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terça-feira, 28 de abril de 2026

UM DIA PARA ESQUECER

Depois de realizar algo coletivo com Edy, comportamentos anormais, somados a sonhos estranhos que pareciam  querer avisar algo, liguei para ele querendo saber se estava tudo bem. 

Com voz de quem tinha acabado de acordar, conversava normalmente comigo.
Eu o provocava e seduzia com palavras. Retribuiu pedindo para eu me tocar, citando estar me desejando. . . 

-"Quando iremos acordar pela manhã podendo realizar algo íntimo. 
-"Casa comigo!"  falei 

O telefone ficou mudo, achei que tinha caído a linha. Era Edy em silêncio , isso era mau sinal. Comentei que tinha entendido o recado e desliguei. 

Conflitos na minha cabeça entre mil pensamentos. Meu lado promíscua e meu lado mulher exemplar. Não enxergava a possibilidade em ser duas mulheres  em uma e realizar prazeres ocultos de Edy. 

Sela pela imaturidade e ingenuidade, eu não enxergava as possibilidades 

Tia Lúcia logo cedo em casa,  escutava a conversa do quarto com meus pais. Não sai para conversar e nem veio falar comigo. 

Edy passou em casa mais cedo, escutava a conversa toda,  sem motivo trouxe uma bela garrafa de vinho para meus pais, só escutava a algazarra e risos. Sai do quarto curiosa  perguntando que felicidade era essa, citava que no momento certo todos saberiam.


Meus pais abraçaram a alegria ( interesseiros ) pensando eu, fazendo  teatro de bom genro. Minha mãe percebendo o clima arranhado com minha tia, me puxou pela orelha obrigando a cumprimentá-la, mesmo estando oferecida com Edy.

Fiquei muito sem graça, sentindo perdida com a virada de chave de Edy. Mudança, aceitação ou dissimulado? 

Saímos a pedido dele, eu sem saber para onde íamos. Somente exigiu que usasse um calçado que deixasse os pés livres e uma roupa provocativa. Dizia realizarmos  algo exemplar, tinha até medo de certas palavras quando vinha de Edy. 

No caminho Edy explorava saber sobre minha repulsa com uma rola preta. Eu respondia que simplesmente não conseguia imaginar aquilo dentro de mim, era estranho, esquisito, dava repulsa. Explicava que não tinha nada contra a etnia, tenho amizades, conversar, abraçar, mas intimidade (ECAA)  não me faça algo assim, advertia Edy. 

Mesmo assim, Edy insistia nos beneficios de transar com um negro, relatava como se fosse um desejo pessoal dele. Pedi para parar ou voltamos para casa, falei que tava dando nojo esse tipo de assunto. E insistiu comentando se Ulisses a pegasse... 
...rebati que estava interessado em pegar Cidinha. Mandei ele tentar a sorte com ela. Fiquei bicuda e parou a provocação.

Percebi que Edy rodava como se não soubesse onde iriamos. 

Paramos próximo ao metrô Vila Mariana, umas ruas para baixo, rua movimentada de carros e poucos pedestres. Andamos mais que imaginava, curiosa ao passar próximo a uma pizzaria, perguntei se íamos a pizzaria? Edy comentou que seria ao lado. Imaginei, vamos comemorar algo, comer em um lugar diferente.

Paramos em uma bela e chique residência, dois seguranças na porta, Edy conversou com um deles, ficamos aguardando a liberação. Gerava um suspense e ansiedade, entramos, ambiente meia luz, pessoas nos observando e fomos acompanhados até uma mesa reservada.

Acomodados, Edy se ajoelhou em meus pés e os beijou, fez carinhos, fiquei toda sem graça. O fiz levantar e perguntei que estava fazendo. 


Edy apresentava um ambiente fetichista, tema do dia  "podolatria",   mostrando a naturalidade sem julgamentos. Sinceramente não me agradava nenhum pouco. Um casal veio  a nossa mesa solicitando consentimento de Edy para o acompanhante apreciar meus pés, foi constrangedor para mim. 

Não recordamos o nome do casal, mas a mulher ficou conversando conosco, enquanto como cachorro,  seu acompanhante degustava de meu pés junto ao dela. Edy estava focado em mim, até mesmo quando foi sugerido algo mais como sexo pela mulher, Edy barrou educadamente, citou que  estavámos somente para o tema especifico. Não contestei , porém pedi para irmos embora. 


Ao sairmos, Edy me direciona para um canto do ambiente,  sentada uma mulher com idade e aparência de minha mãe. Sério, Edy se ajoelhou beijando os pés dela. Se levantou e sussurrou em meu ouvido a fazer o mesmo. 

Perdi a linha e sem chamar muito a atenção perguntei a Edy quem era a vovó,  viemos para brincar de lobo mau?. . . 

