quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

CUCKQUEAN

A amarga trajetória em ser Cuckquean

Primeiramente desculpe pela ausência nessas últimas semanas. Nem sempre é bom recordar certas coisas, fico pensativa "se" tivesse , "se" fosse e assim vai. Edy me estabilizou, faz parte da história e vida que segue. Fiquem tranquilos(as) estou bem, e agradeço a compreensão.


Dando continuidade, na época, fui neutralizada por Edy, cedia aos seus desejos e vontades. Estar submissa não era algo confortável, pior ainda sendo Cuckquean, sim isso mesmo, uma cornuda e submissa. Edy acabou com minha vontade em estar com outros homens, ter me colocado em posição de objeto sexual para saciar desejos masculinos, humilhação verbal e zombarias, isso  travou de alguma forma os meus desejos de sair com outros homens, além de confidenciar e relatar os chifres colocados em mim, "bala trocada não dói", dizia a mim, só que relatar e apontar com quem, magoava profundamente, intencionalmente e calculista.



Além de ter Kátia como sombra, tão ciumenta quanto Edy, as coisas complicaram para meu lado. Em momentos íntimos com Edy, rolava de tudo, menos a penetração, ele sabia trabalhar em minha mente, sabia conduzir como sua mulher, eu sentia nossa conexão, estava em uma castidade virtual, orgasmos arruinados, uma barreira que ele não deixava ultrapassar, a intimidade. Ao mesmo tempo sabia conduzir e mostrar claramente o que era promiscuidade x consensual, isso gerava uma mistura de ódio e amor que não sei como descrever. Edy era intuitivo de sentir meus desejos, não sabia como esconder, algo até mesmo que ocorreu quando estive no interior com meu primo Alexandre, aquele prazer forçado junto  com Luiz, ele sabia que tinha acontecido algo, mas não o que. 

Entrei numa linha divisória  desejando ambos, Kátia e Edy. Meu relacionamento com Kátia era sigiloso, medo de algum familiar descobrir, meus pais estavam antenados mais em olhar Edy e isso aliviava tal desconfiança, ao menos era essa a sensação de segurança que sentia.


Meu recente erro foi um dia chamar Edy de Corno de Mulher, humilhando ele como incapaz de satisfazer me como Kátia me realizava. Um dia na casa de Kátia, para complicar,  Edy me fez repetir isso na frente dela, que caiu aos risos, me senti uma otária, mais ainda com Kátia selando um ardente beijo em Edy...


... Kátia veio até mim, deu um tapa em meu rosto seguido de um beijo, sussurrou "- Bobinha !!"  em meu ouvido. Contornou e me abraçando por trás, iniciava um jogo de sedução em frente de Edy. Em poucos minutos estávamos nuas, namorando em frente a Edy, era visível o dote dele armado desejando-nos. Kátia me fez ficar sentada no chão, levantou uma de suas pernas apoiando no sofá, deixando sua buceta totalmente aberta a minha visão...
- "Chupaa!" , ordenou de forma autoritária e assim fiz.

Edy se aproximou e escutei os beijos estalando, dei uma pequena parada , Kátia com uma das mão segurou minha cabeça mantendo-me a chupá-la. Tão logo as calças de Edy desceram e podia ver seu pau latejando a minha frente. Kátia saiu de cima se abaixando próxima de mim, segurou o pau de Edy e a minha cabeça, me fez chupar o pau dele, ordenava engolir o máximo que aguentava e não demorou muito me afastou me chamando de incopetente.

Edy sentou no sofá, ajoelhada Kátia iniciava um sedutor boquete regado com uma punheta que percorrias sua mão na extensão toda do dote ,  só de ver me tirava orgasmos somados aos gemidos de Edy, momentos que Kátia engolia ao máximo o pau de Edy, onde teve que contê-la para não gozar. Kátia senta no colo de Edy recebendo aquela rola toda dentro de sua buceta, abre as pernas me chamando para vir chupar seu grelo. 


Me envolvia por completo, ouvindo o gemido de ambos, a babada que a buceta de Kátia dava com o duplo prazer em sua buceta, o pau de Edy latejando dentro e minha língua em seu grelo, Kátia se contorcia, me puxava pelos cabelos e nos beijávamos, depois me fazia voltar a chupa-la novamente e numa dessas quando voltou a me puxar e nos beijar, olhou em meus olhos e com uma das mão dedilhando minha bucetae disse: 
- "Chama ele de corno, chama!"
Eu fiquei receosa, olhava para Kátia e para Edy ficando muda, congelada
- "Edy, o que ela é ?"
Edy não titubeou e foi na lata:
- "Uma cornuda,  chifruda"
Congelada com que escutei, gozei nos dedos de Kátia sem conseguir pensar direito, minha mente ecoava um eco, meio sem conseguir ouvir a mim mesma, só escutei o final de Kátia comentando e rindo com Edy
- " ... é muito vagabunda essa nossa putinha mimada"


