outra pessoa. Eu não tinha palavra diante do que prometi.
Edy, insistente, falava sobre eu beijar outro homem, fazer sexo anal... Era um porre escutar, e, ao mesmo tempo, quando eu fingia ignorar, o clima voltava a esquentar. Sei que prometi  e não cumpri.

E ainda havia muita coisa para acontecer...

. . .  incertezas, pontas soltas e algo mais .


Ref.: 1996 #0025

(*) FOTOS DA INTERNET - IMAGENS PARA MERA ILUSTRAÇÃO - FONTE INTERNET

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

O JOGO DA SUBMISSÃO - Entre a Coleira e o Desejo

O JOGO DA SUBMISSÃO

Entre a Coleira e o Desejo

Reencontrar Edy após a viagem com minha mãe não me assustava mais. Edy sabia que tinha ganhado chifres e só aguardava eu confirmar, só que desta vez foi tudo diferente, por mais que eu desejasse contar, era ignorada, não queria saber do que aconteceu, comportamento frio de uma pessoa calculista. Dias depois minha tia vinha falar comigo de comentários que estava rolando  na família do que aconteceu entre eu e meus primos, tais comentários logo na boca de minha mãe, e chegando em casa com Edy, o barraco foi feito.


Diretamente Edy foi chamado de corno por minha mãe e eu de galinha, piranha, puta e assim vai, rotulagem familiar não faltou. A irritação de Edy perceptível com que estava ocorrendo e presenciando, tomar uma surra da mãe na frente do namorado, classificado de frouxo e corno pelos pais, era muita humilhação no meu ponto de vista, a frieza tomava conta de Edy.

Dia seguinte, Edy me passou o sermão, queria que eu fosse independente de meus pais, me tratava de mimada, relatava sua paciência no limite, eu fingia que escutava. Eu estava sufocada e controlada pelos pais, e em um momento de prazeres transando com Edy , pedia para ele me engravidar, relatava que seria uma alternativa para sair de casa, porém Edy não foi receptivo com essa sugestão, deu a maior broxada sendo uma decepção para ambos o ocorrido.


Reconheço que falei na hora errada, e compliquei a pouca confiança que Edy tinha por mim. Guardava em segredo o tesão de ser pega sem consentimento, a recordação daquele momento durante a noite me fazia ficar molhada e em alguns casos chegar ao orgasmo só de recordar tal ocorrido.

A ociosidade de nossa relação me preocupava, eu tentava me manter comportada, no trabalho olhares, cantadas, conversas e etc estavam aos olhos e ouvidos de Edy, em rédea curta, rendida a submissão. Em um sábado à noite fomos a casa de um casal conhecido de Edy, bairro chique, belo condomínio.

O elevador subiu em silêncio, e eu podia ouvir o som do meu próprio coração, como se cada batida anunciasse algo que eu ainda não conseguia nomear. Carregava em mim uma mistura de curiosidade e medo,  aquela vertigem que antecede o desconhecido. Quando a porta se abriu, o perfume de Sílvia veio antes da sua voz. Delicioso, firme, envolvente, uma mulher encantadora, fixou seus olhares em mim que fiquei sem graça e a ousadia de beijar Edy em selinho me deixou irritada, gelo quebrado por ela mesma pedindo para não ficar irritada que "ainda não tinha arrancado pedaço".


Em seguida adentrava Fábio, um puta homem gostoso, loiro tipo Deus grego, se apresentava e ele me dava um selinho e tenho que confessar que me fez molhar a calcinha. Silvia observou tudo e voltou a comentar "Viu, como não tira pedaço!"

Edy, ao meu lado, mantinha a postura fria e calculada que já me era familiar. Eu tentava decifrar o motivo daquela visita, mas as palavras de Sílvia cortaram o ar com leveza e precisão:
"-Relaxe. Aqui, não existe certo ou errado. Apenas o que se sente."

Fique sem jeito e acanhada, conversas diversas rolavam, observava como Silvia olhava para Edy descaradamente, não me recordo como chegou a conversa em saber como Fábio a conheceu, e Silvia falou a seco:
"- Eu era prostituta!" 

Tossi, engasguei, cai na risada enquanto todos me observavam seriamente, pedi desculpas, ainda tossindo.

"- Fique tranquila, eu era garota de programa" , citava ela, "- Fabio me tirou desse caminho e hoje sou esposa dele. " completava

A noite seguia com conversas diversas, troca de lugares, ora eu falando mais com Silvia, depois com Fábio, e nessas Silvia retorna com duas sacolas tipo presente entregando a Edy  uma com laço azul e outra vermelho.

Percebo Fabio muito animado  pede licença e se ausenta do ambiente, Edy observa as sacolas e  me entrega a de fita vermelha, recebi com um sorriso enorme de felicidade tipo "Oba presenteee!" quando abri , era uma coleira com guia, fechei o sorriso olhando com cara de tacho para os dois, em seguida entra Fabio somente de roupão com um volume avantajado marcando. 