Pessoas olharam para mim, Edy de cabeça baixa a seus pés,  mantendo-se sentada educadamente se apresentou:
- "Sra. Rosecleide , acredito ter conhecimento de minha pessoa por  Sra. Min-ji" - falava calma, segura e tom baixo

Quase tive uma diarréia quando associei a pessoa. Inicialmente tentava me desculpar pelo ocorrido. Percebi que não tinha a atenção dela . . .
-"Guarde suas desculpas para momentos apropriados..."

Autorizou Edy a se levantar,  o descartou  como objeto sem querer prosseguir a conversa. 

Até o carro Edy foi mudo e irritado. Eu simplesmente perguntava que tinha feito de errado. Sem conversar nada até entramos em um motel na Ricardo Jafet , conhecida como a rua dos motéis ( atualmente não sei se continua com essa fama) .

Na suíte, resumindo Edy estava um animal, muito grosso e áspero com as palavras. Era um entra e sai  e voltando  do carro com aquela bolsa conhecida, a bolsa da tortura e prazeres, fiquei preocupada.
 
Edy pediu umas bebidas e algo para comer, respirou fundo e começamos a conversar. De imediato questionou sobre o fetiche de puta, Cidinha e alguma possível saída com algum outro homem sem seu conhecimento. 

Me dava oportunidade em eu ter total dedicação dele, realizar as ousadias mais picantes, desde que fosse verdadeira com ele. Eu muito tonta, birrenta, mesmo sob a ameaça e inibição visual da bolsa a minha frente, mantive firme em assumir tudo que realizei com outro homem, ele estava presente. 

O confrontei citando o lugar que me levou, mandava ele voltar e ficar com a vovó. ( silêncio)

-"Vai atrás da Noeli, com ela vai ser mais corno que imagina." - eu descarregava sem controle a raiva 
-"Você é corno, não é isso que queria saber, pronto CORNO !! VOCÊ É UM CORNO !!"


Falei em tom algo e gritado, as funcionárias do motel que passavam pelo lado interno do corredor de serviço riram ( quase ri , tive que me conter) a cara de Edy era indescritível

Edy falava como coitado, querendo saber nomes. Citei vários que nunca sai, somente na intenção de provocá-lo,  mas os desejava em minha cama. Me arrumei, peguei a bolsa e falei para irmos embora. 
-"Me leva e me deixa em casa e some da minha frente." 

Edy ficou muito puto, resmungou, pegou as coisas e fomos embora. Veio até em casa calado, me largou na porta de casa como bagagem e foi embora.
Entrei em casa pisando duro e lá fiquei em meu quarto pensativa com o péssimo dia.


EDY:
Edna me deixou excitado descarregando sua raiva, inexperiente não sabia canalizar prazer em uma discussão. Encenei estar com muita raiva, a levei para sua casa, mas desejando estar com outra pessoa.

Queria eu levar um corretivo, ser dominado naquele momento de fúria.  Era somente uma perspectiva de um sonho impossível de se realizar.

Cheguei em casa, o telefone toca, recebo uma péssima notícia.

Liguei para Edna em seguida.



EDNA:
Telefone toca, minha mãe chama dizendo que era o boi, saia muito puta do quarto com a zombaria
Edy fala que Marisa tinha acabado de ligar para ele. Ficou um silêncio no telefone.
Eu gelava, tinha descoberto de minhas saídas com seu marido Wagner, pensava eu.
Diante do ocorrido a poucas horas atrás, quebrei o silêncio, citei as saídas com Wagner desde que não envolvesse Marisa ...

...fui interrompida 
   
-"Wagner morreu!" 
A ficha não tinha caído e fiquei me justificando ....

-"Wagner teve um infarto fulminante. Fique quieta !!" Finaliza Edy

-"Vai ir ao velório?" Edy questiona

Fiquei pensativa, culpada e ignorada. Resolvi não ir, justifiquei a Edy que tinham mais aproximação, que ele fosse. 

Confesso que fui muito  fria, tive sensações estranhas, uma noite horrível com novos pesadelos, premunição  eu diria. 


O dia seguinte foi como virar a página e seguir em frente. 


Ref.: 1998 #0041
(*) FOTOS DA INTERNET - IMAGENS PARA MERA ILUSTRAÇÃO - FONTE INTERNET

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

EXCESSO DE CONFIANÇA


Demorei três dias para conseguir falar com Edy cara a cara. Três dias organizando pensamentos, tentando conter impulsos, ensaiando frases para não falar , nem fazer nenhuma merda.


O assunto era delicado. Delicado demais. O que eu tinha presenciado ainda reverberava dentro de mim como um eco incômodo. Em alguns momentos eu estava com sangue nos olhos; em outros, tentando ponderar limites, maturidade, equilíbrio. A verdade? Eu nem sabia exatamente o que pensar. Só sabia que uma realidade começava a se formar diante de mim, uma realidade que eu não queria enxergar.

A viagem de Edy para o Sul voltava à minha memória como um filme mal editado. As conversas desconexas. As ironias. As sátiras que, agora, pareciam esconder algo muito mais profundo.

Quando finalmente nos encontramos, a tensão era quase palpável.