Kátia me deu um tapa na cara para eu acordar e fez eu chupar o pau de Edy gozado e  com a mistura de seu orgamos. Após um banho e recompostos  Kátia questionava:
- "Qual o sentimento de ser uma cornuda? Relate-nos que sentiu ao tomar um coquetel de corno? 
Eu tentava não ser tão objetiva, maquiava em palavras a realidade e isso só piorou . . . 
Kátia remetia tapas em meu rosto, me chamando de vagabunda mentirosa, puta cornuda e acabei gozando não deixando ela perceber. Edy a interrompeu a tirando de cima, adestrada me ajoelhei a sua frente agradecendo e mantendo a cabeça baixa, não conseguia fixar os olhos em Edy. 
-"Você está ficando no ponto que gosto, só mais uns ajustes..." (risos) " . . . tão logo entenderá porque está passando por tudo isso." 

Edy percorreu os dedos em  minha buceta, depois percorreu em meus lábios para chupá-los,  deu uma risadinha irônica,  se retirando do ambiente, Kátia me olhava com ansiedade sem comentar nada, seus comportamento entregava que coisa boa não ia vir e  iniciava-se um suspense . . .



. . . e de repente fiquei sem a visão, Edy colocou um capuz afivelando em minha cabeça, tentei em desespero impedir, fui imobilizada tendo os punhos amarrados no tornozelo, ficando em uma posição sentada no calcanhar. Ameacei gritar e fui reprimida por ambos.


- "Se gritar te amordaço e ficará desconfortável. Então cala essa boca."
- "Cornudinha ordinária." , falava Kátia em tom de chacota, e isso me subia o sangue até sentir uma chinelada esquentado minha bunda. 
- "Preste muita atenção agora, e apure sua audição, vamos apurar seus sentidos".  sussurrava Edy em meu ouvido e me acariciando.

Por um tempo o silêncio tomou conta do ambiente, sentia que estava sendo observada. Perguntava se tinha alguém e escutava barulho em outro cômodo, assim se manteve por um tempo, no meus pensamentos "Que merda tô fazendo aqui, que tonta que eu sou, devia partir para outra relação e largar tudo isso..."



O que eu achava ruim ou que já tinha passado por tudo de pior, aqui era somente o começo.

CONTINUA....

Ref.: 1998 #0027

(*) FOTOS DA INTERNET - IMAGENS PARA MERA ILUSTRAÇÃO - FONTE INTERNET

sábado, 27 de dezembro de 2025

O PODER

O Poder do Esmalte Branco nos Pés de uma Mulher

Há algo de hipnotizante no esmalte branco nos pés de uma mulher. Um detalhe aparentemente simples, mas que, em certas relações, se transforma num símbolo de autoridade, desejo e submissão. Principalmente quando essa mulher é uma Dominadora.

Confesso que, por muito tempo, achei que o esmalte vermelho fosse o mais provocante. Talvez por influência das revistas, da TV, dos clichês. Até o dia em que, sentada na manicure, prestes a repetir minha escolha habitual, fui surpreendida.
Meu marido Edy normalmente discreto  interrompeu calmamente minha decisão e disse:
"- Hoje vai de branco."


A manicure arregalou os olhos, eu franzi a testa e  até a cliente na espera esboçou um sorriso curioso. Mas havia algo na voz dele. Algo que não era um pedido, mas uma concessão de poder. Uma entrega. Um comando velado, público que  só eu sabia o quanto aquilo nos excitava.



O esmalte branco, ali, deixou de ser cor, tornou-se um código. O branco começou a cobrir lentamente minhas unhas. Tão simples, tão limpo, tão... autoritário.

Naquela noite, andando pela casa semi nua, com uma sandália de tiras finas, onde o branco dos meus pés contrastava com a pele e os detalhes escuros do salto. Caminhei até ele com calma, sentindo cada passo como uma performance.


Ele já me esperava no chão, ajoelhado.
"- Posso?" perguntou, os olhos fixos nos meus pés como se olhasse para um altar.

"-Não."  respondi. Apenas ergui um pé e encostei levemente os dedos no seu peito. Ele fechou os olhos. Inspirou o perfume do creme que eu havia passado, deslizou os lábios pela lateral do meu dedão e beijou com reverência. O calor da sua boca contra o esmalte gelado me provocou um arrepio que subiu pelas coxas.