Edy venho a meu encontro, querendo colocar a coleira, fiz certa resistência quebrada por um beliscão e olhar de repressão, o mesmo fez Silvia com Fábio, porém ele aceitou todo animado.


Para mim a humilhação era grande e ficou pior quando Edy me levou ao banheiro querendo me despir e eu dizia: 
" - NÃO !!"

Edy ignorava minhas palavras , eu resistia em ficar nua até levar um sutil tapa na boca seguido de: 
" - Não quero resistências suas, se dedique para não ficar pior"

Contrariada me despi, Edy pediu para eu fechar as mãos e com fita isolante percorreu pela mão deixando meus dedos imobilizados, colocou a guia na coleira e me obrigou  a ficar de quatro.
"- Isso sua cadelinha, viu como não é ruim !" 



Me fez gatinhar de quatro até a sala sobre a presença do casal que já se encontravam praticamente nu, Fábio já estava posicionado de quatro. Edy me aproximava de Fábio que se comportava como um cachorro, me cheirando, lambendo, eu meramente achava aquilo ridículo sem poder contestar, era somente eu e meu pensamento....

. . . até que a língua de Fábio adentrou na minha buceta, onde começou a lamber, aquele tesão de homem ao meu prazer, estava uma delicia aquela língua habilidosa.  Edy se aproximou e retirou as guias de nós dois deixando somente na coleira, se abaixou e sussurrou para nós. 
"- Se comportem como caninos, sem as mãos" 

Fábio entendia bem o jogo, era perceptível , Edy veio a mim e voltou a dizer:
"- Você gosta de ser igual cadela, que seja e espero que não fique grávida, pois cachorro não usam camisinha" e se afastou com sorriso irônico e sarcástico.

Sentou e falou:
"-Chupa a rola dele agora cadelinha"

Adentrava por baixo de Fábio e via aquele dote grosso, delicioso, lambia e abocanhava o que podia.
Volte e meia desviava os olhos para Edy, e estavam trocando olhares e contatos com as mãos , como casal, isso me subia o sangue e logo que ofereci a ficar de anca exposta para ser retribuída por Fábio, mas aquele frouxo foi de quatro aos pés de Silvia,  e os lambia venerando-a.


Edy me chamou como cachorra para ir ao lado dele, achei que ia me fazer lamber os pés dele também e foi pior, me fez lamber o cu de Fábio, relutei em não realizar, duas chineladas e um olhar foi o suficiente para eu realizar , eu lambia o cu de Fábio e Fábio era direcionado por Silvia a chupar a rola de Edy. 


Sentia Fábio contraindo sua bunda em minha língua, Silvia veio a mim, agarrando meus cabelos e abrindo com a outra mão a bunda de Fábio, ordenava a enfiar bem a língua no cu dele, era muita humilhação, me mantinha firme, mas com vontade de largar tudo e sumir. Chamada de inútil por Silvia, Edy vem a mim e retira a coleira de meu pescoço, passando para Silvia que recebe com largo sorriso.

A festa estava começando, Edy direciona Fábio para se deitar com a bunda empinada no braço do sofá, Silvia abre uma gaveta , abre um pote e começa a passar no rego de Fábio, Edy pega um preservativo na gaveta, coloca em seu pau. Eu não queira acreditar no que estava vendo, Edy cuidadosamente iniciava a penetração em Fábio, Silvia assistia orgulhosa o ato e eu ignorada no canto da sala como uma qualquer.


Eu não acreditava que aquele homem gostoso era "gay" refletia eu e meus pensamentos, Edy fazia Fábio se contorcer de prazeres a cada socada, Silvia deitada a sua frente e  tinha os pés chupados , apreciados por Fábio que agradecia pelo momento.


Tão logo, Edy pegou o pau de Fábio colocando para trás, segurava firme em sua cintura e sussurrava
"- Tu agora vai virar minha menininha" 

Eu nem imaginava o que estava por vir
"- Vai ser a doméstica amanhã aqui em casa..." falava Silvia para Fábio em tom de provocação

Não demorou, Fábio começava a resistir ao prazer e Edy induzia a uma adrenalina de tesão, não demorou Fábio gozava sem se tocar, somente levando rola, O pau de Edy saiu imenso do cu de Fábio. Silvia pegou Fábio e o fez lamber a porra do chão, Edy veio ao meu encontro conduzindo  a limpar o pau de Fábio. Eu estava realizando  tudo de forma automática, submissa sem contestar, meus pensamentos fritavam "que porra estou fazendo aqui?" , limpei o pau de Fábio com a boca que nem consegui sentir o gosto de sua porra. 



Edy e Silvia se retiraram da sala como um casal em harmonia partindo para algo mais quente, Fábio me levantou, tirou a fita isolante de minhas mãos e fomos para o banheiro, minha admiração por ele mudou, aquele desejo encanto, tudo ficou bagunçado na minha cabeça. Angustiada, Fábio me tranquilizava, fazia um dengo no banho e pedia para eu relaxar, ter calma que tudo ia se encaixar . . . 



