segunda-feira, 21 de julho de 2025

20 DIAS 20 NOITES - 20 dias de Edna

20 DIAS 20 NOITES

Esse tópico do relato aconteceu há muito tempo, por isso não é possível recordar 100% dos detalhes. Eu e Edy conversamos muito sobre esse período; é claro que hoje enxergamos tudo por outro ponto de vista, inclusive rimos dessas lembranças.

Na época, porém, foi como esticar uma corda já tensionada, correndo o risco real de romper a relação com Edy. Darei início aos vinte dias de Edna, é o período em que estive mais ativa. Não participava à noite por conta das restrições impostas pelos meus pais. Edy escreverá a parte referente às vinte noites, já que passava a manhã em treinamento, então os relatos dele se concentram no período pós-treino. Esses vinte dias foram um verdadeiro esfregão na minha cara, como se a vida estivesse tentando me acordar da ingenuidade.


Tudo o que Edy me orientava, eu, teimosa, fazia questão de contrariar. Queria fazer do meu jeito.


20 dias de Edna
Foram vinte dias de ausência. Vinte dias sem Edy. Um sumiço que ardia sob a pele como febre. Me sentia num buraco fundo, abafado, escuro. Tudo o que tinha acontecido recentemente parecia ainda mais cruel em sua ausência. E naquela época não havia essa facilidade de chamadas, mensagens ou vídeo.

O silêncio doía como se me engolisse por dentro, a  primeira semana demorou a passar como um ano letárgico. A abstinência sexual batia forte. o corpo clamava por ele, pelo toque, pela presença, pela sacanagem suada que sempre nos incendiava. Minha libido estava em erupção, o desejo fazia meus seios latejarem e meus pensamentos rodopiarem em espirais indecentes. Meu humor oscilava entre o surto e o choro e uma daquelas madrugadas em que a insônia dominava e a solidão parecia gritar dentro de mim, cedi.

Me afundei nos lençóis, sentindo a umidade já pulsante entre as pernas. O calor subia pelo meu corpo como fogo líquido, minhas mãos tremiam de tanto desejo acumulado. 


De olhos fechados, imaginei Edy me prendendo contra a parede, sua respiração quente no meu ouvido, seus dedos em mim como se fossem meus. Recordações de aventuras paralelas se misturavam entre desejos, fantasias e algo mais....


... afundei os dedos na minha boceta molhada, um gemido escapou da minha boca. Gemia como uma cadela no cio, dedilhando com fúria, deslizando os dedos com velocidade crescente. Meus quadris se moviam sozinhos, implorando por mais. Desejando gozar muito, queria gozar, queria libertar tudo o que me ardia por dentro. O momento foi brutalmente interrompido, a luz do quarto se acendeu com violência, e a porta se escancarou com um estalo.


! ! ! ! Meus pais !!!!
Sim, meus pais ali na porta, me encarando. Eu, nua , com dois dedos enterrados no meio das pernas, os olhos virados, a boca entreaberta de prazer. O constrangimento foi imediato e cruel. Gritei, puxei o lençol, mas era tarde demais, minha mãe soltou um grito de horror, meu pai ficou pálido, depois vermelho. Me senti como uma criminosa, as broncas vieram como tiros, me chamaram de imoral, de sem-vergonha, de tudo que pais conservadores são programados para despejar diante da sexualidade da filha.



Chorei,  chorei como nunca, não era apenas vergonha, era humilhação, era o peso do julgamento, o medo, a raiva, a impotência. Dias depois, eles me empurraram para o consultório de uma terapeuta, tentativa frustrada de “me consertar”.



A mulher parecia uma cópia fria da minha mãe, dizia coisas como "o que está sentindo é hormonal" e "precisa se dar mais valor". Não ouvi uma única palavra de acolhimento, saia de lá mais irritada do que entrei, a tensão só aumentava. Minha menstruação atrasou, e um pavor ainda maior se instalou. Grávida? E agora? Não tinha com quem conversar, com meus pais era impossível, foi então que recorri à minha tia, a única pessoa com quem eu ainda conseguia respirar. Liguei chorando, ela veio, me abraçou, me ouviu, me deu bronca, sim, mas foi a primeira a entender minha dor sem me julgar por completo.

