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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

CUCKQUEAN

A amarga trajetória em ser Cuckquean

Primeiramente desculpe pela ausência nessas últimas semanas. Nem sempre é bom recordar certas coisas, fico pensativa "se" tivesse , "se" fosse e assim vai. Edy me estabilizou, faz parte da história e vida que segue. Fiquem tranquilos(as) estou bem, e agradeço a compreensão.


Dando continuidade, na época, fui neutralizada por Edy, cedia aos seus desejos e vontades. Estar submissa não era algo confortável, pior ainda sendo Cuckquean, sim isso mesmo, uma cornuda e submissa. Edy acabou com minha vontade em estar com outros homens, ter me colocado em posição de objeto sexual para saciar desejos masculinos, humilhação verbal e zombarias, isso  travou de alguma forma os meus desejos de sair com outros homens, além de confidenciar e relatar os chifres colocados em mim, "bala trocada não dói", dizia a mim, só que relatar e apontar com quem, magoava profundamente, intencionalmente e calculista.



Além de ter Kátia como sombra, tão ciumenta quanto Edy, as coisas complicaram para meu lado. Em momentos íntimos com Edy, rolava de tudo, menos a penetração, ele sabia trabalhar em minha mente, sabia conduzir como sua mulher, eu sentia nossa conexão, estava em uma castidade virtual, orgasmos arruinados, uma barreira que ele não deixava ultrapassar, a intimidade. Ao mesmo tempo sabia conduzir e mostrar claramente o que era promiscuidade x consensual, isso gerava uma mistura de ódio e amor que não sei como descrever. Edy era intuitivo de sentir meus desejos, não sabia como esconder, algo até mesmo que ocorreu quando estive no interior com meu primo Alexandre, aquele prazer forçado junto  com Luiz, ele sabia que tinha acontecido algo, mas não o que. 

Entrei numa linha divisória  desejando ambos, Kátia e Edy. Meu relacionamento com Kátia era sigiloso, medo de algum familiar descobrir, meus pais estavam antenados mais em olhar Edy e isso aliviava tal desconfiança, ao menos era essa a sensação de segurança que sentia.


Meu recente erro foi um dia chamar Edy de Corno de Mulher, humilhando ele como incapaz de satisfazer me como Kátia me realizava. Um dia na casa de Kátia, para complicar,  Edy me fez repetir isso na frente dela, que caiu aos risos, me senti uma otária, mais ainda com Kátia selando um ardente beijo em Edy...


... Kátia veio até mim, deu um tapa em meu rosto seguido de um beijo, sussurrou "- Bobinha !!"  em meu ouvido. Contornou e me abraçando por trás, iniciava um jogo de sedução em frente de Edy. Em poucos minutos estávamos nuas, namorando em frente a Edy, era visível o dote dele armado desejando-nos. Kátia me fez ficar sentada no chão, levantou uma de suas pernas apoiando no sofá, deixando sua buceta totalmente aberta a minha visão...
- "Chupaa!" , ordenou de forma autoritária e assim fiz.

Edy se aproximou e escutei os beijos estalando, dei uma pequena parada , Kátia com uma das mão segurou minha cabeça mantendo-me a chupá-la. Tão logo as calças de Edy desceram e podia ver seu pau latejando a minha frente. Kátia saiu de cima se abaixando próxima de mim, segurou o pau de Edy e a minha cabeça, me fez chupar o pau dele, ordenava engolir o máximo que aguentava e não demorou muito me afastou me chamando de incopetente.

Edy sentou no sofá, ajoelhada Kátia iniciava um sedutor boquete regado com uma punheta que percorrias sua mão na extensão toda do dote ,  só de ver me tirava orgasmos somados aos gemidos de Edy, momentos que Kátia engolia ao máximo o pau de Edy, onde teve que contê-la para não gozar. Kátia senta no colo de Edy recebendo aquela rola toda dentro de sua buceta, abre as pernas me chamando para vir chupar seu grelo. 


Me envolvia por completo, ouvindo o gemido de ambos, a babada que a buceta de Kátia dava com o duplo prazer em sua buceta, o pau de Edy latejando dentro e minha língua em seu grelo, Kátia se contorcia, me puxava pelos cabelos e nos beijávamos, depois me fazia voltar a chupa-la novamente e numa dessas quando voltou a me puxar e nos beijar, olhou em meus olhos e com uma das mão dedilhando minha bucetae disse: 
- "Chama ele de corno, chama!"
Eu fiquei receosa, olhava para Kátia e para Edy ficando muda, congelada
- "Edy, o que ela é ?"
Edy não titubeou e foi na lata:
- "Uma cornuda,  chifruda"
Congelada com que escutei, gozei nos dedos de Kátia sem conseguir pensar direito, minha mente ecoava um eco, meio sem conseguir ouvir a mim mesma, só escutei o final de Kátia comentando e rindo com Edy
- " ... é muito vagabunda essa nossa putinha mimada"


Kátia me deu um tapa na cara para eu acordar e fez eu chupar o pau de Edy gozado e  com a mistura de seu orgamos. Após um banho e recompostos  Kátia questionava:
- "Qual o sentimento de ser uma cornuda? Relate-nos que sentiu ao tomar um coquetel de corno? 
Eu tentava não ser tão objetiva, maquiava em palavras a realidade e isso só piorou . . . 
Kátia remetia tapas em meu rosto, me chamando de vagabunda mentirosa, puta cornuda e acabei gozando não deixando ela perceber. Edy a interrompeu a tirando de cima, adestrada me ajoelhei a sua frente agradecendo e mantendo a cabeça baixa, não conseguia fixar os olhos em Edy. 
-"Você está ficando no ponto que gosto, só mais uns ajustes..." (risos) " . . . tão logo entenderá porque está passando por tudo isso." 

Edy percorreu os dedos em  minha buceta, depois percorreu em meus lábios para chupá-los,  deu uma risadinha irônica,  se retirando do ambiente, Kátia me olhava com ansiedade sem comentar nada, seus comportamento entregava que coisa boa não ia vir e  iniciava-se um suspense . . .



. . . e de repente fiquei sem a visão, Edy colocou um capuz afivelando em minha cabeça, tentei em desespero impedir, fui imobilizada tendo os punhos amarrados no tornozelo, ficando em uma posição sentada no calcanhar. Ameacei gritar e fui reprimida por ambos.