"-Está mais branca que o habitual... "murmurou, como se falasse consigo mesmo.

"- Foi você quem escolheu. Agora arque."

Ele obedeceu sem questionar. Apoiei os dois pés sobre as seu peito, próximo a sua boca  e me acomodei como se estivesse em um trono. A cada toque que ele oferecia com os lábios, com a língua, com os dedos, eu me sentia mais alta, mais inteira, mais viva.

A adoração era um jogo silencioso, mas gritante nos detalhes: a forma como ele lambia entre meus dedos, como massageava meu calcanhar com devoção, como se o simples fato de me servir fosse seu maior prazer.

Deslizei um pé até seu rosto e o mantive ali, pressionando de leve seus lábios.

"- Você se excita assim?"

Ele gemeu em resposta.
"- O branco... é como um selo. Marca que você é meu."

Meus pés, pintados com a cor da pureza, representavam tudo menos inocência naquela noite. Eram armas, eram mandamentos, eram sagrados. E ele os venerava com a intensidade de quem encontra fé na pele, no toque, na humilhação deliciosa da entrega.

A cada beijo que ele depositava na minha planta, eu sentia minha autoridade se reforçar. E quando finalmente ergui meu pé e o encostei entre suas pernas, roçando a dureza visível em sua bermuda, ele tremeu.

"-Você só vai gozar quando eu quiser. Porque hoje... quem manda é o branco."


Na podolatria, os pés são adorados com devoção religiosa. Cada curva, cada detalhe. Unhas bem cuidadas e pintadas de branco remetem à perfeição. Para muitos submissos, esse branco sugere pureza e, paradoxalmente, poder. Pés assim parecem inalcançáveis, quase sagrados. Uma rainha pisa com eles. Um servo se curva diante deles.

No universo BDSM, especialmente sob o olhar da Supremacia Feminina, o branco nos pés da Domme é mais do que estética. É um estandarte. Ele brilha como uma bandeira de conquista, exigindo reverência. O submisso, ao beijar ou lamber esses pés, não está apenas se entregando ao prazer  está celebrando o domínio absoluto da Mulher.

No Brasil, há ainda a leitura social: pés bem cuidados com esmalte branco sugerem status. Uma mulher que não faz trabalhos pesados. Uma mulher servida. Uma mulher que, com um olhar ou com o calcanhar, dita regras.

O esmalte branco, portanto, é linguagem. É comando. É fetiche. É erotismo que começa no olhar e termina no gesto de submissão mais íntimo.



Ref.: 1998 #0026

(*) FOTOS DA INTERNET - IMAGENS PARA MERA ILUSTRAÇÃO - FONTE INTERNET

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

DESAFIANDO LIMITES

 DESAFIANDO LIMITES

Tentei realizar uma linha do tempo perfeita, descrevendo minha trajetória no mundo liberal, mas o tempo que passou é grande e, mesmo com a ajuda de Edy, estamos tendo conflitos entre o tempo ocorrido (datas) e os fatos realizados.


Alguns assuntos que ocorreram, ao recordar, não me fizeram bem. Edy me recompôs e está me ajudando, participando das narrativas, relatando situações que aconteceram sem o meu conhecimento. Porém, no tempo certo, foi verdadeiro, transparente e contou tudo o que ocorreu, independentemente de eu saber algo, parcialmente ou não estar ciente de nada.

As narrativas de Edy estarão com o texto em itálico; as minhas seguirão em texto normal.


Desde que conheci Edna e a fiz mulher, criamos uma identidade, uma conexão muito especial: a experiência somada à ingenuidade. Por mais erradas que as coisas saíssem, por mais que houvesse omissões, eu confiava em meu instinto e na persistência em prosseguir nesse caminho com ela. Edna não sabia nada sobre o meu passado. Tive, sim, meus erros, e não foram poucos, mas os superei.

Amo o mundo dos fetiches: conhecer esse ambiente, pessoas desencanadas, sem rotulagens e, o mais importante, saber aceitar e respeitar. Adestrar Edna, nesse momento, era justamente isso: “aceitar e respeitar”.

Aceitei a proposta de corno idealizada por ela, ingenuamente, sabendo que ela mesma não teria tal controle, sua palavra não valeria de nada. A promiscuidade é algo que não aceito, e tal castigo ela sentiria na pele. Entender que “consentimento x traição / promiscuidade” têm suas diferenças era fundamental.


Não contava com o tamanho do controle que os pais de Edna exerciam sobre ela: totalmente blindada, mimada. Eu via além. A mesma crítica que eu recebia pela diferença de idade, os pais de Edna também tinham. Sua mãe, mais nova, olhava-me como mãe protegendo a filha, mas também com desejo, como se buscasse um amante. Seu pai percebia e ardia em faíscas de ciúmes.