Começamos com aquelas conversas vazias de quem quer chegar ao ponto principal, mas finge que não. Faltava alguém comentar sobre o clima, perguntar se ia chover. Estávamos tímidos. Talvez envergonhados. Talvez com medo do que viria.

Foi Edy quem rompeu o gelo.

-"Queria começar agradecendo por você não ter brigado, não ter surtado… nem rotulado."

-"Me desculpar do quê, mesmo?" respondi, rindo.

Rimos. Um riso nervoso. Nos abraçamos. Houve beijos. Beijos que não apagavam a tensão, apenas a adiavam.


-"Por que você não me contou antes?" perguntei, finalmente.

Edy desviava. Escapava. Era um enigma. Conseguir uma resposta objetiva dele parecia impossível, especialmente de alguém que claramente carregava uma história inteira nas costas.

Fragmentos de lembranças invadiram minha mente. Recordei vagamente de Matheus comentando, em tom casual demais para ser irrelevante, que Edy “também gostava de rola”.

A frase ecoou dentro de mim.

Eu precisava ser cautelosa. Cada pergunta tinha que ser medida, pensada, quase cirúrgica.

Pedi desculpas por não ter dado a devida atenção ao relato da viagem ao Rio Grande do Sul. Disse que agora percebia, talvez aquele tivesse sido o momento em que ele tentara me contar algo.

O silêncio se instalou entre nós.

Um silêncio denso. Revelador.

Aos poucos, Edy sorriu. Um sorriso tímido, mas carregado de algo maior.

-"Aquilo não foi nada perto do que eu já passei…"  disse, sério.

Meu corpo reagia de maneira contraditória. Enquanto a conversa se aprofundava, memórias despertavam em mim sensações que me deixavam inquieta… molhada. E eu me sentia irresponsável por estar assim. Egoísta. Como podia meu desejo coexistir com aquela conversa tão delicada?

Ainda assim, eu queria saber.

-"Vou te contar. Aos poucos. Quando eu sentir que você está mais madura… quando eu voltar a confiar totalmente."

Interrompi, quase ofendida:
-"Como assim, mais madura? Você me acha imatura? Irresponsável?"

Ele pousou a mão em mim com calma. Disse que me queria como me conheceu. Que eu estava diferente. Que eu parecia uma mulher comum  e não aquela que ele considerava especial.

Aquilo me atravessou. Eu me sentia a mesma. Ou pelo menos achava que sim. Não conseguia decifrar o que ele enxergava que eu não via. Homem complicado. Depois dizem que somos nós.

O silêncio voltou a nos envolver, dessa vez mais pesado.

-"Você vai me contar ou vai continuar falando por enigmas?"  perguntei, já cansada do jogo.

Ele respirou fundo.
-"Pela necessidade de compreender… pelo voto de confiança…  e isso fica entre nós."
Jurei com beijinho e tudo mais que eu seria um tumulo que confidenciar a mim, e  então começou.

Edy voltou no tempo. Na adolescência. Na idade que eu tinha agora. E foi ali que percebi, o que eu sabia era apenas a superfície.

O que ele estava prestes a abrir não era uma simples confissão.
Era a caixa preta, e algumas caixas, quando abertas, nunca mais permitem que você volte a ser quem era antes.

Conheça mais clicando no link abaixo da imagem

A CAIXA PRETA DE EDY
A CAIXA PRETA DE EDY - A RAINHA E SEU MACHO ALPHA


Durante o relato, fui atravessada por sensações conflitantes. Fiquei molhada. Fiquei com raiva. Com tesão. Com ciúmes. Apaixonada. Perdida.


Era como se cada palavra de Edy me atropelasse sem freio e, ainda assim, eu sentia que ele não tinha contado tudo.

Havia lacunas. Pequenos silêncios estratégicos. Detalhes que ele parecia poupar… ou esconder.

Eu tentava me controlar. Não queria soar invasiva. Nem a mulher insegura. Nem a chata que estraga a confissão. Mas a dúvida queimava.

Olhei para Edy. Havia algo nostálgico em seu semblante como se parte dele quisesse voltar no tempo e impedir o ato que desencadeou tudo.

Não resisti.
-"Se pudesse voltar no tempo e corrigir os erros… você faria?"

- "Não."  respondeu seco, sem hesitar.

O “não” caiu pesado.

-"Por que não?"

Ele respirou fundo antes de dizer:
-"Talvez porque, naquele momento, eu não estivesse preparado para dividir a pessoa que amei…"

E então me encarou, firme, quase cruel:
-"…como estou agora, depois que você me pediu para sair com outros."

Aquilo entrou como uma lâmina. Uma facada limpa. Antes que eu encontrasse forças para rebater, ele se levantou, aproximou-se, me beijou. Um beijo calmo demais para a violência da conversa e murmurou:

"- Vamos digerir isso. Continuamos em outro momento… para o nosso próprio bem-estar."

Pela primeira vez, Edy me virou as costas. Fiquei ali. Sozinha.

