quarta-feira, 21 de maio de 2025

PRIMEIRAS REVELAÇÕES

 PRIMEIRAS REVELAÇÕES

Já se passavam nove meses desde que comecei meu relacionamento com Edy. Nove meses de uma paixão avassaladora  e, principalmente, de um sexo selvagem que me deixava marcada no corpo e na alma. As nossas transas eram intensas, cheias de ousadia e vontade. Eu me sentia viciada naquele prazer bruto, visceral, quente como brasa em pele nua.

Com o tempo, as pessoas notavam meu corpo se transformando, mais cheio, mais desejado. Começaram os olhares, os comentários, as cantadas, algumas me divertiam, outras me instigavam. Até mesmo Matheus, aquele que antes me ignorava, agora me cobiçava descaradamente.

Foi nesse turbilhão de desejo e atenção que soube de um apelido que circulava às minhas costas: "leite ninho". Fiquei incomodada. Edy tentou me acalmar, dizendo que não valia a pena dar importância, que apelidos só pegam quando a gente reage. Ele tinha razão logo, aquilo desapareceu.

Certa momento, deixei escapar minha curiosidade, perguntei como era transar com outras mulheres. Edy tinha experiência, vivências além das minhas e ele respondeu com naturalidade: "-cada mulher é única, tem seu cheiro, seu gosto, sua essência!. Senti ciúmes, voltei a perguntar se alguma o havia marcado, e ele apenas disse: “-Todas marcam de alguma forma. Mas você me marca por inteiro.”

A resposta me confundiu, mexeu comigo e para provocar ou talvez por impulso contei que tinha vontade de saber como seria estar com outro homem. Disse com franqueza: “-Prefiro te contar do que te trair.” Ele me olhou em silêncio, pensativo, quando finalmente falou, apenas disse: “-Tô traquinando umas ideias.” Isso me deixou ainda mais instigada.

Não imaginei o quanto essa conversa abriria portas para realizações, desejos sombrios e perigosos.

Naquela semana, meu primo do interior, Alexandre, chegou para se hospedar em casa enquanto fazia um curso na capital. Ao me cumprimentar, seu olhar percorreu meu corpo com sede. E ao se aproximar, sussurrou com um sorriso maroto: "- Nossa, prima... tá um filezão, hein?"

Dei risada e o abracei, fingindo ignorar, embora tivesse sentido um arrepio instantâneo. Minha mãe, na cozinha, me lançou um aviso em tom sério:
"- Fica esperta com a sua galinhagem. Suas primas já andam atrás dele... Não vai querer ser mais uma."

A casa encheu de parentes. Primas, tias, todo aquele falatório típico de reencontros familiares. Em um canto mais reservado, eu e minhas primas conversávamos entre risos e confissões. Uma delas revelou, rindo, que já tinha segurado o pau do Alexandre. A conversa esquentava e eu fingia desinteresse, mas minha cabeça fervia.

Naquela noite, fui invadida por pensamentos confusos. Edy, ocupado no trabalho, não poderia estar comigo. E Alexandre... os olhos dele me perseguiam.

No dia seguinte, na laje, fui surpreendida por um abraço quente por trás. Senti suas mãos tocando meus seios, seu corpo colado ao meu. Uma encoxada precisa, sem hesitação. Minha buceta reagiu com umidade imediata. O desejo gritou.

Nos beijamos ali atrás das caixas d´agúa , brevemente, até que o som de passos nos interrompeu. Minha mãe subia as escadas, soltei Alexandre e mantendo distância fingimos conversar. Meu coração disparava.

Durante a noite, na cama, eu misturava minhas lembranças com Edy às ousadias do meu primo. No dia seguinte, no trabalho, Edy não apareceu, havia virado a noite e ainda precisaria emendar mais uma jornada para finalizar um projeto. Só consegui vê-lo no final da tarde, e mesmo assim foi um contato rápido, superficial.

Ao chegar em casa, encontrei Alexandre deitado no tapete da sala, assistindo a um filme. Perguntei aos meus pais e  respondeu que tinham saído para ir ao mercado e que logo estariam de volta. Disseram que eu também chegaria tarde, mas não contavam que Edy estaria trabalhando... Foi nessa brecha que Alexandre aproveitou para roubar mais do que beijos. Roubou minha dignidade, me deixando semi-nua no corredor, com a boca em meus mamilos e o pau latejando por dentro da calça. Desabotoei sua calça e vi aquele pau pulsando, excitado. Só deu tempo de abaixar a cabeça, envolver com a boca e começar a chupar até que fomos interrompidos pelo som do portão se abrindo. Corri para o banheiro enquanto Alexandre se recompunha, indo ao encontro deles para ajudar a descarregar as compras.



Debruçada no box, com a água escorrendo pelo corpo, eu me perguntava como seria ser possuída por outro homem. O desejo queimava por dentro, mesmo misturado à culpa. Naquele instante, mil ideias invadiam minha cabeça. Hoje, olhando friamente, percebo o quão sem noção fui... Mas a merda já estava feita.


Acordada desde a uma da manhã, excitada, louca para dar continuidade ao que havia acontecido no corredor, fui até a sala onde Alexandre dormia. Com calma, deslizei a mão por baixo das cobertas, acariciando seu pau. Meio duro, logo ficou completamente ereto. Conduzi Alexandre até o tapete, onde nos envolvemos em um abraço ardente. Semi-nus, recebi os carinhos de suas mãos habilidosas, tudo em total silêncio para não acordar ninguém da casa.


Com Alexandre deitado, subi em seu corpo querendo cavalgar naquela pica. Ainda sem ser penetrada, comecei a gozar apenas com o calor em minha bunda seguido de um orgasmo,  voltei a sentir uma segunda esquentada, a realidade me atingiu com força, era o cinto do meu pai estalando no meu corpo. Ele me puxou pelos cabelos, gritando, e aplicou a terceira cintada enquanto minha mãe me arrastava para o quarto, me chamando de puta e vagabunda. Levei um tapa no rosto, acompanhado da ordem seca da minha mãe: "-  Cala essa boca! Nada de escândalo!"

Trancaram-me no quarto, onde chorei em silêncio. Do lado de fora, ouvi a discussão com meu primo.
Alexandre tentava se defender: "- Fui acordado, não tenho nada a ver com o que aconteceu! Se aconteceu, foi porque sua filha quis!"

Meus pais se calaram. Depois, ouvi apenas murmúrios, passos, e a porta do quarto deles se fechando. O pesadelo havia começado.
Passei a noite inteira chorando, com a pele ardendo das cintadas. Dormi vencida pelo cansaço, sem conseguir pensar em mais nada. No dia seguinte, saí para o trabalho sem sequer tomar café, sem ver a cara de ninguém. Minha aparência era a de quem havia virado a noite , ouvi piadinhas e olhares tortos. Por sorte, Edy estava de folga, não sabia naquele instante como encará-lo.

No trabalho, sentia a dor que ardia em minhas costas, o que me deixou melancólica o dia todo. Chegava domingo, mas não chegava a hora de ir embora.
Mal sabia eu que, apesar do castigo, o desejo não havia sido punido. Apenas adormecido e logo, ele voltaria a me consumir.




Ref.: 1994 #0002
(*) FOTOS DA INTERNET - IMAGENS PARA MERA ILUSTRAÇÃO - FONTE INTERNET

2 comentários:

  1. Que delicia de relato! Ansioso pelo próximo capítulo! Será que Edy vai aceitar ser corno?

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    1. Grata por ter gostado, tem muitas reviravoltas e muita coisa para acontecer ainda , aguarde!!!

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