terça-feira, 27 de maio de 2025

O PRIMEIRO CHIFRE - Parte 2 O Dia Seguinte

 O PRIMEIRO CHIFRE - Parte 2


O Dia Seguinte

O dia seguinte, no trabalho, parecia que todos sabiam que eu tinha sido a puta do Matheus. Ele conversava normalmente comigo, enquanto o peso na consciência me corroía. “Edy não é corno... fui eu a errada. Sou uma puta”, pensava, tentando me justificar. Edy me ligava perguntando de mim, dizendo que estava com saudades, sussurrava que estava viciado em mim, que naquela noite precisou se masturbar para aliviar o tesão. Eu gostava de ouvir aquilo, mesmo que minha mente me condenasse pelo que eu havia feito.




Comentou que conseguiu antecipar a volta em 10 dias. Ainda seriam 20 dias longe de Edy. No fim do expediente, fora da empresa, Matheus grudava em mim como um cachorro no cio.
No dia seguinte, a mesma coisa. Dessa vez, me rendia "Cagada por cagada, o chifre já estava dado."  - pensava eu e fomos para a casa dele. No banho, nos beijávamos, mesmo sem ter a pegada quente de Edy, Matheus saciava minha sede de rola, não preenchia o prazer que eu precisava, mas acalmava o desejo, o calor da buceta querendo gozar em um pau.



Da casa de Matheus, fui para a minha. Ao entrar, vi minha mãe no telefone, era Edy no outro lado, minha mãe ria de alguma besteira que ele falava. Meu pai, com a orelha em pé, tomava o telefone e dava bronca nela, todo enciumado. Eu encarnava a santa Edna do pau oco e recebia a ligação com um sorriso enorme. Com meus pais saindo, fiquei mais à vontade para conversar, Edy dizia que estava esperando ouvir minha voz para gozar numa punheta de saudade e sem medir palavras, retruquei que parecia que ele estava fazendo isso com a minha mãe. Não sei por que incorporei o ciúmes,  Edy não gostou nada do que ouviu e desligou sem dar chance para brigar.



Na manhã seguinte, na primeira hora de trabalho, ele me ligou para dar bom dia. Atendi ríspida, involuntariamente, a Edna ciumenta ainda estava em mim, talvez influenciada por Matheus, que envenenava minha mente com ideias de Edy comendo todas. Tentei me acalmar, pedi desculpas, disse que era a carência da ausência dele. Falei baixinho que a buceta tava chorando de saudade, mas senti que não o convenci.

Na hora do almoço, Matheus veio conversar. Aproveitei e perguntei, por curiosidade, como ele sabia o tamanho do pau do Edy.

"- Porra, as meninas falam entre elas. Tempos atrás, antes de você entrar aqui, ele pegou a cozinheira, a chefe da cozinha, a faxineira... A faxineira ficou dias sem trabalhar e foi ela que contou do tamanho e da pegada do cara. Ficou conhecido como TED: Terror das Empregadas Domésticas!" disse ele, rindo.


Meu ciúmes fervia, imaginava mil coisas e Matheus se aproveitava disso.
"- Hoje depois do trampo... vamos?"  perguntava.

Eu sorria e consentia com um “- Sim” , e assim ia a semana , trepando todo final de expediente. 

No sábado à noite, Matheus apareceu do nada em casa. Eu estava no banho e fiquei puta da vida com essa liberdade que ele se dava, mais ainda por minha mãe ter colocado ele pra dentro e ainda por cima ficar “entrevistando” o rapaz. Ele dizia, rindo, que só tinha passado pra chamar pra uma pizza. Não tinha tido tempo de me convidar na empresa, e como estava no caminho, resolveu “tentar a sorte”.

Minha mãe, claro, já me empurrava pra ir com ele. Ela e meu pai nunca gostaram do Edy, achavam que Matheus era uma opção melhor, menos diferença de idade, “mais futuro”. Acabei cedendo, só pra evitar confusão ou línguas soltas.

Achei que íamos à pizzaria. Doce ilusão. Fomos pra casa dele com a pizza e um vinho barato. Eu já estava de cara fechada, achando que ele estava armando um repeteco. Brinquei com ele:
"- Tá querendo me levar no papo de novo, né?"
Ele riu:
"- Tô duro, e de pau duro....  (ria) Se fosse pra motel, ia sair caro..."

Enquanto comíamos, ele comentou uma fofoca da empresa:
"- Ouvi uns caras falando que o Edy também gosta de rola..."