- "Se gritar te amordaço e ficará desconfortável. Então cala essa boca."
- "Cornudinha ordinária." , falava Kátia em tom de chacota, e isso me subia o sangue até sentir uma chinelada esquentado minha bunda. 
- "Preste muita atenção agora, e apure sua audição, vamos apurar seus sentidos".  sussurrava Edy em meu ouvido e me acariciando.

Por um tempo o silêncio tomou conta do ambiente, sentia que estava sendo observada. Perguntava se tinha alguém e escutava barulho em outro cômodo, assim se manteve por um tempo, no meus pensamentos "Que merda tô fazendo aqui, que tonta que eu sou, devia partir para outra relação e largar tudo isso..."



O que eu achava ruim ou que já tinha passado por tudo de pior, aqui era somente o começo.

CONTINUA....

Ref.: 1998 #0027

(*) FOTOS DA INTERNET - IMAGENS PARA MERA ILUSTRAÇÃO - FONTE INTERNET

segunda-feira, 21 de julho de 2025

20 DIAS 20 NOITES - 20 dias de Edna

20 DIAS 20 NOITES

Esse tópico do relato aconteceu há muito tempo, por isso não é possível recordar 100% dos detalhes. Eu e Edy conversamos muito sobre esse período; é claro que hoje enxergamos tudo por outro ponto de vista, inclusive rimos dessas lembranças.

Na época, porém, foi como esticar uma corda já tensionada, correndo o risco real de romper a relação com Edy. Darei início aos vinte dias de Edna, é o período em que estive mais ativa. Não participava à noite por conta das restrições impostas pelos meus pais. Edy escreverá a parte referente às vinte noites, já que passava a manhã em treinamento, então os relatos dele se concentram no período pós-treino. Esses vinte dias foram um verdadeiro esfregão na minha cara, como se a vida estivesse tentando me acordar da ingenuidade.


Tudo o que Edy me orientava, eu, teimosa, fazia questão de contrariar. Queria fazer do meu jeito.


20 dias de Edna
Foram vinte dias de ausência. Vinte dias sem Edy. Um sumiço que ardia sob a pele como febre. Me sentia num buraco fundo, abafado, escuro. Tudo o que tinha acontecido recentemente parecia ainda mais cruel em sua ausência. E naquela época não havia essa facilidade de chamadas, mensagens ou vídeo.

O silêncio doía como se me engolisse por dentro, a  primeira semana demorou a passar como um ano letárgico. A abstinência sexual batia forte. o corpo clamava por ele, pelo toque, pela presença, pela sacanagem suada que sempre nos incendiava. Minha libido estava em erupção, o desejo fazia meus seios latejarem e meus pensamentos rodopiarem em espirais indecentes. Meu humor oscilava entre o surto e o choro e uma daquelas madrugadas em que a insônia dominava e a solidão parecia gritar dentro de mim, cedi.

Me afundei nos lençóis, sentindo a umidade já pulsante entre as pernas. O calor subia pelo meu corpo como fogo líquido, minhas mãos tremiam de tanto desejo acumulado. 


De olhos fechados, imaginei Edy me prendendo contra a parede, sua respiração quente no meu ouvido, seus dedos em mim como se fossem meus. Recordações de aventuras paralelas se misturavam entre desejos, fantasias e algo mais....


... afundei os dedos na minha boceta molhada, um gemido escapou da minha boca. Gemia como uma cadela no cio, dedilhando com fúria, deslizando os dedos com velocidade crescente. Meus quadris se moviam sozinhos, implorando por mais. Desejando gozar muito, queria gozar, queria libertar tudo o que me ardia por dentro. O momento foi brutalmente interrompido, a luz do quarto se acendeu com violência, e a porta se escancarou com um estalo.


! ! ! ! Meus pais !!!!
Sim, meus pais ali na porta, me encarando. Eu, nua , com dois dedos enterrados no meio das pernas, os olhos virados, a boca entreaberta de prazer. O constrangimento foi imediato e cruel. Gritei, puxei o lençol, mas era tarde demais, minha mãe soltou um grito de horror, meu pai ficou pálido, depois vermelho. Me senti como uma criminosa, as broncas vieram como tiros, me chamaram de imoral, de sem-vergonha, de tudo que pais conservadores são programados para despejar diante da sexualidade da filha.



Chorei,  chorei como nunca, não era apenas vergonha, era humilhação, era o peso do julgamento, o medo, a raiva, a impotência. Dias depois, eles me empurraram para o consultório de uma terapeuta, tentativa frustrada de “me consertar”.



A mulher parecia uma cópia fria da minha mãe, dizia coisas como "o que está sentindo é hormonal" e "precisa se dar mais valor". Não ouvi uma única palavra de acolhimento, saia de lá mais irritada do que entrei, a tensão só aumentava. Minha menstruação atrasou, e um pavor ainda maior se instalou. Grávida? E agora? Não tinha com quem conversar, com meus pais era impossível, foi então que recorri à minha tia, a única pessoa com quem eu ainda conseguia respirar. Liguei chorando, ela veio, me abraçou, me ouviu, me deu bronca, sim, mas foi a primeira a entender minha dor sem me julgar por completo.

Ela me levou ao ginecologista, e  gravidez descartada, porém um outro diagnóstico me abalou: uma infecção. O médico explicou que poderia ser resultado de penetração anal seguida de penetração vaginal sem higienização ou uma eventual contaminação. Não lembro o nome da bactéria, só sei que o susto me rasgou. Era nojento, era doloroso, era... desesperador. Injeções, antibióticos, medo e Edy... como eu explicaria isso para ele? Tão metódico, tão sistemático, minha tia tentou me acalmar.

Disse que ela mesma teria essa conversa com ele, eu só conseguia imaginar o julgamento nos olhos dele, mais uma vergonha, mais um peso, mais um medo. No trabalho, eu estava uma merda, desatenta e  instável. O RH me chamou para conversar, me perguntaram por que eu andava chorando pelos cantos e eu justificava que eram problemas em família e que estaria melhorando meu comportamento. No dia seguinte, descobri que Matheus, o cara com quem já tinha me envolvido, tinha se desligado da empresa.

Ninguém sabia dizer exatamente o motivo e as fofocas começaram. A rádio peão que deixava qualquer um paranóico comentava desde novo emprego a problemas com envolvimento intimo, e eu, frágil, sem chão, já me sentia como a próxima a ser chutada. Edy  sempre me alertava que eu  era paranoia, que eu dramatizava tudo e  precisava amadurecer.