No caminho de volta para casa, minha mente repetia a cena obsessivamente. Eu me via ali, passiva, observando, permitindo. Aquela imagem me perseguia. Nos pensamentos. Nos sonhos.

E, para minha própria surpresa… aquilo me excitava.

Havia algo novo nascendo dentro de mim. Algo desconhecido. Proibido. Eu não entendia completamente mas gostava de sentir.

Naquela noite, deitada na cama, minha masturbação foi diferente. Mais intensa. Mais crua. Dedilhava-me imaginando Edy experimentando cada uma das rolas que um dia eu senti, na minha cabeça fluia uma suruba entre homens. Imaginava seus olhos. Sua entrega. Seu prazer.


Era insano. 

Eram desejos perigosos.

Desejos que poderiam, sim, se tornar reais.

Ou talvez já estivessem mais próximos do que eu queria admitir.

Se isso foi apenas o começo…
então você ainda não sabe o que realmente está guardado em A Caixa Preta de Edy.


Ref.: 1998 #0032

(*) FOTOS DA INTERNET - IMAGENS PARA MERA ILUSTRAÇÃO - FONTE INTERNET





sábado, 27 de dezembro de 2025

O PODER

O Poder do Esmalte Branco nos Pés de uma Mulher

Há algo de hipnotizante no esmalte branco nos pés de uma mulher. Um detalhe aparentemente simples, mas que, em certas relações, se transforma num símbolo de autoridade, desejo e submissão. Principalmente quando essa mulher é uma Dominadora.

Confesso que, por muito tempo, achei que o esmalte vermelho fosse o mais provocante. Talvez por influência das revistas, da TV, dos clichês. Até o dia em que, sentada na manicure, prestes a repetir minha escolha habitual, fui surpreendida.
Meu marido Edy normalmente discreto  interrompeu calmamente minha decisão e disse:
"- Hoje vai de branco."


A manicure arregalou os olhos, eu franzi a testa e  até a cliente na espera esboçou um sorriso curioso. Mas havia algo na voz dele. Algo que não era um pedido, mas uma concessão de poder. Uma entrega. Um comando velado, público que  só eu sabia o quanto aquilo nos excitava.



O esmalte branco, ali, deixou de ser cor, tornou-se um código. O branco começou a cobrir lentamente minhas unhas. Tão simples, tão limpo, tão... autoritário.

Naquela noite, andando pela casa semi nua, com uma sandália de tiras finas, onde o branco dos meus pés contrastava com a pele e os detalhes escuros do salto. Caminhei até ele com calma, sentindo cada passo como uma performance.


Ele já me esperava no chão, ajoelhado.
"- Posso?" perguntou, os olhos fixos nos meus pés como se olhasse para um altar.

"-Não."  respondi. Apenas ergui um pé e encostei levemente os dedos no seu peito. Ele fechou os olhos. Inspirou o perfume do creme que eu havia passado, deslizou os lábios pela lateral do meu dedão e beijou com reverência. O calor da sua boca contra o esmalte gelado me provocou um arrepio que subiu pelas coxas.

"-Está mais branca que o habitual... "murmurou, como se falasse consigo mesmo.

"- Foi você quem escolheu. Agora arque."

Ele obedeceu sem questionar. Apoiei os dois pés sobre as seu peito, próximo a sua boca  e me acomodei como se estivesse em um trono. A cada toque que ele oferecia com os lábios, com a língua, com os dedos, eu me sentia mais alta, mais inteira, mais viva.

A adoração era um jogo silencioso, mas gritante nos detalhes: a forma como ele lambia entre meus dedos, como massageava meu calcanhar com devoção, como se o simples fato de me servir fosse seu maior prazer.

Deslizei um pé até seu rosto e o mantive ali, pressionando de leve seus lábios.

"- Você se excita assim?"

Ele gemeu em resposta.
"- O branco... é como um selo. Marca que você é meu."

Meus pés, pintados com a cor da pureza, representavam tudo menos inocência naquela noite. Eram armas, eram mandamentos, eram sagrados. E ele os venerava com a intensidade de quem encontra fé na pele, no toque, na humilhação deliciosa da entrega.

A cada beijo que ele depositava na minha planta, eu sentia minha autoridade se reforçar. E quando finalmente ergui meu pé e o encostei entre suas pernas, roçando a dureza visível em sua bermuda, ele tremeu.

"-Você só vai gozar quando eu quiser. Porque hoje... quem manda é o branco."


Na podolatria, os pés são adorados com devoção religiosa. Cada curva, cada detalhe. Unhas bem cuidadas e pintadas de branco remetem à perfeição. Para muitos submissos, esse branco sugere pureza e, paradoxalmente, poder. Pés assim parecem inalcançáveis, quase sagrados. Uma rainha pisa com eles. Um servo se curva diante deles.

No universo BDSM, especialmente sob o olhar da Supremacia Feminina, o branco nos pés da Domme é mais do que estética. É um estandarte. Ele brilha como uma bandeira de conquista, exigindo reverência. O submisso, ao beijar ou lamber esses pés, não está apenas se entregando ao prazer  está celebrando o domínio absoluto da Mulher.