Ela me levou ao ginecologista, e  gravidez descartada, porém um outro diagnóstico me abalou: uma infecção. O médico explicou que poderia ser resultado de penetração anal seguida de penetração vaginal sem higienização ou uma eventual contaminação. Não lembro o nome da bactéria, só sei que o susto me rasgou. Era nojento, era doloroso, era... desesperador. Injeções, antibióticos, medo e Edy... como eu explicaria isso para ele? Tão metódico, tão sistemático, minha tia tentou me acalmar.

Disse que ela mesma teria essa conversa com ele, eu só conseguia imaginar o julgamento nos olhos dele, mais uma vergonha, mais um peso, mais um medo. No trabalho, eu estava uma merda, desatenta e  instável. O RH me chamou para conversar, me perguntaram por que eu andava chorando pelos cantos e eu justificava que eram problemas em família e que estaria melhorando meu comportamento. No dia seguinte, descobri que Matheus, o cara com quem já tinha me envolvido, tinha se desligado da empresa.

Ninguém sabia dizer exatamente o motivo e as fofocas começaram. A rádio peão que deixava qualquer um paranóico comentava desde novo emprego a problemas com envolvimento intimo, e eu, frágil, sem chão, já me sentia como a próxima a ser chutada. Edy  sempre me alertava que eu  era paranoia, que eu dramatizava tudo e  precisava amadurecer.

Wagner apareceu um dia na empresa em horário de almoço, percebeu meu estado, conversamos pouco e no final do expediente, estava na porta da empresa. Insistiu pra gente conversar, eu resisti inicialmente, mas fui. Precisava despejar aquilo tudo em alguém. E ele ouviu. Sem tentar me levar pra cama, sem tirar proveito da minha fragilidade, me senti respeitada, e surpresa. Porque, naquele momento, não esperava mais nada decente de homem nenhum, cheguei em casa exausta, e lá estava Matheus, sentado na sala com meus pais.

Conversa mole, ar de quem queria causar, fui grossa e meus pais me repreenderam. Nos isolamos saindo para rua, ele despejou um monte de coisas sobre Edy. Acusações, distorções, raiva, dsse que Edy não era quem eu pensava, que eu estava sendo traída, enganada, feita de trouxa. Minha cabeça rodou e surtei, dei um tapa na cara dele, chamei de frouxo, de infantil, de covarde. Ele revidou com palavras ainda piores, me chamou de burra, de fraca, de chifruda. Eu estava por um fio, a insegurança me corroía por dentro.


Dormia mal, acordava com o peito apertado, as crises de ansiedade se intensificaram. A psicóloga, não me ajudava, sempre era eu o problema e não sabia resolve-los, parecia que eu estava sendo julgada de novo, só que de jaleco. A cada dia, Edy se aproximava de voltar, tinha que sobreviver a esse inferno astral, me enganava que era uma fase. Eu já não sabia quem era Edy, o que realmente ele fazia, o que escondia. Matheus, mesmo babaca, plantou dúvidas que cresciam feito erva daninha, minha tia, tentando me acalmar, dizia pra eu esperar, conversar, dar um voto de confiança, ela riu quando contei algumas das histórias que Matheus falou.
"- Você é muito inocente", ela disse.
"- Inocente, como?"
"- Sabe de nada."

E aquele sorriso irônico dela ficou martelando na minha cabeça por dias. A tal “Japa zaroia”, aquela vaca que eu imaginava esfregando o rabo em Edy, não tinha ido ao Rio Grande do Sul, nem Mônica. Era tudo papo furado, e minha raiva de Matheus cresceu, fofoqueiro linguarudo e sem noção. Os últimos dias antes do retorno de Edy foram de pura exaustão. No trabalho, a nova equipe me acolhia melhor, surgiram até olhares diferentes.



Mas eu me mantinha neutra, distante. Estava cansada demais pra mais uma dor de cabeça. Em casa, eu não tinha mais privacidade, a masturbação virou um luxo arriscado, eu mal conseguia pensar em gozo, meu tesão era sabotado pela vigilância, pela culpa, pelo medo. Meus sonhos se misturavam com muitas sacanagens nem realizadas, somente imaginadas.


Sonhava com  Edy, com os gemidos abafados, a cara de cafajeste e seu jeito único com os olhos dele me devorando. Com aquela maneira firme de me segurar pelos cabelos e dizer:

"- Agora você é só minha."

E talvez... ainda fosse.