Wagner apareceu um dia na empresa em horário de almoço, percebeu meu estado, conversamos pouco e no final do expediente, estava na porta da empresa. Insistiu pra gente conversar, eu resisti inicialmente, mas fui. Precisava despejar aquilo tudo em alguém. E ele ouviu. Sem tentar me levar pra cama, sem tirar proveito da minha fragilidade, me senti respeitada, e surpresa. Porque, naquele momento, não esperava mais nada decente de homem nenhum, cheguei em casa exausta, e lá estava Matheus, sentado na sala com meus pais.

Conversa mole, ar de quem queria causar, fui grossa e meus pais me repreenderam. Nos isolamos saindo para rua, ele despejou um monte de coisas sobre Edy. Acusações, distorções, raiva, dsse que Edy não era quem eu pensava, que eu estava sendo traída, enganada, feita de trouxa. Minha cabeça rodou e surtei, dei um tapa na cara dele, chamei de frouxo, de infantil, de covarde. Ele revidou com palavras ainda piores, me chamou de burra, de fraca, de chifruda. Eu estava por um fio, a insegurança me corroía por dentro.


Dormia mal, acordava com o peito apertado, as crises de ansiedade se intensificaram. A psicóloga, não me ajudava, sempre era eu o problema e não sabia resolve-los, parecia que eu estava sendo julgada de novo, só que de jaleco. A cada dia, Edy se aproximava de voltar, tinha que sobreviver a esse inferno astral, me enganava que era uma fase. Eu já não sabia quem era Edy, o que realmente ele fazia, o que escondia. Matheus, mesmo babaca, plantou dúvidas que cresciam feito erva daninha, minha tia, tentando me acalmar, dizia pra eu esperar, conversar, dar um voto de confiança, ela riu quando contei algumas das histórias que Matheus falou.
"- Você é muito inocente", ela disse.
"- Inocente, como?"
"- Sabe de nada."

E aquele sorriso irônico dela ficou martelando na minha cabeça por dias. A tal “Japa zaroia”, aquela vaca que eu imaginava esfregando o rabo em Edy, não tinha ido ao Rio Grande do Sul, nem Mônica. Era tudo papo furado, e minha raiva de Matheus cresceu, fofoqueiro linguarudo e sem noção. Os últimos dias antes do retorno de Edy foram de pura exaustão. No trabalho, a nova equipe me acolhia melhor, surgiram até olhares diferentes.



Mas eu me mantinha neutra, distante. Estava cansada demais pra mais uma dor de cabeça. Em casa, eu não tinha mais privacidade, a masturbação virou um luxo arriscado, eu mal conseguia pensar em gozo, meu tesão era sabotado pela vigilância, pela culpa, pelo medo. Meus sonhos se misturavam com muitas sacanagens nem realizadas, somente imaginadas.


Sonhava com  Edy, com os gemidos abafados, a cara de cafajeste e seu jeito único com os olhos dele me devorando. Com aquela maneira firme de me segurar pelos cabelos e dizer:

"- Agora você é só minha."

E talvez... ainda fosse.


Ref.: 1995 #0016
(*) FOTOS DA INTERNET - IMAGENS PARA MERA ILUSTRAÇÃO - FONTE INTERNET

segunda-feira, 30 de junho de 2025

AS MÁSCARAS CAEM: "VERDADES, CASTIGOS E CICATRIZES"

AS MÁSCARAS CAEM: "VERDADES, CASTIGOS E CICATRIZES"


O dia seguinte foi como virar a página depois de tudo o que aconteceu. Para Edy, nem tanto, com seu olhar de águia, ele percebia mentiras nas expressões das pessoas, inclusive na minha.

Minha preocupação era com Matheus e Regis, como se comportariam diante da confidencialidade da situação? Como nossos horários eram diferentes, eu só encontrava Edy durante o almoço. Mas dar uma escapada para namorar já não era mais prioridade para ele. Estava me dando um gelo enorme.

Eu insistia, sabia do meu erro, mas jamais iria assumi-lo. Preferia varrer para debaixo do tapete. Nessas tentativas de aproximação, acabamos indo para a casa dele. Mas os beijos já não eram ardentes; pareciam uma obrigação. Esse comportamento me irritava profundamente, eu o desejava com intensidade, mas não era correspondida.

Combinado ou não, Wagner apareceu na casa do Edy. Pediu desculpas, disse que não sabia que estava atrapalhando. Edy, no entanto, pediu que ele entrasse, dizendo que não estava atrapalhando em nada.

Fiquei puta da vida e, sem rodeios, disparei na cara de Wagner:
"- Seu amigo anda frouxo. Quem sabe você chegou na hora certa e sacia meu fogo."

Eles se entreolharam, eu provocante, comecei a me despir. Oferecida, fui para o banho  e logo estaria de volta. Deixando-os na sala, fui até o banheiro e não demorou muito  Wagner apareceu, me acompanhando.

"-Você é doida?"  ele perguntou.

"-Seu amigo é um frouxo. Eu quero gozar, ele quer chifre. Pois bem, ele terá."
Saí do banho birrenta e fiquei à espera. Fiz questão de caminhar até a sala completamente nua, encarando a expressão carrancuda de Edy, com um bico enorme nos lábios.

"-Sua última chance: ou você vem e faz seu papel de homem, ou fica como corno."


Eu estava esticando a paciência dele e algo mais. Jogando com a sorte, Wagner veio até mim e, antes de tudo, pediu autorização a Edy, que respondeu friamente:

"- A buceta é dela. Ela faz o que achar melhor."

Aquilo me incendiou, me ajoelhei e caí de boca no pau de Wagner, fazendo de tudo ali mesmo, na frente de Edy. Beijei-o, gozei com a língua dele em minha buceta, sentindo seu bigode roçar a pele. Depois, fui fodida com desejo, com vontade. Edy permanecia sentado, vestido, observando friamente. Eu o provocava, chamando com gestos, insinuando um "corno manso". Discretamente, Edy me mostrou o dedo do meio. Ignorei, ele era frio, imóvel diante da cena de sua mulher sendo fodida pelo melhor amigo.


Concedi a Wagner tudo aquilo que Edy me proibira, inclusive gozar dentro de mim. E ele gozou, fui abusada ardentemente, envolta em pensamentos insanos, prazerosos, até perder o fôlego nos orgasmos, no calor do leite quente jorrado dentro da minha buceta. Fiz questão de chupar o pau de Wagner depois, limpá-lo com a língua e, em seguida, me vestir sem tomar banho. Queria continuar sentindo a essência de uma tarde de prazer.