No Brasil, há ainda a leitura social: pés bem cuidados com esmalte branco sugerem status. Uma mulher que não faz trabalhos pesados. Uma mulher servida. Uma mulher que, com um olhar ou com o calcanhar, dita regras.

O esmalte branco, portanto, é linguagem. É comando. É fetiche. É erotismo que começa no olhar e termina no gesto de submissão mais íntimo.



Ref.: 1998 #0026

(*) FOTOS DA INTERNET - IMAGENS PARA MERA ILUSTRAÇÃO - FONTE INTERNET

segunda-feira, 30 de junho de 2025

AS MÁSCARAS CAEM: "VERDADES, CASTIGOS E CICATRIZES"

AS MÁSCARAS CAEM: "VERDADES, CASTIGOS E CICATRIZES"


O dia seguinte foi como virar a página depois de tudo o que aconteceu. Para Edy, nem tanto, com seu olhar de águia, ele percebia mentiras nas expressões das pessoas, inclusive na minha.

Minha preocupação era com Matheus e Regis, como se comportariam diante da confidencialidade da situação? Como nossos horários eram diferentes, eu só encontrava Edy durante o almoço. Mas dar uma escapada para namorar já não era mais prioridade para ele. Estava me dando um gelo enorme.

Eu insistia, sabia do meu erro, mas jamais iria assumi-lo. Preferia varrer para debaixo do tapete. Nessas tentativas de aproximação, acabamos indo para a casa dele. Mas os beijos já não eram ardentes; pareciam uma obrigação. Esse comportamento me irritava profundamente, eu o desejava com intensidade, mas não era correspondida.

Combinado ou não, Wagner apareceu na casa do Edy. Pediu desculpas, disse que não sabia que estava atrapalhando. Edy, no entanto, pediu que ele entrasse, dizendo que não estava atrapalhando em nada.

Fiquei puta da vida e, sem rodeios, disparei na cara de Wagner:
"- Seu amigo anda frouxo. Quem sabe você chegou na hora certa e sacia meu fogo."

Eles se entreolharam, eu provocante, comecei a me despir. Oferecida, fui para o banho  e logo estaria de volta. Deixando-os na sala, fui até o banheiro e não demorou muito  Wagner apareceu, me acompanhando.

"-Você é doida?"  ele perguntou.

"-Seu amigo é um frouxo. Eu quero gozar, ele quer chifre. Pois bem, ele terá."
Saí do banho birrenta e fiquei à espera. Fiz questão de caminhar até a sala completamente nua, encarando a expressão carrancuda de Edy, com um bico enorme nos lábios.

"-Sua última chance: ou você vem e faz seu papel de homem, ou fica como corno."


Eu estava esticando a paciência dele e algo mais. Jogando com a sorte, Wagner veio até mim e, antes de tudo, pediu autorização a Edy, que respondeu friamente:

"- A buceta é dela. Ela faz o que achar melhor."

Aquilo me incendiou, me ajoelhei e caí de boca no pau de Wagner, fazendo de tudo ali mesmo, na frente de Edy. Beijei-o, gozei com a língua dele em minha buceta, sentindo seu bigode roçar a pele. Depois, fui fodida com desejo, com vontade. Edy permanecia sentado, vestido, observando friamente. Eu o provocava, chamando com gestos, insinuando um "corno manso". Discretamente, Edy me mostrou o dedo do meio. Ignorei, ele era frio, imóvel diante da cena de sua mulher sendo fodida pelo melhor amigo.


Concedi a Wagner tudo aquilo que Edy me proibira, inclusive gozar dentro de mim. E ele gozou, fui abusada ardentemente, envolta em pensamentos insanos, prazerosos, até perder o fôlego nos orgasmos, no calor do leite quente jorrado dentro da minha buceta. Fiz questão de chupar o pau de Wagner depois, limpá-lo com a língua e, em seguida, me vestir sem tomar banho. Queria continuar sentindo a essência de uma tarde de prazer.


Edy, impassível, apenas pediu a Wagner que me levasse embora. Eu queria que fosse ele, mas foi Wagner quem me pegou pelo braço e me conduziu até o carro. No trajeto, entre broncas e elogios, mais elogios do que broncas , ele disse:

"-Garota, ou você dobrou o homem, ou tá ferrada. Nunca vi tanta frieza dele com alguém que ama."

Eu ria com Wagner, pedindo para ele voltar no dia seguinte. Queria esticar ainda mais a paciência de Edy. Wagner insistia para que eu conversasse com ele, fizesse as pazes, me abrisse:

"-Você não conhece o Edy. Não sabe do que ele é capaz como represália aos seus atos. Se casa logo com ele... Prometo que vou comer os dois e saciar seus desejos." insistia Wagner com fala preocupada

De volta à minha casa, nua no meu espaço, cheirei minha calcinha suja da porra do comedor. Lambi o tecido, revivendo o prazer, me masturbei deitada na cama, depois no banho, e retornei à sala, destruída. Sentia-me uma ninfomaníaca. Assistia à TV, mas meu desejo era estar transando, na cama, no quarto, dormindo depois de gozar, minha buceta escorria o leite aumentando meu tesão.  Meus sonhos eram ousados, insanos, acordava molhada, me masturbava no meio da noite só para conseguir dormir melhor.