Suas falas eram muito confiantes, eu questionava e pedia para eu ficar quieta e curtir o momento. Saímos do banho , nos vestimos, fui procurar Edy e Fábio me segurou no braço dizendo que era para deixa-los sossegados que me levaria para casa. 


"- Como assim? eu vim com Edy,. . ." e fui interrompida
"- Eu vou te levar e pronto, se contente que foi somente isso, pegaram muito leve com você". Falou determinado  e foi me conduzindo pelo braço, só vi de relance Edy numa preliminares com Silvia, Fábio me conteve levando para o carro. Era nítida minha irritação, desrespeitei Fábio com algum comentário que não me recordo como ocorreu. Fábio parou o carro, me deu um esporro, me chamou de mimadinha e mandou eu ir refletindo pelo caminho o que tinha aprontado. Voltei calada, pensativa, me sentindo mais forte, não estava mais a chorona. . . 


Ao chegar em casa, Fábio desceu do carro, abriu a porta, um verdadeiro cavalheiro e despediu com um ardente beijos e um cheiro no pescoço que despertou meu tesão, entrei em casa molhada esquecendo o que tinha ocorrido. 
Em meu quarto pensativa, umas das frases de Silvia latejava em meus pensamentos:
"-Relaxe. Aqui, não existe certo ou errado. Apenas o que se sente."
"MIMADINHA"
Dito por Fábio, me sentia humilhada.

Pela manhã ao entrar na cozinha, não tinha dado conta das marcas deixada em meu pescoço, e não era de Edy....
"- Fábio, filha da puta." pensei alto



E foi inevitável meus pais não verem. Viram que tinha retornado com outro rapaz, meu pai fechou a cara olhando param minha mãe, e ela não perdeu tempo. 
"- Será que agora adulta vai ter que apanhar de cinto? É puta agora? " 


Agindo boca dura, respondendo e  enfrentando minha mãe, meu pai não perdeu tempo, levei umas cintadas no lombo e sendo xingada por ele, corri  e me tranquei no quarto deixando falaram até cansar. A dor da surra já não doia como antes, estava eu até rindo com lágrimas nos olhos, pensativa, reflexiva,  não mas sentindo aquela dor de repressão . . . .



Edy tem razão, preciso ser independente . . . 


Ref.: 1996 #0021
(*) FOTOS DA INTERNET - IMAGENS PARA MERA ILUSTRAÇÃO - FONTE INTERNET

domingo, 3 de agosto de 2025

CADELINHA DE EDY

 CADELINHA DE EDY

Aos poucos, as ousadias foram acontecendo. Sair sozinha com outro homem? Nem pensar, ainda mais depois de tudo que vivi. Edy era meu porto seguro, transmitia segurança, permitia que eu conhecesse outros homens, desde que ele estivesse presente e não houvesse beijos. Eu o respeitava, sem perceber, tornei-me submissa... e estava gostando. Descobria um novo prazer, adentrando o universo fetichista de Edy.

A Japa Zaroia agora trabalha comigo. Por tudo que aconteceu no passado, eu sentia uma raiva extrema dela. No entanto, devo admitir: como profissional, é uma excelente pessoa.

Certa noite, na casa de Edy, ele me confrontou sobre oficializarmos nossa união. Estava cansado de ver meus pais nos julgando, seja pela diferença de idade, seja por verem a filha deles como uma "puta". Por Edy, já estaríamos morando juntos há tempos. Então, num impulso, entrei determinada em casa e anunciei minha decisão aos meus pais. As brigas começaram, fui taxada de "puta" , Edy de aproveitador e acabou sendo tema de  sessões com a psicóloga. Em uma delas, ela pediu que Edy comparecesse sozinho para conversar. Ele aceitou, mas fez questão de marcar no último horário dela.



No dia seguinte quis saber de Edy o que aconteceu, e a reposta foi irônica em tom de brincadeira
"- Confidencial, sigilo paciente e Dra." , acompanhado de risos e olhar cafajeste.

Fiquei tranquila quanto ao assunto nem tão curiosa, e no dia a dia  compreendi o verdadeiro sentido das frases: “A vingança tarda, mas não falha” e “A vingança é um prato que se come frio”.

Sim, o sentido das frases vieram em certa noite que saímos com a Japa Zaroia, e Edy me chamou à atenção. Citava que era hora de amadurecer e deixar de ser criança, ouvir isso me magoou profundamente. Pior ainda veio após umas brincadeiras intimas que realizei com Osni, um novo participante nos encontros, comentário  broxante ouvir dele que eu não sabia transar, me comparou como “égua barranqueira”, uma mulher passiva, servia somente para ficar de quatro e receber rola. A Japa Zaroia observava de cabeça baixa e  Edy explicava aquilo com ironia, como um termo popular... mas isso me abalava e  segundo Edy é um termo usado pelos homens de interior / sitio que pegavam animais para se iniciar sexualmente ou saciar o tesão, comentava.

Mesmo com Edy reafirmando que gostava do meu jeito, que eu deveria ser eu mesma, aquilo minava minha segurança. Eu era chorona na época, e quando as coisas não saíam como eu queria, ainda mais me sentindo humilhada diante daquela zaroia da Japa. Edy me chamava de “mimadinha”, era o jeito dele de me sacudir para o mundo.