Edy, impassível, apenas pediu a Wagner que me levasse embora. Eu queria que fosse ele, mas foi Wagner quem me pegou pelo braço e me conduziu até o carro. No trajeto, entre broncas e elogios, mais elogios do que broncas , ele disse:

"-Garota, ou você dobrou o homem, ou tá ferrada. Nunca vi tanta frieza dele com alguém que ama."

Eu ria com Wagner, pedindo para ele voltar no dia seguinte. Queria esticar ainda mais a paciência de Edy. Wagner insistia para que eu conversasse com ele, fizesse as pazes, me abrisse:

"-Você não conhece o Edy. Não sabe do que ele é capaz como represália aos seus atos. Se casa logo com ele... Prometo que vou comer os dois e saciar seus desejos." insistia Wagner com fala preocupada

De volta à minha casa, nua no meu espaço, cheirei minha calcinha suja da porra do comedor. Lambi o tecido, revivendo o prazer, me masturbei deitada na cama, depois no banho, e retornei à sala, destruída. Sentia-me uma ninfomaníaca. Assistia à TV, mas meu desejo era estar transando, na cama, no quarto, dormindo depois de gozar, minha buceta escorria o leite aumentando meu tesão.  Meus sonhos eram ousados, insanos, acordava molhada, me masturbava no meio da noite só para conseguir dormir melhor.


No dia seguinte, encontrei sobre minha mesa a chave da casa do Edy dentro de um envelope. Um bilhete curto dizia: “Estou em viagem a trabalho, volto amanhã” , seco, sem beijo, sem carinho, sem nada.

Na saída do trabalho, Wagner me buscou, fomos para a casa do Edy. Wagner estava mais ousado que o normal, além do sexo oral, que com aquele bigode me causava arrepios e me levava ao delírio, ele passou a me chupar o cu com um desejo voraz. Eu mal percebi seu pau entrando, tamanha era a excitação. Ele falava coisas sujas, me chamava de “putinha gostosa” e pedia que eu chamasse o Edy de corno. No começo, me senti estranha, com tanta insistência, depois que falei a primeira vez, aquilo foi saindo com mais naturalidade.

"-Edy , você é um corno !!" ofegante repetia, "- Toma seu corno !!"


Depois do anal, Wagner pediu uma pausa, foi se higienizar e logo voltou. Dessa vez, me pegou de frente, socando fundo, chupando meus mamilos com desejos e vontade, me preenchendo por completo. Voltei para casa com as pernas bambas.

No caminho, desabafei com Wagner, disse que precisava sair de casa. Meus pais controlavam meus horários e limitavam minha liberdade. Avaliei a sugestão e quero sim casar com o Edy, mas eles não o aceitam nem como namorado, fingem tolerar, mas só da boca pra fora, imagine então casando...


No meu canto, me dividia entre o desejo e o prazer, misturados ao choro da carência, pela falta do Edy. Isso me deixava maluca, era uma mistura confusa de realização e arrependimento.




Fim de semana chegando, sexta-feira...

Na esperança de que Edy estivesse menos frio, ele me pega na saída do trabalho no final da tarde e comenta:
"-Vamos a um barzinho no Riacho Grande. Tô com vontade de comer um peixe e tirar o estresse."
Como de costume, inventei em casa alguma desculpa, uma reunião da empresa,  sentia-me como se pedisse permissão a um agente condicional. [risos]



No barzinho, Edy pede uma mesa para quatro. Na hora, pensei: Será que vamos conhecer novos casais? Ficamos jogando conversa fora. Edy me atualiza sobre mudanças na empresa e até adianta a conversa sobre minha promoção, aquilo me deixou feliz. Até que, de repente, chegam Matheus e a Japa zarolha. Argh... me dava nojo só de olhar aquela mulher. Mais ainda quando ela sentou-se ao lado de Edy, toda oferecida, e Matheus ficou ao meu lado, um capacho, outra pessoa completamente.

A bomba caiu quando a Japa puxou uma corrente de pescoço da bolsa e a colocou sobre a mesa. Para complicar, eu estava usando os brincos que faziam parte do conjunto.

"- Acho que isso é seu, né?!"  disse ela, encarando-me.

Perdi a voz. Pensava em alguma desculpa.

"- Não pensa muito não, querida."  retrucou ela com desdém.

Ela então mostrou um papel toalha com fios de cabelo meus. A filha da puta tinha pegado no ralo do banheiro, da vez em que estive na casa de Matheus. Ela vasculhou tudo, juntando provas da traição que demos nela.

"- O objetivo aqui é simples... " , falava com voz calma, enquanto Edy permanecia em silêncio, me encarando friamente.
"- Quero ouvir de você o que realmente aconteceu. Quantas vezes ocorreu. Já tenho a confissão do frouxo aí do seu lado, tenho a versão do corno aqui comigo. Só falta a confirmação para a  cornuda que tá na sua frente."

Ela falava com frieza, com um olhar impossível de descrever. Eu queria chorar, tremia sem saber o que dizer. Edy me passava mais caipirinha, sabia que eu acabaria falando tudo com álcool na cabeça. E aos poucos fui contando, desde como saí da casa até os encontros com Matheus.

A Japa insistia: "- Quero ouvir de novo, tudo desde o começo." Dizia que não faria escândalo, só queria a verdade. Em Matheus, as lágrimas escorriam,  Edy e a Japa apenas escutavam. Quando terminei, os dois se levantaram, ela cochichou algo no ouvido dele. Edy foi embora sem sequer me olhar, fiquei sozinha com os dois.

A Japa mandou que eu permanecesse sentada, pediu a conta e saímos nós três. No carro, ela ordenou que Matheus fosse para um motel. Sua voz era calma, serena, sem emoção, e eu estava assustada.

Dentro da garagem do motel, mandou deixarmos bolsas e carteiras no carro , só o corpo deveria entrar.

"- Bem, a cornuda aqui está concedendo ao casal o prazer de transarem na minha frente. Portanto, hoje não sou corna, sou adepta de relação aberta. Vamos nos animar."

Com aquela alegria fria de oriental ela foi se despindo, ficando apenas de sutiã e calcinha. Matheus permanecia mudo, um completo pau mandado. Pedi para tomar banho, tentando ganhar tempo,  a Japa logo me repreendeu:

"- Anda logo, não tenho a noite toda aqui."