No dia seguinte, encontrei sobre minha mesa a chave da casa do Edy dentro de um envelope. Um bilhete curto dizia: “Estou em viagem a trabalho, volto amanhã” , seco, sem beijo, sem carinho, sem nada.

Na saída do trabalho, Wagner me buscou, fomos para a casa do Edy. Wagner estava mais ousado que o normal, além do sexo oral, que com aquele bigode me causava arrepios e me levava ao delírio, ele passou a me chupar o cu com um desejo voraz. Eu mal percebi seu pau entrando, tamanha era a excitação. Ele falava coisas sujas, me chamava de “putinha gostosa” e pedia que eu chamasse o Edy de corno. No começo, me senti estranha, com tanta insistência, depois que falei a primeira vez, aquilo foi saindo com mais naturalidade.

"-Edy , você é um corno !!" ofegante repetia, "- Toma seu corno !!"


Depois do anal, Wagner pediu uma pausa, foi se higienizar e logo voltou. Dessa vez, me pegou de frente, socando fundo, chupando meus mamilos com desejos e vontade, me preenchendo por completo. Voltei para casa com as pernas bambas.

No caminho, desabafei com Wagner, disse que precisava sair de casa. Meus pais controlavam meus horários e limitavam minha liberdade. Avaliei a sugestão e quero sim casar com o Edy, mas eles não o aceitam nem como namorado, fingem tolerar, mas só da boca pra fora, imagine então casando...


No meu canto, me dividia entre o desejo e o prazer, misturados ao choro da carência, pela falta do Edy. Isso me deixava maluca, era uma mistura confusa de realização e arrependimento.




Fim de semana chegando, sexta-feira...

Na esperança de que Edy estivesse menos frio, ele me pega na saída do trabalho no final da tarde e comenta:
"-Vamos a um barzinho no Riacho Grande. Tô com vontade de comer um peixe e tirar o estresse."
Como de costume, inventei em casa alguma desculpa, uma reunião da empresa,  sentia-me como se pedisse permissão a um agente condicional. [risos]



No barzinho, Edy pede uma mesa para quatro. Na hora, pensei: Será que vamos conhecer novos casais? Ficamos jogando conversa fora. Edy me atualiza sobre mudanças na empresa e até adianta a conversa sobre minha promoção, aquilo me deixou feliz. Até que, de repente, chegam Matheus e a Japa zarolha. Argh... me dava nojo só de olhar aquela mulher. Mais ainda quando ela sentou-se ao lado de Edy, toda oferecida, e Matheus ficou ao meu lado, um capacho, outra pessoa completamente.

A bomba caiu quando a Japa puxou uma corrente de pescoço da bolsa e a colocou sobre a mesa. Para complicar, eu estava usando os brincos que faziam parte do conjunto.

"- Acho que isso é seu, né?!"  disse ela, encarando-me.

Perdi a voz. Pensava em alguma desculpa.

"- Não pensa muito não, querida."  retrucou ela com desdém.

Ela então mostrou um papel toalha com fios de cabelo meus. A filha da puta tinha pegado no ralo do banheiro, da vez em que estive na casa de Matheus. Ela vasculhou tudo, juntando provas da traição que demos nela.

"- O objetivo aqui é simples... " , falava com voz calma, enquanto Edy permanecia em silêncio, me encarando friamente.
"- Quero ouvir de você o que realmente aconteceu. Quantas vezes ocorreu. Já tenho a confissão do frouxo aí do seu lado, tenho a versão do corno aqui comigo. Só falta a confirmação para a  cornuda que tá na sua frente."

Ela falava com frieza, com um olhar impossível de descrever. Eu queria chorar, tremia sem saber o que dizer. Edy me passava mais caipirinha, sabia que eu acabaria falando tudo com álcool na cabeça. E aos poucos fui contando, desde como saí da casa até os encontros com Matheus.

A Japa insistia: "- Quero ouvir de novo, tudo desde o começo." Dizia que não faria escândalo, só queria a verdade. Em Matheus, as lágrimas escorriam,  Edy e a Japa apenas escutavam. Quando terminei, os dois se levantaram, ela cochichou algo no ouvido dele. Edy foi embora sem sequer me olhar, fiquei sozinha com os dois.

A Japa mandou que eu permanecesse sentada, pediu a conta e saímos nós três. No carro, ela ordenou que Matheus fosse para um motel. Sua voz era calma, serena, sem emoção, e eu estava assustada.

Dentro da garagem do motel, mandou deixarmos bolsas e carteiras no carro , só o corpo deveria entrar.

"- Bem, a cornuda aqui está concedendo ao casal o prazer de transarem na minha frente. Portanto, hoje não sou corna, sou adepta de relação aberta. Vamos nos animar."