Ref.: 1995 #0016
(*) FOTOS DA INTERNET - IMAGENS PARA MERA ILUSTRAÇÃO - FONTE INTERNET

segunda-feira, 30 de junho de 2025

AS MÁSCARAS CAEM: "VERDADES, CASTIGOS E CICATRIZES"

AS MÁSCARAS CAEM: "VERDADES, CASTIGOS E CICATRIZES"


O dia seguinte foi como virar a página depois de tudo o que aconteceu. Para Edy, nem tanto, com seu olhar de águia, ele percebia mentiras nas expressões das pessoas, inclusive na minha.

Minha preocupação era com Matheus e Regis, como se comportariam diante da confidencialidade da situação? Como nossos horários eram diferentes, eu só encontrava Edy durante o almoço. Mas dar uma escapada para namorar já não era mais prioridade para ele. Estava me dando um gelo enorme.

Eu insistia, sabia do meu erro, mas jamais iria assumi-lo. Preferia varrer para debaixo do tapete. Nessas tentativas de aproximação, acabamos indo para a casa dele. Mas os beijos já não eram ardentes; pareciam uma obrigação. Esse comportamento me irritava profundamente, eu o desejava com intensidade, mas não era correspondida.

Combinado ou não, Wagner apareceu na casa do Edy. Pediu desculpas, disse que não sabia que estava atrapalhando. Edy, no entanto, pediu que ele entrasse, dizendo que não estava atrapalhando em nada.

Fiquei puta da vida e, sem rodeios, disparei na cara de Wagner:
"- Seu amigo anda frouxo. Quem sabe você chegou na hora certa e sacia meu fogo."

Eles se entreolharam, eu provocante, comecei a me despir. Oferecida, fui para o banho  e logo estaria de volta. Deixando-os na sala, fui até o banheiro e não demorou muito  Wagner apareceu, me acompanhando.

"-Você é doida?"  ele perguntou.

"-Seu amigo é um frouxo. Eu quero gozar, ele quer chifre. Pois bem, ele terá."
Saí do banho birrenta e fiquei à espera. Fiz questão de caminhar até a sala completamente nua, encarando a expressão carrancuda de Edy, com um bico enorme nos lábios.

"-Sua última chance: ou você vem e faz seu papel de homem, ou fica como corno."


Eu estava esticando a paciência dele e algo mais. Jogando com a sorte, Wagner veio até mim e, antes de tudo, pediu autorização a Edy, que respondeu friamente:

"- A buceta é dela. Ela faz o que achar melhor."

Aquilo me incendiou, me ajoelhei e caí de boca no pau de Wagner, fazendo de tudo ali mesmo, na frente de Edy. Beijei-o, gozei com a língua dele em minha buceta, sentindo seu bigode roçar a pele. Depois, fui fodida com desejo, com vontade. Edy permanecia sentado, vestido, observando friamente. Eu o provocava, chamando com gestos, insinuando um "corno manso". Discretamente, Edy me mostrou o dedo do meio. Ignorei, ele era frio, imóvel diante da cena de sua mulher sendo fodida pelo melhor amigo.


Concedi a Wagner tudo aquilo que Edy me proibira, inclusive gozar dentro de mim. E ele gozou, fui abusada ardentemente, envolta em pensamentos insanos, prazerosos, até perder o fôlego nos orgasmos, no calor do leite quente jorrado dentro da minha buceta. Fiz questão de chupar o pau de Wagner depois, limpá-lo com a língua e, em seguida, me vestir sem tomar banho. Queria continuar sentindo a essência de uma tarde de prazer.


Edy, impassível, apenas pediu a Wagner que me levasse embora. Eu queria que fosse ele, mas foi Wagner quem me pegou pelo braço e me conduziu até o carro. No trajeto, entre broncas e elogios, mais elogios do que broncas , ele disse:

"-Garota, ou você dobrou o homem, ou tá ferrada. Nunca vi tanta frieza dele com alguém que ama."

Eu ria com Wagner, pedindo para ele voltar no dia seguinte. Queria esticar ainda mais a paciência de Edy. Wagner insistia para que eu conversasse com ele, fizesse as pazes, me abrisse:

"-Você não conhece o Edy. Não sabe do que ele é capaz como represália aos seus atos. Se casa logo com ele... Prometo que vou comer os dois e saciar seus desejos." insistia Wagner com fala preocupada

De volta à minha casa, nua no meu espaço, cheirei minha calcinha suja da porra do comedor. Lambi o tecido, revivendo o prazer, me masturbei deitada na cama, depois no banho, e retornei à sala, destruída. Sentia-me uma ninfomaníaca. Assistia à TV, mas meu desejo era estar transando, na cama, no quarto, dormindo depois de gozar, minha buceta escorria o leite aumentando meu tesão.  Meus sonhos eram ousados, insanos, acordava molhada, me masturbava no meio da noite só para conseguir dormir melhor.