Voltei enrolada na toalha, assustada, sem conseguir pensar. Ela ordenou que transássemos na frente dela. O pau de Matheus nem levantava, e meu tesão estava mais seco que um deserto.

"- Quer dizer que meter chifre dá mais tesão do que uma relação aberta?"  dizia suavemente, caminhando em nossa direção.

Do nada, levei um tapa na cara. A Japa esfregava a aliança de noivado no meu rosto:
"- Sua piveta, aprendiz de puta! Se vira e faz o pau desse corno subir! Ou quer apanhar mais?"


Comecei a chupar o pau de Matheus, que logo em seguida também levou um tapa, nem consegui ouvir o que ela disse, depois de um tempo, o pau dele começou a endurecer. A Japa me puxou pelos cabelos, esfregando a buceta no meu rosto, ordenando que eu a chupasse. Foi nojento, não havia conexão, voltei a levar tapas e ser humilhada. Ela jogou uma camisinha para Matheus e mandou ele colocá-la.


Com o vocabulário mais baixo, ela dominava a cena:
"- Vem, seu puto! Vem fuder sua noiva! Mostra pra essa biscate como você transa comigo!"

A cena era bizarra, Matheus estava travado, mecânico. Logo ela o mandou sair de cima e ordenou que tirasse a camisinha e transasse comigo.
"- Vai, putinha! Realiza esse projeto de homem aí... "  outro tapa na cara . "- Sem choro, vadia!"



O pior veio quando ela ameaçou chamar meus pais para me buscar no motel:
"-  Ou vocês fazem o que faziam pelas minhas costas, ou eu pioro o que já está ruim. Querem arriscar?"

Matheus, sob pressão, começou a me penetrar. Eu não tinha cabeça para sexo. A Japa despejava sua raiva mais em mim do que nele.
"- Sua biscate! Não sabe que mexer com homem comprometido tem seus riscos? " mais tapas, puxões de cabelo.

"- Macho por instinto vai à caça, ele tem culpa, mas você tem mais ainda!", "- Já imaginou se eu pegasse de novo aquele pau gostoso que seu namorado tem?"

Aquilo me subiu o sangue, queria pular no pescoço dela. Matheus me segurou e sussurrou:
"- Você não conhece o Edy... se acalma."

Era humilhação atrás de humilhação.
"-  Seu frouxo! O que você viu nessa biscate pra arriscar tudo? Fala, seu puto!" , Ela agora gritava, e do nada, tomei dois tapas na boca. Meus lábios incharam.

O silêncio tomou conta, o tempo não passava, eu preocupada com a hora, sem coragem de falar,  A Japa me puxou pelos cabelos e me levou até a mesa do quarto. Sentou-se e perguntou:
"- O que você achou de interessante no meu noivo? Vale a pena trocar o Edy por ele?"

Eu não disse nada. Só pensava em chegar em casa.  Ela me deu uma sequência de tapas, me esculhambou verbalmente.
"- Sinceramente, não sei como resolver essa mágoa que tenho de vocês dois. Chifre trocado é pouco..."



A noite foi longa, cansativa, e a Japa se mantinha firme com pose, com autoridade. Eram cinco da manhã quando ela decidiu sair do motel. Matheus dirigia sob suas ordens, fechava a conta e me levava até minha casa, como ela havia mandado. Eu estava aflita, assustada, um caco, aparência de lixo. Rezava para que todos ainda estivessem dormindo. Chegando ao portão, minha mãe já nos aguardava, com aquela cara de desespero. A Japa ordenou que Matheus saísse do carro, e ela veio logo atrás, quebrando o gelo ao vê-la com ele. Eu saí toda acabada do banco de trás. A Japa se apresentou de forma firme, deixando claro que era noiva de Matheus. Minha mãe, desconcertada, pediu que entrassem, um mico total. A Japa antecipou os fatos, pedindo desculpas pelo horário, minha mãe falava mal de mim e do Edy. Ah, mas a Japa... superou tudo e ainda salvou a pele dele:

"- Nossa, o que o Edy tem a ver com isso? Nem estava com a gente, passou a noite trabalhando" ironizou e completou ....
"- Coisas de sogra... tô acostumada"  disse, desmontando minha mãe, que ficou sem graça.

A chapa já estava fervendo. A Japa perguntou para quando estava marcado o casamento. Minha mãe, surpresa, olhou enquanto servia o café, e, mais uma vez, colocava Edy no altar:

"- Não pode perder um partidão de homem como aquele. Se sair da fila, tem várias interessadas..." e me encarava.

Minha mãe então interrompeu a conversa e perguntou onde me machuquei tanto, toda marcada... se eu tinha apanhado de alguém. Nisso, meu pai entrou na cozinha, se assustou ao ver meu rosto, ficou bravo. Tentamos acalmá-lo.

A Japa se pronunciou:
"- Uma garota se incomodou com o namorado olhando pra ela. Achou que estava dando em cima e veio tirar satisfação. Mas a gente só estava conversando, comemorando... Deve ser uma ciumenta, né?

Matheus mal falava. Minha mãe o observava com desconfiança. A Japa me encarava e narrava tudo sem me deixar abrir a boca , só me complicava. Agradeceu pelo café, tirou uma quantia em dinheiro e me entregou, não me lembro o valor, só perguntei do que se tratava.


"- Pelos serviços prestados." disse com ironia, insinuando, sem pudor, que eu era uma prostituta.

Recusei o dinheiro, mas ela o colocou nas mãos da minha mãe.
"- Cuide bem dela". disse, virando as costas e saindo.

Em casa, minha mãe me “descascava”, dizia que eu estava aprontando, me acusava de estar dando uma de galinha. E o seu namorado, sabe de algo? No meu quarto, chorei durante o banho. Lembrava do susto, da humilhação, fiquei com medo. Nem sabia como encarar o Edy, ele devia estar furioso comigo. Dormi direto, sem nem perceber o tempo passar.

Acordei com ele já na sala, estava assustado ao me ver naquele estado. Me abraçou, eu o apertei forte, buscando dengo, carinho. Aceitei sair com ele, prometi voltar logo, pois ele também estava cansado. Pegamos algo para comer e fomos à sua casa.

Contei tudo o que havia acontecido, sabia que não o merecia, admiti que era imatura, que não tinha estrutura pra estar ao lado dele. Mas Edy me amparou, ao mesmo tempo em que me acariciava com palavras doces, usava uma luva de pelica para me esbofetear com verdades. Era carinho e castigo.