Com aquela alegria fria de oriental ela foi se despindo, ficando apenas de sutiã e calcinha. Matheus permanecia mudo, um completo pau mandado. Pedi para tomar banho, tentando ganhar tempo,  a Japa logo me repreendeu:

"- Anda logo, não tenho a noite toda aqui."

Voltei enrolada na toalha, assustada, sem conseguir pensar. Ela ordenou que transássemos na frente dela. O pau de Matheus nem levantava, e meu tesão estava mais seco que um deserto.

"- Quer dizer que meter chifre dá mais tesão do que uma relação aberta?"  dizia suavemente, caminhando em nossa direção.

Do nada, levei um tapa na cara. A Japa esfregava a aliança de noivado no meu rosto:
"- Sua piveta, aprendiz de puta! Se vira e faz o pau desse corno subir! Ou quer apanhar mais?"


Comecei a chupar o pau de Matheus, que logo em seguida também levou um tapa, nem consegui ouvir o que ela disse, depois de um tempo, o pau dele começou a endurecer. A Japa me puxou pelos cabelos, esfregando a buceta no meu rosto, ordenando que eu a chupasse. Foi nojento, não havia conexão, voltei a levar tapas e ser humilhada. Ela jogou uma camisinha para Matheus e mandou ele colocá-la.


Com o vocabulário mais baixo, ela dominava a cena:
"- Vem, seu puto! Vem fuder sua noiva! Mostra pra essa biscate como você transa comigo!"

A cena era bizarra, Matheus estava travado, mecânico. Logo ela o mandou sair de cima e ordenou que tirasse a camisinha e transasse comigo.
"- Vai, putinha! Realiza esse projeto de homem aí... "  outro tapa na cara . "- Sem choro, vadia!"



O pior veio quando ela ameaçou chamar meus pais para me buscar no motel:
"-  Ou vocês fazem o que faziam pelas minhas costas, ou eu pioro o que já está ruim. Querem arriscar?"

Matheus, sob pressão, começou a me penetrar. Eu não tinha cabeça para sexo. A Japa despejava sua raiva mais em mim do que nele.
"- Sua biscate! Não sabe que mexer com homem comprometido tem seus riscos? " mais tapas, puxões de cabelo.

"- Macho por instinto vai à caça, ele tem culpa, mas você tem mais ainda!", "- Já imaginou se eu pegasse de novo aquele pau gostoso que seu namorado tem?"

Aquilo me subiu o sangue, queria pular no pescoço dela. Matheus me segurou e sussurrou:
"- Você não conhece o Edy... se acalma."

Era humilhação atrás de humilhação.
"-  Seu frouxo! O que você viu nessa biscate pra arriscar tudo? Fala, seu puto!" , Ela agora gritava, e do nada, tomei dois tapas na boca. Meus lábios incharam.

O silêncio tomou conta, o tempo não passava, eu preocupada com a hora, sem coragem de falar,  A Japa me puxou pelos cabelos e me levou até a mesa do quarto. Sentou-se e perguntou:
"- O que você achou de interessante no meu noivo? Vale a pena trocar o Edy por ele?"

Eu não disse nada. Só pensava em chegar em casa.  Ela me deu uma sequência de tapas, me esculhambou verbalmente.
"- Sinceramente, não sei como resolver essa mágoa que tenho de vocês dois. Chifre trocado é pouco..."



A noite foi longa, cansativa, e a Japa se mantinha firme com pose, com autoridade. Eram cinco da manhã quando ela decidiu sair do motel. Matheus dirigia sob suas ordens, fechava a conta e me levava até minha casa, como ela havia mandado. Eu estava aflita, assustada, um caco, aparência de lixo. Rezava para que todos ainda estivessem dormindo. Chegando ao portão, minha mãe já nos aguardava, com aquela cara de desespero. A Japa ordenou que Matheus saísse do carro, e ela veio logo atrás, quebrando o gelo ao vê-la com ele. Eu saí toda acabada do banco de trás. A Japa se apresentou de forma firme, deixando claro que era noiva de Matheus. Minha mãe, desconcertada, pediu que entrassem, um mico total. A Japa antecipou os fatos, pedindo desculpas pelo horário, minha mãe falava mal de mim e do Edy. Ah, mas a Japa... superou tudo e ainda salvou a pele dele:

"- Nossa, o que o Edy tem a ver com isso? Nem estava com a gente, passou a noite trabalhando" ironizou e completou ....
"- Coisas de sogra... tô acostumada"  disse, desmontando minha mãe, que ficou sem graça.

A chapa já estava fervendo. A Japa perguntou para quando estava marcado o casamento. Minha mãe, surpresa, olhou enquanto servia o café, e, mais uma vez, colocava Edy no altar:

"- Não pode perder um partidão de homem como aquele. Se sair da fila, tem várias interessadas..." e me encarava.