Ri alto.
"- Ah, para com isso! Nunca vi nada nesse sentido."

"- Também não boto fé. Mas uma das cozinheiras com quem o Edy saiu dizia: “Aquele cara é macho porreta, dá no coro! Tem que ser muita mulher pra aguentar ele!”

Confesso que me corroí de ciúmes. Saber que meu amor tinha fama de “comedor” me deixava louca. Perguntei:
"- Você acha o Edy galinha?"

"- Porra, o Edy? Nunca vi ele olhando pras gostosas que passam. Sei que ele tem suas particularidades. Mas, olha, quando você entrou lá, magrinha, parecia um palito, ninguém se interessava por ti... teve alguma coisa ali que chamou atenção dele. Investiu em você. E olha no que deu: virou esse mulherão."

"- Vai ver a ex dele adestrou bem ele, né? " , completou, rindo.

"- Como assim, ex? Você conheceu ela?"

"- Não, era de antes de eu entrar. Mas a galera falava muito dela, mais velha que ele, parecia mãe e filho. Levava e buscava o Edy, cuidava dele e dizem que era ciumenta demais. Uma vez uma mina passou olhando pro Edy e ela desceu do carro pra tirar satisfação.

"- E aí, me conta o que  Edy faz contigo na intimidade? A rola dele é como as meninas relatam ? 

Revirei os olhos.

"- Ué, curiosidade... "disse ele, safado.

"- Atrevido! Vai se enxergar!" desconversava

Mas por dentro, eu borbulhava, a conversa me irritava, me enciumava, me deixava descompensada. Matheus percebeu e começou a provocar:

"- Duvido que um cara desses fique só na punheta...
deve dar assistência pra umas casadas carentes, né?"

Levantei irritada. Matheus me puxou pela cintura e me sentou no colo dele. O beijo foi súbito. Eu tentei resistir, mas me derreti. Fiquei molhada só de sentir a língua dele. Quando percebi, o pau já estava pra fora.

Ajoelhei na frente dele e comecei a chupá-lo. Gemia e se contorcia na cadeira.
"- Para... se continuar, vou gozar na tua boca...

"- Vai..." sussurrei.

"- Nossa, que boca gostosa..."


Continuei sem piedade. Senti o jato quente preencher minha boca, mas não parei. Chupei até o pau dele endurecer de novo. Ele colocou a camisinha e, semi nua, me pegou no tapete da sala. Depois no sofá. Na poltrona. Transamos com vontade.


Ele me comeu analmente de quatro no tapete, apoiada no sofá. O pau de Matheus era na medida certa, não era como o do Edy, que me fazia até perder o ar. Com Matheus anal  era prazer puro, sem dor.

A transa foi longa, eu já estava exausta quando ele gozou. Foi gostoso, mas o que me quebrou foi o depois. Após o boquete, ele não quis mais me beijar, desviava  o rosto, no banho se recompondo  fazia questão de escovar os dentes e falar 


"- Agora tô limpa pra te beijar, sua besta" rindo.

Mas aquilo me decepcionou, Edy nunca ligava pra isso. A gente se lambia inteira, sem frescura. Era uma conexão carnal, completa. Um corpo só, e ali, mesmo satisfeita, eu me sentia suja. Eu o estava traindo. A química que eu tinha com Edy era única, e eu não estava valorizando.

A noite seguiu, entre mais vinho, beijos e conversas. Em um dos intervalos, fui direta:

"-Você ama a sua noiva?"

Ele gaguejou.
"- A gente discutiu... melhor cada um na sua por enquanto."

Desviava, enrolava. Eu sentia que ele escondia algo. Quando vi, já eram duas da manhã, pedi pra ele me levar pra casa. Entrei em silêncio. Tudo apagado. Me joguei na cama e apaguei.


No dia seguinte, minha mãe me recebeu com um sorrisinho cínico:

"- Bom dia! Como foi com o namorado novo? Partidão."
"- Que namorado, mãe? É só um colega de trabalho." respondi, desconversando.
"- O Edy te ligou três vezes ontem à noite..."

Arregalei os olhos.
" -E o que você disse?" - eu questionava irritada

"- Ué, falei que você tinha saído com o Matheus. Ia dizer o quê?"

Era uma granada sem pino.
Declaração de guerra.
Senti as lágrimas subirem.
A merda estava feita.

Ref.: 1995 #0006
(*) FOTOS DA INTERNET - IMAGENS PARA MERA ILUSTRAÇÃO - FONTE INTERNET

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PAI É QUEM CRIA

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