Em meio à trégua, começou o clima. Edy me seduzia, me desejava, seus beijos ardentes curavam, em parte, as marcas daquela noite. Sua pegada selvagem revelava o quanto me queria. Me possuiu com ferocidade, sentia seu pau parar na minha garganta a cada estocada. Gozei do jeito que gosto, ele me segurava pelos cabelos, pedia pra abrir a bunda. Eu gelava quando ele salivava no meu rego.

"- Não... não... com saliva anal, não!"  implorei, mas já era tarde.

Me contive. Doeu demais sentir aquele cabeção entrando. Em seguida, Edy sussurrou ao meu ouvido:
"- Agora você é uma puta, a minha puta. Já recebeu um aviso, uma oportunidade. Não me decepcione novamente querendo ser vagabunda, galinha e vadia...

Aquilo me magoou profundamente.
Aquela pegada era cheia de recados, amor e mágoa misturados. Me posicionei como puta, a puta de Edy, saciando e servindo os desejos que antes restringi a Edy. Fui currada como uma qualquer, era prazer e humilhação ao mesmo tempo, fui usada  até Edy se satisfazer por completo. Sentia o leite quente tomando conta dentro de mim, demorava a me soltar, me desejava mais . . . 

Esperei ele ir pro banho, levantei-me, dolorida, ardendo, não queria que me visse fraca. Nesse dia, voltamos antes do esperado. No caminho, pedi mil desculpas. Edy disse que se controlou pra não me dar uma surra, ficou muito chateado com que aprontei. Disse que não era do seu feitio, mas que, se fosse por chifre, eu merecia. Afirmou que um dia eu também sentiria uma galha, e que seria sem aviso, não era mais ameaça, era fato premeditado.

No domingo, Edy partiu para o Rio Grande do Sul a trabalho, junto com o Regis. No aeroporto, após o embarque, me aproximei muito de Mônica. Voltamos de carona juntas, paramos no shopping. Ingênua, eu estava ali confraternizando com a mulher com quem transei o namorado.

Nada foi comentado sobre a noite, conversa de mulher pra mulher. Ela sugeriu que fôssemos a Gramado na última semana de viagem dos nossos namorados, uma surpresa. Eu amaria, mas meus pais não permitiriam, dei uma desculpa, mas ela insistia. 

"- Vou aguardar sua confirmação. Caso mude de ideia... tenho tantos planos e desejos se estivermos juntas..."

Cheguei em casa com o fantasma da Japa ainda me assombrando. À noite, em meu reduto, vieram as reflexões, arrependimento pelas besteiras, os chifres que dei no Edy sem ele merecer.  Tudo pelo egoísmo e prazeres. O medo de levar outra surra, pensamentos que me aterrorizavam. Peguei no sono com o corpo ainda ardendo da pegada de Edy, sentia os tapas da Japa, queria bater no Matheus por ser um frouxo. Assim adormeci embalada por prazeres misturados com culpa.


Ref.: 1995 #0015
(*) FOTOS DA INTERNET - IMAGENS PARA MERA ILUSTRAÇÃO - FONTE INTERNET


sexta-feira, 23 de maio de 2025

O DESEJO E O CASTIGO

O DESEJO E O CASTIGO

As cicatrizes. . . 

Depois do escândalo com meu primo Alexandre, cheguei em casa arrastando o peso do silêncio familiar. Minha tia,  irmã de meu pai  e seu atual marido me aguardavam na sala, rostos sérios, olhos atentos. Ao me aproximar, minhas tia  me envolveu em um abraço apertado, e ali mesmo desabei em lágrimas, como se seu colo fosse a única redenção possível. Conduziu-me ao quarto, sentando-se na beira da cama enquanto me ouvia falar, entre soluços, sobre Edy, o primo, a vergonha e os julgamentos que se espalhavam pela família. Sussurrava que eu tinha vacilado feio, me puxava pela orelha com certo carinho severo. “Já temos primas pistoleiras na boca da família... agora você?”, dizia.

Enquanto tirava a roupa para tomar um banho, ela se espantou com as marcas visíveis em meu corpo. As cintadas, roxos e arranhões eram impossíveis de esconder. Nem de mim mesma.

No dia seguinte, Edy apareceu na hora do almoço. Trazia um sorriso orgulhoso no rosto, queria me mostrar a casa que acabara de comprar. Achei que fosse me animar, mas tudo em mim parecia distante. Ele percebeu. "- Depois do trabalho, a gente conversa." disse.

Estava apavorada,  covardemente recorri à minha tia para mediar a conversa. E ela, como sempre, envolveu tudo com sua lábia afiada,  elogiava Edy, chamava meu pai de teimoso, e tentava costurar um futuro que, sinceramente, eu já não sabia se queria. Edy permanecia frio, sua risada era forçada, suas palavras medidas. Em certo momento, ele e minha tia se afastaram, deixaram-me ali, isolada, seguiam com conversas que gesticulavam irritação em Edy, minha tia dialogava e percebia que chegavam a um consenso. Eu os observava de longe,  imaginando o que diziam e quando voltaram, ela anunciou:

"- Hoje é cada um pro seu lado. Amanhã, com a cabeça fria, vocês decidem. No caminho de volta, recebi mais broncas. "- Ingênua. Você não sabe com o que tá lidando." minha cabeça encheu de interrogações, exclamações . . .  que raios ela quis dizer, pensava eu, estava sem coragem de perguntar e assim seguimos caladas.

Chegamos em casa, e ela tratou de conversar com meus pais. Falou bem de Edy, apelou para a diferença de idade entre eles como exemplo de tolerância. Funcionou e no final da noite, minha mãe me chamou: "- Está decidido. Traga Edy para almoçar com a gente no sábado.Vamos conhecer melhor essa sua escolha , já que não tem jeito". Falando de forma de desprezo .

Era como se os desejos começassem a se tornar realidade. Mas eu conhecia Edy... e sabia que por trás da calma dele havia um castigo anunciado.

A paz, no entanto, era só aparência.

Na sexta-feira, Edy me levou para sair. Estávamos bem, sorrindo, retomando o prazer. Achei que iríamos para a nova casa, mas ele disse que ainda estava em reformas. Em vez disso, seguimos para um motel na Mooca, chamado Pousada do Cowboy. Entramos numa suíte espaçosa. Edy pediu que eu subisse enquanto pegava algo no porta-malas. Sentada na beira da cama, permaneci vestida, envergonhada, quase tensa. Quando ele voltou, estranhou minha hesitação e começou a me despir. Aos poucos, notou as marcas em minha pele, uma pausa em silêncio, depois, um abraço apertado, e a frase que mudaria a noite:

"- Vamos continuar... porque isso é inevitável."

