CADELINHA DE EDY
A Japa Zaroia agora trabalha comigo. Por tudo que aconteceu no passado, eu sentia uma raiva extrema dela. No entanto, devo admitir: como profissional, é uma excelente pessoa.
Certa noite, na casa de Edy, ele me confrontou sobre oficializarmos nossa união. Estava cansado de ver meus pais nos julgando, seja pela diferença de idade, seja por verem a filha deles como uma "puta". Por Edy, já estaríamos morando juntos há tempos. Então, num impulso, entrei determinada em casa e anunciei minha decisão aos meus pais. As brigas começaram, fui taxada de "puta" , Edy de aproveitador e acabou sendo tema de sessões com a psicóloga. Em uma delas, ela pediu que Edy comparecesse sozinho para conversar. Ele aceitou, mas fez questão de marcar no último horário dela.
No dia seguinte quis saber de Edy o que aconteceu, e a reposta foi irônica em tom de brincadeira
"- Confidencial, sigilo paciente e Dra." , acompanhado de risos e olhar cafajeste.
Fiquei tranquila quanto ao assunto nem tão curiosa, e no dia a dia compreendi o verdadeiro sentido das frases: “A vingança tarda, mas não falha” e “A vingança é um prato que se come frio”.
Sim, o sentido das frases vieram em certa noite que saímos com a Japa Zaroia, e Edy me chamou à atenção. Citava que era hora de amadurecer e deixar de ser criança, ouvir isso me magoou profundamente. Pior ainda veio após umas brincadeiras intimas que realizei com Osni, um novo participante nos encontros, comentário broxante ouvir dele que eu não sabia transar, me comparou como “égua barranqueira”, uma mulher passiva, servia somente para ficar de quatro e receber rola. A Japa Zaroia observava de cabeça baixa e Edy explicava aquilo com ironia, como um termo popular... mas isso me abalava e segundo Edy é um termo usado pelos homens de interior / sitio que pegavam animais para se iniciar sexualmente ou saciar o tesão, comentava.
Mesmo com Edy reafirmando que gostava do meu jeito, que eu deveria ser eu mesma, aquilo minava minha segurança. Eu era chorona na época, e quando as coisas não saíam como eu queria, ainda mais me sentindo humilhada diante daquela zaroia da Japa. Edy me chamava de “mimadinha”, era o jeito dele de me sacudir para o mundo.
Houveram momentos marcantes, após duas sessões seguintes à ida de Edy ao consultório, tive alta. A clínica foi encerrada, e a Dra. Silvana se mudou para o interior (relatarei isso em outra publicação).
Edy, nesse ponto, já havia me adestrado a outros níveis para experiências mais ousadas. Submissa, passei a frequentar ambientes que jamais imaginaria na minha cabeça ingênua. Numa das noites, encontramos a Japa Zaroia acompanhada de um loiro gostoso chamado Felix. Confesso que fiquei toda molhada só de vê-lo. Não consegui disfarçar meu interesse, e foi nesse instante que a Japa devolveu, com estilo, o chifre que levou. Admito que mereci, fui muito burra, cai um uma grande cilada ocasional.
Edy percebeu meu desejo e abriu todas as oportunidades que eu desejava. Conversamos, nos apresentamos, e os quatro fomos para um motel. Meu tesão por Felix falava muito alto, ignorando a Japa Zaroia e Edy, e por ter consentido achava que estava podendo tudo, até beija-lo na boca, beijos molhados, ardentes que proporcionava orgasmos, fui para o banho com Felix, lá era possuída por aquele macho gostoso e entre beijos, no banho me pôs de joelhos e me fez chupar seu pau, a empolgação era tanta que senti aquele pau curvado quase entrar em minha garganta.
Edy a e Japa estavam prontos, vestidos, a Japa ironizava que hoje o corno do Matheus sentira no paladar o gosto de macho que a mulher dele saciou e com um sorriso de maldade, Saímos do motel, Edy saiu com a Japa para a casa dela, Felix me levou para minha casa e no retorno buscava satisfações de me julgar assim de "Cadelinha do Edy", Felix me advertia de algumas regras básicas que envolvem Edy, me dizia que o respeita e achou estúpida a idéia de beijar sabendo de particularidades com essa.
Advertia-me que Edy não beija outra mulher por estar comprometido e afirmava que eu mesma tinha cavado o problema e que era para eu mesma resolver com estilo e elegância. Nossa eu era muito lerda, egoísta e ingênua para compreender, a experiência de Edy e demais participantes me fazia uma caloura em trote de faculdade.
Não havia motivos para lágrimas e fraqueza, o reencontrando com Edy no dia seguinte, tomei a iniciativa de me desculpar com ele, não queria saber o que houve depois que saiu e o recado estava dado, prometia que ia melhorar, só pedia um tempo para assimilar as coisas, nossa relação pegava fogo com o diálogo franco e aberto. Edy me elogiou pelo amadurecimento, rápida ação de contornar e o mais importante, sem brigas.
Confidenciei a Edy o que ocorreu quando o vi beijando a Japa e ao gozo entre outras sensações relatadas acima. Edy ouviu tudo e depois pegou duas caixas de presente, uma delas uma coleira, em outra um colar bem elaborado, a cara de Edy com sorriso cafajeste, aquele sorriso que amo muito estampado de alegria.
"- O colar tem o mesmo significado da coleira." - citava Edy em tom suave, quase sussurrando.
"- Agora você é minha cadelinha. Cadelinha que tem dono."
O significado prático comecei a compreender em novas saídas, novas experiências, um prazer que ao chegar final de semana, já aguardava por intensos prazeres. Voltamos a sair outras vezes com Mônica e Regis, e a cada encontro o prazer extrapolava os limites. Em breve, relatarei algumas dessas ousadias.
Ref.: 1996 #0019
(*) FOTOS DA INTERNET - IMAGENS PARA MERA ILUSTRAÇÃO - FONTE INTERNET