Houveram momentos marcantes, após duas sessões seguintes à ida de Edy ao consultório, tive alta. A clínica foi encerrada, e a Dra. Silvana se mudou para o interior (relatarei isso em outra publicação).

Edy, nesse ponto, já havia me adestrado a outros níveis para experiências mais ousadas. Submissa, passei a frequentar ambientes que jamais imaginaria na minha cabeça ingênua. Numa das noites, encontramos a Japa Zaroia acompanhada de um loiro gostoso chamado Felix. Confesso que fiquei toda molhada só de vê-lo. Não consegui disfarçar meu interesse, e foi nesse instante que a Japa devolveu, com estilo, o chifre que levou. Admito que mereci, fui muito burra, cai um uma grande cilada ocasional. 

Edy percebeu meu desejo e abriu todas as oportunidades que eu desejava. Conversamos, nos apresentamos, e os quatro fomos para um motel. Meu tesão por Felix falava muito alto, ignorando a Japa Zaroia e Edy,  e por ter consentido achava que estava podendo tudo, até beija-lo na boca, beijos molhados, ardentes que proporcionava orgasmos, fui para o banho com Felix, lá era possuída por aquele macho gostoso e entre beijos, no banho me pôs de joelhos e me fez chupar seu pau, a empolgação era tanta que senti aquele pau curvado quase entrar em minha garganta.


Saímos do banho e presenciei Edy com a rola toda enterrada na Japa deitados na cama, discretamente Edy nos observou e beijou a Japa que senti meu sangue ferver, a Japa o envolveu entre suas pernas o segurando com o pau todo enterrado nela, fiquei congelada pela cena, senti o peso do chifre sendo devolvido, com elegência e estilo, nem  senti a penetração de Felix, não consegui oferecer o calor do tesão que desejava, foram algumas bombadas presenciando os momentos mais humilhantes, Felix saindo de mim foi até eles.


A Japa e Edy chupavam a rola de Felix entre beijos e as chupadas, Edy posicionou a Japa de 4 com Felix sentado a sua frente, e a Japa engoliu aquele pau que fez até os olhos de Felix revirarem e eu perdia o tesão congelada no que presenciava. Felix e Edy trocavam de posição, agora era Edy sendo chupado pela Japa, com sinal de Edy me aproximei receosa, me colocou para chupar com ela,  entre chupadas e beijos, Edy me posiciona para ele estimular me com seus dedos em minha buceta, me obrigou a chupar a buceta da Japa com o pau de Felix dentro, não demorou o pau escapava , Felix enfiava em minha boca e voltava na buceta da Japa, nesse instante sai de cena e fui ao banheiro.


Chupar o gozo da Japa me enjoava dava nojo, percebi que estava toda molhada por um tesão estranho,  fiquei um tempo por lá com os pensamentos congelados aos ouvidos dos orgasmos da Japa e dos rapazes comentando algo. Retornando a Japa cavalgava sobre a rola de Edy o beijando e sendo currada em seu cu por Felix terminando de encher o cu dela de porra.

Edy vira a Japa de frente e soca selvagem até encher a buceta da Japa de porra, tirando e ela limpando tudo. Gozei silenciosamente,  Felix me arrasta para o banho, dando uns carinhos , beijos, meu tesão esfriou, congelou e Felix sussurrou: 
"- Cadelinha de Edy", ironizou com um sorriso e um tapa na minha bunda saindo do banho. 


Edy a e Japa estavam prontos, vestidos, a Japa ironizava que hoje o corno do Matheus sentira no paladar o gosto de macho que a mulher dele saciou e  com um sorriso de maldade, Saímos do motel, Edy saiu com a Japa para a casa dela, Felix me levou para minha casa e no retorno buscava  satisfações de me julgar assim de "Cadelinha do Edy", Felix me advertia de algumas regras básicas que envolvem Edy, me dizia que o respeita e achou estúpida a idéia de beijar sabendo de particularidades com essa. 

Advertia-me que Edy não beija outra mulher por estar comprometido e afirmava que eu mesma tinha cavado o problema e que era para eu mesma  resolver com estilo e elegância. Nossa eu era muito lerda, egoísta e ingênua para compreender, a experiência de Edy e demais participantes me fazia uma caloura em trote de faculdade.

Não havia motivos para lágrimas e fraqueza, o reencontrando com Edy no dia seguinte, tomei a iniciativa de me desculpar com ele, não queria saber o que houve depois que saiu e o recado estava dado, prometia que ia melhorar, só pedia um tempo para assimilar as coisas, nossa relação pegava fogo com o diálogo franco e aberto. Edy me elogiou pelo amadurecimento, rápida ação de contornar e o mais importante, sem brigas. 

Confidenciei a Edy o que ocorreu quando o vi beijando a Japa e ao gozo entre outras sensações relatadas acima. Edy ouviu tudo e depois pegou  duas caixas de presente, uma delas uma coleira, em outra um colar bem elaborado, a cara de Edy com sorriso cafajeste, aquele sorriso  que amo muito estampado de alegria. 