Não entendi na hora, só compreendi quando ele tirou de sua bolsa uma coleira vermelha e a colocou suavemente em meu pescoço, prendendo uma guia à fivela. Estava paralisada, mas não disse não.Depois, prendeu meus pulsos a uma cinta em minha cintura. Ri, tentando quebrar o clima tenso: "- Isso é brincadeira, né?"

Ele respondeu apenas com um sorriso enviesado. A seguir, pegou um pedaço de bambu e o colocou ao lado da cama. Soltei uma risada nervosa.

"- Vai colocar isso no meu cu, é?" Provoquei, tentando parecer ousada.

Edy sorriu de canto: "- Isso é um corretivo vietnamita.
"Caí na risada, zombando da seriedade daquilo. Mas ele não riu.

"-Quer experimentar?
"Desafiei : "- Quero."


Ele me posicionou de joelhos sobre a cama, com os pés expostos para fora. E então, sem aviso, desferiu a primeira bambuzada na sola do meu pé. A dor foi lancinante. Um grito escapou da minha garganta, chorei. Ele apenas olhou nos meus olhos e disse calmo: "- Eu avisei."

Ainda tonta, protestei:
"- Isso foi crueldade!"

Ele rebateu com frieza:
"- Crueldade foi tatuar cintadas em ti."

Outra bambuzada mais forte e minha voz desapareceu.  Pela primeira vez, vi Edy com lágrimas nos olhos. A dor me anestesiava . . . 

Edy me vendada, sem saber o que esperar, ouvi a porta abrir. Uma voz feminina doce e provocante, comentou sobre as marcas:

"- Nossa... que marcas."
" - Isso foi obra dos pais dela" , respondia Edy
"- Que horror... mas até que está excitante."

Pude sentir unhas suaves tocando minha pele. Ouvi zíperes, frascos sendo abertos, e então mãos cuidadosas massageando minhas feridas.

"- Vai levar uns vinte dias para sumir. Passe isso antes de dormir."

Aquela mulher tinha um toque hipnótico, soltou minhas mãos, percorreu meu corpo com sensualidade, retirou a coleira e enfim retirou minha venda com um beijo suave. Era uma morena , traços indígenas, olhar quente. Sorriu:

"- Márcia. Estou à sua disposição. Fique calma... você é linda."

Me beijou, nos beijamos, me entreguei, ela conduziu nossos corpos a  se entrelaçarem, e, por um momento, esqueci da dor. Edy e outro homem, Marcos, nos observavam. Eles queriam que nos tocássemos. Márcia desceu sua mão pela minha intimidade. Márcia deslizou os dedos entre minhas pernas, dedilhando-me com maestria. Estática, quase entregue, fui interrompida por mais uma bambuzada em meus pés, me curvei toda de dor e chorei, Márcia tentou me consolar e acabou recebendo uma bambuzada, conteve a dor mordendo os lábios e apertando o lençol com as mãos, até soltar lágrimas em seus olhos.

Deitamos juntas, ambas se contorcendo e gemendo de dor. Edy, frio, nos observava. Depois se levantou, me beijou sem emoção e anunciou:
" - Amanhã estarei lá. Se divirta. Você tem meu aval.

Saiu como se nada tivesse acontecido. Márcia me abraçou, tentando conter minha confusão. Seus olhos sérios, porém doces, cravaram-se nos meus.

"- Nunca traia em silêncio. Peça permissão antes. Depois que faz, não adianta mais se justificar"

Aquela frase gravou-se em minha alma com mais força do que qualquer bambuzada. E naquele instante, compreendi: o desejo me levou até ali... mas o castigo só estava começando.

" - E por que você está aqui? perguntei.
" - Pelo mesmo motivo. Traí Marcos sem seu consentimento com um colega de trabalho."

"- Mentiu pra mim ..." grunhiu Marcos, irritado. E completou:
"- Edy pode ter desistido, mas eu quero ver. Vamos, vocês duas. Quero ação.


Márcia pediu calma, olhou em meus olhos e eu consenti. Sussurrei: "- Nunca estive com uma mulher."

"-  Então deixe que eu te leve ". disse, beijando-me suavemente.

E me entreguei. Senti a língua de Márcia explorando minha buceta. Respondi com gemidos e tremores. O gosto estranho tornava-se um novo vício. O prazer explodia em ondas que me desligavam do mundo. Era como se, mesmo ausente, Edy estivesse ali, dentro de mim.

Marcos penetrou Márcia por trás, ela veio até mim, beijou meus seios, me guiou a sua intimidade. Obedeci,  desejei,  a toquei, beijei e explorei outra mulher sem medo, apenas com curiosidade e excitação.

Após Marcos saciar seu ego, tesão e desejo com Márcia , me comia com os olhos e falava:
"- Fique tranquila, garota... não vou transar com você. Respeito e honro minha palavra"

No banho, conheci Márcia além do toque. Descobri suas dores, suas quedas. E percebi que, de alguma forma, ela era o espelho do meu próprio caos.

Ao final, me deixaram em casa. O silêncio era absoluto. Mas dentro de mim, um turbilhão gritava.

Edy, Marcos, Márcia, meu passado, meu corpo. As peças estavam se movendo. E algo me dizia, com uma certeza inquietante: "O verdadeiro castigo... ainda nem começou."


Ref.: 1995 #0003
(*) FOTOS DA INTERNET - IMAGENS PARA MERA ILUSTRAÇÃO - FONTE INTERNET

quarta-feira, 21 de maio de 2025

PRIMEIRAS REVELAÇÕES

 PRIMEIRAS REVELAÇÕES

Já se passavam nove meses desde que comecei meu relacionamento com Edy. Nove meses de uma paixão avassaladora  e, principalmente, de um sexo selvagem que me deixava marcada no corpo e na alma. As nossas transas eram intensas, cheias de ousadia e vontade. Eu me sentia viciada naquele prazer bruto, visceral, quente como brasa em pele nua.

Com o tempo, as pessoas notavam meu corpo se transformando, mais cheio, mais desejado. Começaram os olhares, os comentários, as cantadas, algumas me divertiam, outras me instigavam. Até mesmo Matheus, aquele que antes me ignorava, agora me cobiçava descaradamente.