Edna nunca percebeu dessa forma; apenas comentava que a mãe a invejava pela adolescência que não tivera. Ser discreta, sigilosa e ter controle emocional eram seus pontos fracos. Sempre gostei de vê-la e senti-la em alto astral como pessoa, como mulher. Só precisava de tempo para polir e fazer brilhar esse diamante de mulher que ela é.

Sempre comentei, nas entrelinhas, sobre isso com Edna. Porém, a ansiedade e a pressa por novas experiências a fizeram cometer deslizes, e tive de segurá-la pelas rédeas, como vem sendo relatado por ela.

Armadilhas em família: sua tia, suas primas, sua mãe...
Um campo minado.

Essa condição era nova para mim. Do outro lado, mulheres interessadas em avançar para uma relação mais séria me rodeavam, desejando que eu a descartasse. Edna era uma pedra no caminho de muitas interessadas. O que elas não entendiam era que eu não queria nada sério com nenhuma delas — apenas momentos.

Já tinha a preferência e a determinação total por Edna: moldá-la, lapidá-la, viver uma história somente nossa. Pode parecer cafona, mas a sintonia de Edna, o lado romântico, desse não tenho do que reclamar, e o lado pervertido...

... ah, esse eu amava demais. Porém, precisava ser adestrada.

De chifradeira promíscua, coloquei-a na coleira, submissa, cornuda, aos poucos inserindo Edna no mundo dos fetiches, no mundo liberal. Kátia, inserida como namorada, era estratégica: castidade ao sexo oposto; ficaria a sentir somente bucetas, sabendo que estaria com outras. Provocar seu lado dominante ainda adormecido, sintonizar seus pontos de prazer, gerar uma conexão sem preconceitos, isso estava em breve a se revelar.

Sim, Edna precisava sair do mundinho de aparências para o de eficiências, com pessoas confiáveis e equilíbrio emocional.

O teste de fogo está chegando de forma provocativa, para sacudir de verdade e narrar fatos que ocorreram nos bastidores enquanto me traía. Se funcionará, saberei somente no decorrer.


Neutralizada por Edy, cedia aos seus desejos e vontades. Estar submissa não era algo confortável. Saber que Edy estava com outras mulheres me enlouquecia silenciosamente. Por dentro, meu tesão pedia para conhecer outros homens, desejos ofuscados pelo prazer em ver uma mulher dando prazer a outra. Era muita sacanagem, pensava eu. Seria eu uma lésbica se descobrindo?


Em um raro momento junto a Edy, ele declarou me amar e confessou ter medo de me perder. Eu o chamei de bobinho e disse que o amava mais que tudo, mas afirmei que precisava apenas sentir como era outro homem...

Agora ando confusa, desejada e desejando  a mulher que ultimamente dorme comigo. “Virou corno de mulher”, falei em provocação. Pelo olhar de Edy e pela forma como conduziu a conversa, parecia ter gostado. Muitas vezes, conversar com Edy me deixava ainda mais confusa do que já sou normalmente. Amor, desejo, tesão... entre outras sensações, começavam a me deixar sem raciocínio.


As saídas com Edy eram imprevisíveis: ora romântico, ora sádico. Ir a ambientes reservados a fetiches me assustava e, ao mesmo tempo, me dava um prazer surreal. Nesses espaços, submissa, sendo possuída por um estranho que Edy concedia para o ato, meu orgasmo era ofuscado durante a transa. Edy fazia narrativas de suas próprias aventuras, de momentos com os quais eu dizia não me importar. O convidado de Edy se realizava, gozava e saía. Edy olhava nos meus olhos e dizia, na cara:
"- É assim que os homens das suas aventuras fizeram com você... te usaram e te esqueceram."


Usava palavras duras, induzia ao arrependimento. Eu ouvia calada, engolia qualquer possibilidade de choro.

Comecei a ter medo de perder Edy por causa das minhas aventuras irresponsáveis, da falta de confiança, do risco de me apaixonar por outra pessoa. Eu não tinha palavra diante do que prometi.
Edy, insistente, falava sobre eu beijar outro homem, fazer sexo anal... Era um porre escutar, e, ao mesmo tempo, quando eu fingia ignorar, o clima voltava a esquentar. Sei que prometi  e não cumpri.

E ainda havia muita coisa para acontecer...

. . .  incertezas, pontas soltas e algo mais .


Ref.: 1996 #0025

(*) FOTOS DA INTERNET - IMAGENS PARA MERA ILUSTRAÇÃO - FONTE INTERNET

PAI É QUEM CRIA

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