"- O colar tem o mesmo significado da coleira." - citava Edy em tom suave, quase sussurrando.
"- Agora você é minha cadelinha. Cadelinha que tem dono."


O significado prático comecei a compreender em novas saídas, novas experiências, um prazer que ao chegar final de semana, já aguardava por intensos prazeres. Voltamos a sair outras vezes com Mônica e Regis, e a cada encontro o prazer extrapolava os limites. Em breve, relatarei algumas dessas ousadias.



Ref.: 1996 #0019
(*) FOTOS DA INTERNET - IMAGENS PARA MERA ILUSTRAÇÃO - FONTE INTERNET

segunda-feira, 30 de junho de 2025

AS MÁSCARAS CAEM: "VERDADES, CASTIGOS E CICATRIZES"

AS MÁSCARAS CAEM: "VERDADES, CASTIGOS E CICATRIZES"


O dia seguinte foi como virar a página depois de tudo o que aconteceu. Para Edy, nem tanto, com seu olhar de águia, ele percebia mentiras nas expressões das pessoas, inclusive na minha.

Minha preocupação era com Matheus e Regis, como se comportariam diante da confidencialidade da situação? Como nossos horários eram diferentes, eu só encontrava Edy durante o almoço. Mas dar uma escapada para namorar já não era mais prioridade para ele. Estava me dando um gelo enorme.

Eu insistia, sabia do meu erro, mas jamais iria assumi-lo. Preferia varrer para debaixo do tapete. Nessas tentativas de aproximação, acabamos indo para a casa dele. Mas os beijos já não eram ardentes; pareciam uma obrigação. Esse comportamento me irritava profundamente, eu o desejava com intensidade, mas não era correspondida.

Combinado ou não, Wagner apareceu na casa do Edy. Pediu desculpas, disse que não sabia que estava atrapalhando. Edy, no entanto, pediu que ele entrasse, dizendo que não estava atrapalhando em nada.

Fiquei puta da vida e, sem rodeios, disparei na cara de Wagner:
"- Seu amigo anda frouxo. Quem sabe você chegou na hora certa e sacia meu fogo."

Eles se entreolharam, eu provocante, comecei a me despir. Oferecida, fui para o banho  e logo estaria de volta. Deixando-os na sala, fui até o banheiro e não demorou muito  Wagner apareceu, me acompanhando.

"-Você é doida?"  ele perguntou.

"-Seu amigo é um frouxo. Eu quero gozar, ele quer chifre. Pois bem, ele terá."
Saí do banho birrenta e fiquei à espera. Fiz questão de caminhar até a sala completamente nua, encarando a expressão carrancuda de Edy, com um bico enorme nos lábios.

"-Sua última chance: ou você vem e faz seu papel de homem, ou fica como corno."


Eu estava esticando a paciência dele e algo mais. Jogando com a sorte, Wagner veio até mim e, antes de tudo, pediu autorização a Edy, que respondeu friamente:

"- A buceta é dela. Ela faz o que achar melhor."

Aquilo me incendiou, me ajoelhei e caí de boca no pau de Wagner, fazendo de tudo ali mesmo, na frente de Edy. Beijei-o, gozei com a língua dele em minha buceta, sentindo seu bigode roçar a pele. Depois, fui fodida com desejo, com vontade. Edy permanecia sentado, vestido, observando friamente. Eu o provocava, chamando com gestos, insinuando um "corno manso". Discretamente, Edy me mostrou o dedo do meio. Ignorei, ele era frio, imóvel diante da cena de sua mulher sendo fodida pelo melhor amigo.


Concedi a Wagner tudo aquilo que Edy me proibira, inclusive gozar dentro de mim. E ele gozou, fui abusada ardentemente, envolta em pensamentos insanos, prazerosos, até perder o fôlego nos orgasmos, no calor do leite quente jorrado dentro da minha buceta. Fiz questão de chupar o pau de Wagner depois, limpá-lo com a língua e, em seguida, me vestir sem tomar banho. Queria continuar sentindo a essência de uma tarde de prazer.


Edy, impassível, apenas pediu a Wagner que me levasse embora. Eu queria que fosse ele, mas foi Wagner quem me pegou pelo braço e me conduziu até o carro. No trajeto, entre broncas e elogios, mais elogios do que broncas , ele disse:

"-Garota, ou você dobrou o homem, ou tá ferrada. Nunca vi tanta frieza dele com alguém que ama."

Eu ria com Wagner, pedindo para ele voltar no dia seguinte. Queria esticar ainda mais a paciência de Edy. Wagner insistia para que eu conversasse com ele, fizesse as pazes, me abrisse:

"-Você não conhece o Edy. Não sabe do que ele é capaz como represália aos seus atos. Se casa logo com ele... Prometo que vou comer os dois e saciar seus desejos." insistia Wagner com fala preocupada

De volta à minha casa, nua no meu espaço, cheirei minha calcinha suja da porra do comedor. Lambi o tecido, revivendo o prazer, me masturbei deitada na cama, depois no banho, e retornei à sala, destruída. Sentia-me uma ninfomaníaca. Assistia à TV, mas meu desejo era estar transando, na cama, no quarto, dormindo depois de gozar, minha buceta escorria o leite aumentando meu tesão.  Meus sonhos eram ousados, insanos, acordava molhada, me masturbava no meio da noite só para conseguir dormir melhor.


