Outubro de 2025.
Entre mim e Edy, já haviam se acumulado experiências intensas, encontros, descobertas, aventuras que, até pouco tempo atrás, pareciam improváveis.
Mas o mundo havia mudado. O pós-pandêmia deixou marcas invisíveis: as pessoas já não se conectavam da mesma forma. Faltava elo, profundidade, entrega. O que antes já era difícil… agora parecia quase impossível.
Mesmo assim, ocasionalmente conhecíamos novas pessoas. Nem sempre havia química. Nem sempre havia verdade.
Mas, dessa vez… foi diferente. Tudo começou com um abraço.
Um gesto simples, quase inocente, entre Edy e Ana nossa gerente de conta. Uma amizade de mais de 20 anos, construída sobre confiança, respeito… e nenhuma expectativa além disso. Ou pelo menos era o que acreditávamos.
Mas algo naquele momento mudou.
O olhar de Ana ao encarar Edy. O elogio sutil, mas carregado de intenção. Eu observei em silêncio. E, quando saímos em direção ao carro, Edy quebrou o silêncio com um alerta inesperado.
Ao abraçá-la, ele sentiu. Desejo… e carência.
Confesso: se eu não tivesse presenciado tudo, teria interpretado como provocação, talvez até uma brincadeira. Mas não era.
No dia seguinte, precisei retornar com alguns documentos. Dessa vez, estava sozinha. Eu e Ana.
Fomos para uma sala reservada algo incomum para aquele tipo de atendimento. Estranhei. Imaginei que fosse apenas um novo procedimento, não era.
Assim que finalizamos, o ambiente mudou.
Sem aviso, ela se aproximou. Segurou minha mão com firmeza. Seus olhos fixaram os meus com uma intensidade desconcertante. E, então, trouxe à tona nossa longa história de amizade… como se estivesse preparando o terreno.
Até que veio a pergunta. Direta. Sem rodeios.
Quis saber se eu e Edy já havíamos vivido algo no universo liberal, com ou sem consentimento.
Mantive o olhar firme. Minha mente analisava cada possibilidade. Presumi, naquele instante, que o interesse dela era nele.
Com frieza estratégica, sugeri que continuássemos aquela conversa fora do ambiente de trabalho.
Marcamos. Sexta-feira, às 18h, em uma cidade vizinha. Ela aceitou imediatamente.
Nos despedimos como se nada tivesse acontecido. Mas tudo já havia mudado.
Em casa, contei tudo a Edy. Questionei, pressionei, busquei respostas que, no fundo, talvez nem quisesse ouvir. Ele negou qualquer envolvimento além do abraço. Disse que não havia contato. Que não havia sinais.
Que tudo estava apenas… em mim. Chegou o dia.
Ana estava diferente, radiante, segura e sedutora de uma forma que não tentava esconder.
Mais madura que Edy, carregava uma presença que dominava o ambiente sem esforço.
Mas não estávamos sozinhos. Um casal se aproximou. Solange (Sol ) e Jorge. Fui pega de surpresa.
Confusa… mas curiosamente atraída. Principalmente por Jorge. Ana parecia nervosa. Tentava conduzir a situação, organizar as palavras, explicar o contexto.
Não conseguiu. Sol assumiu. Com firmeza. Clareza. Sem hesitar.
-"Temos mais em comum do que você imagina." disse, olhando diretamente para mim.
-"Além da Ana… nós temos interesse em vocês."
Silêncio. Olhares cruzados. Um misto de desconfiança e curiosidade.
Ela continuou.
-"Já vimos vocês em ambiente liberal. Reconhecemos vocês. E, por coincidência… nos cruzamos novamente no trabalho dela.
Ana não desviava o olhar. Sol então avançou um passo além.
-"Ana é nossa parceira… liberal. E algo mais..."
Uma pausa carregada de significado.
-"Temos nossos próprios fetiches. Mas buscamos evoluir. Queremos algo mais intenso. Mais consciente. Com pessoas experientes."
Ela olhou para Ana. Um beijo, sutil, natural e revelador.
E então concluiu:
-"Ana ainda está aprendendo. Mas queremos construir algo juntos… nós cinco."
A atmosfera mudou completamente.
A conversa já não cabia naquele espaço. Jorge sugeriu mudarmos de mesa, um lugar mais reservado, longe de ouvidos curiosos.
Aceitamos. E, naquela noite, tudo foi dito. Histórias, limites, desejos e fantasias.
Nada ficou de fora. A conexão era inegável. Nos encontros seguintes, o tesão só aumentava. Olhares mais demorados. Palavras mais quentes. Silêncios mais carregados.
O desejo já não era implícito, era compartilhado.
Mas ainda contido.
Até o terceiro encontro.
Ali, não havia mais espaço para dúvidas.
A proposta veio. Ouvimos, ajustamos e refinamos limites. E então nasceu algo novo, algo intenso, algo perigoso.
CÍRCULO DE PODER: ELAS, O ALPHA E O SUBMISSO
E, naquele momento… sabíamos: Não havia mais volta.
(*) FOTOS DA INTERNET - IMAGENS PARA MERA ILUSTRAÇÃO - FONTE INTERNET





Mais um capítulo a parte dessa saga emocionante, uma nova janela que se abre, novas revelações, desse quinteto se formando.
ResponderExcluirVocês são maravilhosos
Enorme beijo ao casal
Obrigada !! Sim, uma relação sólida, douradora e algo muito maior . . . Bjs !! Edna
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