Minha mãe então interrompeu a conversa e perguntou onde me machuquei tanto, toda marcada... se eu tinha apanhado de alguém. Nisso, meu pai entrou na cozinha, se assustou ao ver meu rosto, ficou bravo. Tentamos acalmá-lo.

A Japa se pronunciou:
"- Uma garota se incomodou com o namorado olhando pra ela. Achou que estava dando em cima e veio tirar satisfação. Mas a gente só estava conversando, comemorando... Deve ser uma ciumenta, né?

Matheus mal falava. Minha mãe o observava com desconfiança. A Japa me encarava e narrava tudo sem me deixar abrir a boca , só me complicava. Agradeceu pelo café, tirou uma quantia em dinheiro e me entregou, não me lembro o valor, só perguntei do que se tratava.


"- Pelos serviços prestados." disse com ironia, insinuando, sem pudor, que eu era uma prostituta.

Recusei o dinheiro, mas ela o colocou nas mãos da minha mãe.
"- Cuide bem dela". disse, virando as costas e saindo.

Em casa, minha mãe me “descascava”, dizia que eu estava aprontando, me acusava de estar dando uma de galinha. E o seu namorado, sabe de algo? No meu quarto, chorei durante o banho. Lembrava do susto, da humilhação, fiquei com medo. Nem sabia como encarar o Edy, ele devia estar furioso comigo. Dormi direto, sem nem perceber o tempo passar.

Acordei com ele já na sala, estava assustado ao me ver naquele estado. Me abraçou, eu o apertei forte, buscando dengo, carinho. Aceitei sair com ele, prometi voltar logo, pois ele também estava cansado. Pegamos algo para comer e fomos à sua casa.

Contei tudo o que havia acontecido, sabia que não o merecia, admiti que era imatura, que não tinha estrutura pra estar ao lado dele. Mas Edy me amparou, ao mesmo tempo em que me acariciava com palavras doces, usava uma luva de pelica para me esbofetear com verdades. Era carinho e castigo.

Em meio à trégua, começou o clima. Edy me seduzia, me desejava, seus beijos ardentes curavam, em parte, as marcas daquela noite. Sua pegada selvagem revelava o quanto me queria. Me possuiu com ferocidade, sentia seu pau parar na minha garganta a cada estocada. Gozei do jeito que gosto, ele me segurava pelos cabelos, pedia pra abrir a bunda. Eu gelava quando ele salivava no meu rego.

"- Não... não... com saliva anal, não!"  implorei, mas já era tarde.

Me contive. Doeu demais sentir aquele cabeção entrando. Em seguida, Edy sussurrou ao meu ouvido:
"- Agora você é uma puta, a minha puta. Já recebeu um aviso, uma oportunidade. Não me decepcione novamente querendo ser vagabunda, galinha e vadia...

Aquilo me magoou profundamente.
Aquela pegada era cheia de recados, amor e mágoa misturados. Me posicionei como puta, a puta de Edy, saciando e servindo os desejos que antes restringi a Edy. Fui currada como uma qualquer, era prazer e humilhação ao mesmo tempo, fui usada  até Edy se satisfazer por completo. Sentia o leite quente tomando conta dentro de mim, demorava a me soltar, me desejava mais . . . 

Esperei ele ir pro banho, levantei-me, dolorida, ardendo, não queria que me visse fraca. Nesse dia, voltamos antes do esperado. No caminho, pedi mil desculpas. Edy disse que se controlou pra não me dar uma surra, ficou muito chateado com que aprontei. Disse que não era do seu feitio, mas que, se fosse por chifre, eu merecia. Afirmou que um dia eu também sentiria uma galha, e que seria sem aviso, não era mais ameaça, era fato premeditado.

No domingo, Edy partiu para o Rio Grande do Sul a trabalho, junto com o Regis. No aeroporto, após o embarque, me aproximei muito de Mônica. Voltamos de carona juntas, paramos no shopping. Ingênua, eu estava ali confraternizando com a mulher com quem transei o namorado.

Nada foi comentado sobre a noite, conversa de mulher pra mulher. Ela sugeriu que fôssemos a Gramado na última semana de viagem dos nossos namorados, uma surpresa. Eu amaria, mas meus pais não permitiriam, dei uma desculpa, mas ela insistia. 

"- Vou aguardar sua confirmação. Caso mude de ideia... tenho tantos planos e desejos se estivermos juntas..."

Cheguei em casa com o fantasma da Japa ainda me assombrando. À noite, em meu reduto, vieram as reflexões, arrependimento pelas besteiras, os chifres que dei no Edy sem ele merecer.  Tudo pelo egoísmo e prazeres. O medo de levar outra surra, pensamentos que me aterrorizavam. Peguei no sono com o corpo ainda ardendo da pegada de Edy, sentia os tapas da Japa, queria bater no Matheus por ser um frouxo. Assim adormeci embalada por prazeres misturados com culpa.


Ref.: 1995 #0015
(*) FOTOS DA INTERNET - IMAGENS PARA MERA ILUSTRAÇÃO - FONTE INTERNET


PAI É QUEM CRIA

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