No dia seguinte, encontrei sobre minha mesa a chave da casa do Edy dentro de um envelope. Um bilhete curto dizia: “Estou em viagem a trabalho, volto amanhã” , seco, sem beijo, sem carinho, sem nada.

Na saída do trabalho, Wagner me buscou, fomos para a casa do Edy. Wagner estava mais ousado que o normal, além do sexo oral, que com aquele bigode me causava arrepios e me levava ao delírio, ele passou a me chupar o cu com um desejo voraz. Eu mal percebi seu pau entrando, tamanha era a excitação. Ele falava coisas sujas, me chamava de “putinha gostosa” e pedia que eu chamasse o Edy de corno. No começo, me senti estranha, com tanta insistência, depois que falei a primeira vez, aquilo foi saindo com mais naturalidade.

"-Edy , você é um corno !!" ofegante repetia, "- Toma seu corno !!"


Depois do anal, Wagner pediu uma pausa, foi se higienizar e logo voltou. Dessa vez, me pegou de frente, socando fundo, chupando meus mamilos com desejos e vontade, me preenchendo por completo. Voltei para casa com as pernas bambas.

No caminho, desabafei com Wagner, disse que precisava sair de casa. Meus pais controlavam meus horários e limitavam minha liberdade. Avaliei a sugestão e quero sim casar com o Edy, mas eles não o aceitam nem como namorado, fingem tolerar, mas só da boca pra fora, imagine então casando...


No meu canto, me dividia entre o desejo e o prazer, misturados ao choro da carência, pela falta do Edy. Isso me deixava maluca, era uma mistura confusa de realização e arrependimento.




Fim de semana chegando, sexta-feira...

Na esperança de que Edy estivesse menos frio, ele me pega na saída do trabalho no final da tarde e comenta:
"-Vamos a um barzinho no Riacho Grande. Tô com vontade de comer um peixe e tirar o estresse."
Como de costume, inventei em casa alguma desculpa, uma reunião da empresa,  sentia-me como se pedisse permissão a um agente condicional. [risos]



No barzinho, Edy pede uma mesa para quatro. Na hora, pensei: Será que vamos conhecer novos casais? Ficamos jogando conversa fora. Edy me atualiza sobre mudanças na empresa e até adianta a conversa sobre minha promoção, aquilo me deixou feliz. Até que, de repente, chegam Matheus e a Japa zarolha. Argh... me dava nojo só de olhar aquela mulher. Mais ainda quando ela sentou-se ao lado de Edy, toda oferecida, e Matheus ficou ao meu lado, um capacho, outra pessoa completamente.

A bomba caiu quando a Japa puxou uma corrente de pescoço da bolsa e a colocou sobre a mesa. Para complicar, eu estava usando os brincos que faziam parte do conjunto.

"- Acho que isso é seu, né?!"  disse ela, encarando-me.

Perdi a voz. Pensava em alguma desculpa.

"- Não pensa muito não, querida."  retrucou ela com desdém.

Ela então mostrou um papel toalha com fios de cabelo meus. A filha da puta tinha pegado no ralo do banheiro, da vez em que estive na casa de Matheus. Ela vasculhou tudo, juntando provas da traição que demos nela.

"- O objetivo aqui é simples... " , falava com voz calma, enquanto Edy permanecia em silêncio, me encarando friamente.
"- Quero ouvir de você o que realmente aconteceu. Quantas vezes ocorreu. Já tenho a confissão do frouxo aí do seu lado, tenho a versão do corno aqui comigo. Só falta a confirmação para a  cornuda que tá na sua frente."

Ela falava com frieza, com um olhar impossível de descrever. Eu queria chorar, tremia sem saber o que dizer. Edy me passava mais caipirinha, sabia que eu acabaria falando tudo com álcool na cabeça. E aos poucos fui contando, desde como saí da casa até os encontros com Matheus.

A Japa insistia: "- Quero ouvir de novo, tudo desde o começo." Dizia que não faria escândalo, só queria a verdade. Em Matheus, as lágrimas escorriam,  Edy e a Japa apenas escutavam. Quando terminei, os dois se levantaram, ela cochichou algo no ouvido dele. Edy foi embora sem sequer me olhar, fiquei sozinha com os dois.

A Japa mandou que eu permanecesse sentada, pediu a conta e saímos nós três. No carro, ela ordenou que Matheus fosse para um motel. Sua voz era calma, serena, sem emoção, e eu estava assustada.

Dentro da garagem do motel, mandou deixarmos bolsas e carteiras no carro , só o corpo deveria entrar.