Foi nesse turbilhão de desejo e atenção que soube de um apelido que circulava às minhas costas: "leite ninho". Fiquei incomodada. Edy tentou me acalmar, dizendo que não valia a pena dar importância, que apelidos só pegam quando a gente reage. Ele tinha razão logo, aquilo desapareceu.

Certa momento, deixei escapar minha curiosidade, perguntei como era transar com outras mulheres. Edy tinha experiência, vivências além das minhas e ele respondeu com naturalidade: "-cada mulher é única, tem seu cheiro, seu gosto, sua essência!. Senti ciúmes, voltei a perguntar se alguma o havia marcado, e ele apenas disse: “-Todas marcam de alguma forma. Mas você me marca por inteiro.”

A resposta me confundiu, mexeu comigo e para provocar ou talvez por impulso contei que tinha vontade de saber como seria estar com outro homem. Disse com franqueza: “-Prefiro te contar do que te trair.” Ele me olhou em silêncio, pensativo, quando finalmente falou, apenas disse: “-Tô traquinando umas ideias.” Isso me deixou ainda mais instigada.

Não imaginei o quanto essa conversa abriria portas para realizações, desejos sombrios e perigosos.

Naquela semana, meu primo do interior, Alexandre, chegou para se hospedar em casa enquanto fazia um curso na capital. Ao me cumprimentar, seu olhar percorreu meu corpo com sede. E ao se aproximar, sussurrou com um sorriso maroto: "- Nossa, prima... tá um filezão, hein?"

Dei risada e o abracei, fingindo ignorar, embora tivesse sentido um arrepio instantâneo. Minha mãe, na cozinha, me lançou um aviso em tom sério:
"- Fica esperta com a sua galinhagem. Suas primas já andam atrás dele... Não vai querer ser mais uma."

A casa encheu de parentes. Primas, tias, todo aquele falatório típico de reencontros familiares. Em um canto mais reservado, eu e minhas primas conversávamos entre risos e confissões. Uma delas revelou, rindo, que já tinha segurado o pau do Alexandre. A conversa esquentava e eu fingia desinteresse, mas minha cabeça fervia.

Naquela noite, fui invadida por pensamentos confusos. Edy, ocupado no trabalho, não poderia estar comigo. E Alexandre... os olhos dele me perseguiam.

No dia seguinte, na laje, fui surpreendida por um abraço quente por trás. Senti suas mãos tocando meus seios, seu corpo colado ao meu. Uma encoxada precisa, sem hesitação. Minha buceta reagiu com umidade imediata. O desejo gritou.

Nos beijamos ali atrás das caixas d´agúa , brevemente, até que o som de passos nos interrompeu. Minha mãe subia as escadas, soltei Alexandre e mantendo distância fingimos conversar. Meu coração disparava.

Durante a noite, na cama, eu misturava minhas lembranças com Edy às ousadias do meu primo. No dia seguinte, no trabalho, Edy não apareceu, havia virado a noite e ainda precisaria emendar mais uma jornada para finalizar um projeto. Só consegui vê-lo no final da tarde, e mesmo assim foi um contato rápido, superficial.

Ao chegar em casa, encontrei Alexandre deitado no tapete da sala, assistindo a um filme. Perguntei aos meus pais e  respondeu que tinham saído para ir ao mercado e que logo estariam de volta. Disseram que eu também chegaria tarde, mas não contavam que Edy estaria trabalhando... Foi nessa brecha que Alexandre aproveitou para roubar mais do que beijos. Roubou minha dignidade, me deixando semi-nua no corredor, com a boca em meus mamilos e o pau latejando por dentro da calça. Desabotoei sua calça e vi aquele pau pulsando, excitado. Só deu tempo de abaixar a cabeça, envolver com a boca e começar a chupar até que fomos interrompidos pelo som do portão se abrindo. Corri para o banheiro enquanto Alexandre se recompunha, indo ao encontro deles para ajudar a descarregar as compras.



Debruçada no box, com a água escorrendo pelo corpo, eu me perguntava como seria ser possuída por outro homem. O desejo queimava por dentro, mesmo misturado à culpa. Naquele instante, mil ideias invadiam minha cabeça. Hoje, olhando friamente, percebo o quão sem noção fui... Mas a merda já estava feita.


Acordada desde a uma da manhã, excitada, louca para dar continuidade ao que havia acontecido no corredor, fui até a sala onde Alexandre dormia. Com calma, deslizei a mão por baixo das cobertas, acariciando seu pau. Meio duro, logo ficou completamente ereto. Conduzi Alexandre até o tapete, onde nos envolvemos em um abraço ardente. Semi-nus, recebi os carinhos de suas mãos habilidosas, tudo em total silêncio para não acordar ninguém da casa.


Com Alexandre deitado, subi em seu corpo querendo cavalgar naquela pica. Ainda sem ser penetrada, comecei a gozar apenas com o calor em minha bunda seguido de um orgasmo,  voltei a sentir uma segunda esquentada, a realidade me atingiu com força, era o cinto do meu pai estalando no meu corpo. Ele me puxou pelos cabelos, gritando, e aplicou a terceira cintada enquanto minha mãe me arrastava para o quarto, me chamando de puta e vagabunda. Levei um tapa no rosto, acompanhado da ordem seca da minha mãe: "-  Cala essa boca! Nada de escândalo!"

Trancaram-me no quarto, onde chorei em silêncio. Do lado de fora, ouvi a discussão com meu primo.
Alexandre tentava se defender: "- Fui acordado, não tenho nada a ver com o que aconteceu! Se aconteceu, foi porque sua filha quis!"

Meus pais se calaram. Depois, ouvi apenas murmúrios, passos, e a porta do quarto deles se fechando. O pesadelo havia começado.
Passei a noite inteira chorando, com a pele ardendo das cintadas. Dormi vencida pelo cansaço, sem conseguir pensar em mais nada. No dia seguinte, saí para o trabalho sem sequer tomar café, sem ver a cara de ninguém. Minha aparência era a de quem havia virado a noite , ouvi piadinhas e olhares tortos. Por sorte, Edy estava de folga, não sabia naquele instante como encará-lo.

No trabalho, sentia a dor que ardia em minhas costas, o que me deixou melancólica o dia todo. Chegava domingo, mas não chegava a hora de ir embora.
Mal sabia eu que, apesar do castigo, o desejo não havia sido punido. Apenas adormecido e logo, ele voltaria a me consumir.




Ref.: 1994 #0002
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PAI É QUEM CRIA

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