"- Bem, a cornuda aqui está concedendo ao casal o prazer de transarem na minha frente. Portanto, hoje não sou corna, sou adepta de relação aberta. Vamos nos animar."

Com aquela alegria fria de oriental ela foi se despindo, ficando apenas de sutiã e calcinha. Matheus permanecia mudo, um completo pau mandado. Pedi para tomar banho, tentando ganhar tempo,  a Japa logo me repreendeu:

"- Anda logo, não tenho a noite toda aqui."

Voltei enrolada na toalha, assustada, sem conseguir pensar. Ela ordenou que transássemos na frente dela. O pau de Matheus nem levantava, e meu tesão estava mais seco que um deserto.

"- Quer dizer que meter chifre dá mais tesão do que uma relação aberta?"  dizia suavemente, caminhando em nossa direção.

Do nada, levei um tapa na cara. A Japa esfregava a aliança de noivado no meu rosto:
"- Sua piveta, aprendiz de puta! Se vira e faz o pau desse corno subir! Ou quer apanhar mais?"


Comecei a chupar o pau de Matheus, que logo em seguida também levou um tapa, nem consegui ouvir o que ela disse, depois de um tempo, o pau dele começou a endurecer. A Japa me puxou pelos cabelos, esfregando a buceta no meu rosto, ordenando que eu a chupasse. Foi nojento, não havia conexão, voltei a levar tapas e ser humilhada. Ela jogou uma camisinha para Matheus e mandou ele colocá-la.


Com o vocabulário mais baixo, ela dominava a cena:
"- Vem, seu puto! Vem fuder sua noiva! Mostra pra essa biscate como você transa comigo!"

A cena era bizarra, Matheus estava travado, mecânico. Logo ela o mandou sair de cima e ordenou que tirasse a camisinha e transasse comigo.
"- Vai, putinha! Realiza esse projeto de homem aí... "  outro tapa na cara . "- Sem choro, vadia!"



O pior veio quando ela ameaçou chamar meus pais para me buscar no motel:
"-  Ou vocês fazem o que faziam pelas minhas costas, ou eu pioro o que já está ruim. Querem arriscar?"

Matheus, sob pressão, começou a me penetrar. Eu não tinha cabeça para sexo. A Japa despejava sua raiva mais em mim do que nele.
"- Sua biscate! Não sabe que mexer com homem comprometido tem seus riscos? " mais tapas, puxões de cabelo.

"- Macho por instinto vai à caça, ele tem culpa, mas você tem mais ainda!", "- Já imaginou se eu pegasse de novo aquele pau gostoso que seu namorado tem?"

Aquilo me subiu o sangue, queria pular no pescoço dela. Matheus me segurou e sussurrou:
"- Você não conhece o Edy... se acalma."

Era humilhação atrás de humilhação.
"-  Seu frouxo! O que você viu nessa biscate pra arriscar tudo? Fala, seu puto!" , Ela agora gritava, e do nada, tomei dois tapas na boca. Meus lábios incharam.

O silêncio tomou conta, o tempo não passava, eu preocupada com a hora, sem coragem de falar,  A Japa me puxou pelos cabelos e me levou até a mesa do quarto. Sentou-se e perguntou:
"- O que você achou de interessante no meu noivo? Vale a pena trocar o Edy por ele?"

Eu não disse nada. Só pensava em chegar em casa.  Ela me deu uma sequência de tapas, me esculhambou verbalmente.
"- Sinceramente, não sei como resolver essa mágoa que tenho de vocês dois. Chifre trocado é pouco..."



A noite foi longa, cansativa, e a Japa se mantinha firme com pose, com autoridade. Eram cinco da manhã quando ela decidiu sair do motel. Matheus dirigia sob suas ordens, fechava a conta e me levava até minha casa, como ela havia mandado. Eu estava aflita, assustada, um caco, aparência de lixo. Rezava para que todos ainda estivessem dormindo. Chegando ao portão, minha mãe já nos aguardava, com aquela cara de desespero. A Japa ordenou que Matheus saísse do carro, e ela veio logo atrás, quebrando o gelo ao vê-la com ele. Eu saí toda acabada do banco de trás. A Japa se apresentou de forma firme, deixando claro que era noiva de Matheus. Minha mãe, desconcertada, pediu que entrassem, um mico total. A Japa antecipou os fatos, pedindo desculpas pelo horário, minha mãe falava mal de mim e do Edy. Ah, mas a Japa... superou tudo e ainda salvou a pele dele:

"- Nossa, o que o Edy tem a ver com isso? Nem estava com a gente, passou a noite trabalhando" ironizou e completou ....
"- Coisas de sogra... tô acostumada"  disse, desmontando minha mãe, que ficou sem graça.

A chapa já estava fervendo. A Japa perguntou para quando estava marcado o casamento. Minha mãe, surpresa, olhou enquanto servia o café, e, mais uma vez, colocava Edy no altar:

"- Não pode perder um partidão de homem como aquele. Se sair da fila, tem várias interessadas..." e me encarava.

Minha mãe então interrompeu a conversa e perguntou onde me machuquei tanto, toda marcada... se eu tinha apanhado de alguém. Nisso, meu pai entrou na cozinha, se assustou ao ver meu rosto, ficou bravo. Tentamos acalmá-lo.

A Japa se pronunciou:
"- Uma garota se incomodou com o namorado olhando pra ela. Achou que estava dando em cima e veio tirar satisfação. Mas a gente só estava conversando, comemorando... Deve ser uma ciumenta, né?

Matheus mal falava. Minha mãe o observava com desconfiança. A Japa me encarava e narrava tudo sem me deixar abrir a boca , só me complicava. Agradeceu pelo café, tirou uma quantia em dinheiro e me entregou, não me lembro o valor, só perguntei do que se tratava.


"- Pelos serviços prestados." disse com ironia, insinuando, sem pudor, que eu era uma prostituta.

Recusei o dinheiro, mas ela o colocou nas mãos da minha mãe.
"- Cuide bem dela". disse, virando as costas e saindo.

Em casa, minha mãe me “descascava”, dizia que eu estava aprontando, me acusava de estar dando uma de galinha. E o seu namorado, sabe de algo? No meu quarto, chorei durante o banho. Lembrava do susto, da humilhação, fiquei com medo. Nem sabia como encarar o Edy, ele devia estar furioso comigo. Dormi direto, sem nem perceber o tempo passar.

Acordei com ele já na sala, estava assustado ao me ver naquele estado. Me abraçou, eu o apertei forte, buscando dengo, carinho. Aceitei sair com ele, prometi voltar logo, pois ele também estava cansado. Pegamos algo para comer e fomos à sua casa.

Contei tudo o que havia acontecido, sabia que não o merecia, admiti que era imatura, que não tinha estrutura pra estar ao lado dele. Mas Edy me amparou, ao mesmo tempo em que me acariciava com palavras doces, usava uma luva de pelica para me esbofetear com verdades. Era carinho e castigo.

Em meio à trégua, começou o clima. Edy me seduzia, me desejava, seus beijos ardentes curavam, em parte, as marcas daquela noite. Sua pegada selvagem revelava o quanto me queria. Me possuiu com ferocidade, sentia seu pau parar na minha garganta a cada estocada. Gozei do jeito que gosto, ele me segurava pelos cabelos, pedia pra abrir a bunda. Eu gelava quando ele salivava no meu rego.

"- Não... não... com saliva anal, não!"  implorei, mas já era tarde.

Me contive. Doeu demais sentir aquele cabeção entrando. Em seguida, Edy sussurrou ao meu ouvido:
"- Agora você é uma puta, a minha puta. Já recebeu um aviso, uma oportunidade. Não me decepcione novamente querendo ser vagabunda, galinha e vadia...

Aquilo me magoou profundamente.
Aquela pegada era cheia de recados, amor e mágoa misturados. Me posicionei como puta, a puta de Edy, saciando e servindo os desejos que antes restringi a Edy. Fui currada como uma qualquer, era prazer e humilhação ao mesmo tempo, fui usada  até Edy se satisfazer por completo. Sentia o leite quente tomando conta dentro de mim, demorava a me soltar, me desejava mais . . . 

Esperei ele ir pro banho, levantei-me, dolorida, ardendo, não queria que me visse fraca. Nesse dia, voltamos antes do esperado. No caminho, pedi mil desculpas. Edy disse que se controlou pra não me dar uma surra, ficou muito chateado com que aprontei. Disse que não era do seu feitio, mas que, se fosse por chifre, eu merecia. Afirmou que um dia eu também sentiria uma galha, e que seria sem aviso, não era mais ameaça, era fato premeditado.

No domingo, Edy partiu para o Rio Grande do Sul a trabalho, junto com o Regis. No aeroporto, após o embarque, me aproximei muito de Mônica. Voltamos de carona juntas, paramos no shopping. Ingênua, eu estava ali confraternizando com a mulher com quem transei o namorado.

Nada foi comentado sobre a noite, conversa de mulher pra mulher. Ela sugeriu que fôssemos a Gramado na última semana de viagem dos nossos namorados, uma surpresa. Eu amaria, mas meus pais não permitiriam, dei uma desculpa, mas ela insistia. 

"- Vou aguardar sua confirmação. Caso mude de ideia... tenho tantos planos e desejos se estivermos juntas..."

Cheguei em casa com o fantasma da Japa ainda me assombrando. À noite, em meu reduto, vieram as reflexões, arrependimento pelas besteiras, os chifres que dei no Edy sem ele merecer.  Tudo pelo egoísmo e prazeres. O medo de levar outra surra, pensamentos que me aterrorizavam. Peguei no sono com o corpo ainda ardendo da pegada de Edy, sentia os tapas da Japa, queria bater no Matheus por ser um frouxo. Assim adormeci embalada por prazeres misturados com culpa.


Ref.: 1995 #0015
(*) FOTOS DA INTERNET - IMAGENS PARA MERA ILUSTRAÇÃO - FONTE INTERNET


PAI É QUEM CRIA

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