No dia seguinte, encontrei sobre minha mesa a chave da casa do Edy dentro de um envelope. Um bilhete curto dizia: “Estou em viagem a trabalho, volto amanhã” , seco, sem beijo, sem carinho, sem nada.

Na saída do trabalho, Wagner me buscou, fomos para a casa do Edy. Wagner estava mais ousado que o normal, além do sexo oral, que com aquele bigode me causava arrepios e me levava ao delírio, ele passou a me chupar o cu com um desejo voraz. Eu mal percebi seu pau entrando, tamanha era a excitação. Ele falava coisas sujas, me chamava de “putinha gostosa” e pedia que eu chamasse o Edy de corno. No começo, me senti estranha, com tanta insistência, depois que falei a primeira vez, aquilo foi saindo com mais naturalidade.

"-Edy , você é um corno !!" ofegante repetia, "- Toma seu corno !!"


Depois do anal, Wagner pediu uma pausa, foi se higienizar e logo voltou. Dessa vez, me pegou de frente, socando fundo, chupando meus mamilos com desejos e vontade, me preenchendo por completo. Voltei para casa com as pernas bambas.

No caminho, desabafei com Wagner, disse que precisava sair de casa. Meus pais controlavam meus horários e limitavam minha liberdade. Avaliei a sugestão e quero sim casar com o Edy, mas eles não o aceitam nem como namorado, fingem tolerar, mas só da boca pra fora, imagine então casando...


No meu canto, me dividia entre o desejo e o prazer, misturados ao choro da carência, pela falta do Edy. Isso me deixava maluca, era uma mistura confusa de realização e arrependimento.




Fim de semana chegando, sexta-feira...

Na esperança de que Edy estivesse menos frio, ele me pega na saída do trabalho no final da tarde e comenta:
"-Vamos a um barzinho no Riacho Grande. Tô com vontade de comer um peixe e tirar o estresse."
Como de costume, inventei em casa alguma desculpa, uma reunião da empresa,  sentia-me como se pedisse permissão a um agente condicional. [risos]



No barzinho, Edy pede uma mesa para quatro. Na hora, pensei: Será que vamos conhecer novos casais? Ficamos jogando conversa fora. Edy me atualiza sobre mudanças na empresa e até adianta a conversa sobre minha promoção, aquilo me deixou feliz. Até que, de repente, chegam Matheus e a Japa zarolha. Argh... me dava nojo só de olhar aquela mulher. Mais ainda quando ela sentou-se ao lado de Edy, toda oferecida, e Matheus ficou ao meu lado, um capacho, outra pessoa completamente.

A bomba caiu quando a Japa puxou uma corrente de pescoço da bolsa e a colocou sobre a mesa. Para complicar, eu estava usando os brincos que faziam parte do conjunto.

"- Acho que isso é seu, né?!"  disse ela, encarando-me.

Perdi a voz. Pensava em alguma desculpa.

"- Não pensa muito não, querida."  retrucou ela com desdém.

Ela então mostrou um papel toalha com fios de cabelo meus. A filha da puta tinha pegado no ralo do banheiro, da vez em que estive na casa de Matheus. Ela vasculhou tudo, juntando provas da traição que demos nela.

"- O objetivo aqui é simples... " , falava com voz calma, enquanto Edy permanecia em silêncio, me encarando friamente.
"- Quero ouvir de você o que realmente aconteceu. Quantas vezes ocorreu. Já tenho a confissão do frouxo aí do seu lado, tenho a versão do corno aqui comigo. Só falta a confirmação para a  cornuda que tá na sua frente."

Ela falava com frieza, com um olhar impossível de descrever. Eu queria chorar, tremia sem saber o que dizer. Edy me passava mais caipirinha, sabia que eu acabaria falando tudo com álcool na cabeça. E aos poucos fui contando, desde como saí da casa até os encontros com Matheus.

A Japa insistia: "- Quero ouvir de novo, tudo desde o começo." Dizia que não faria escândalo, só queria a verdade. Em Matheus, as lágrimas escorriam,  Edy e a Japa apenas escutavam. Quando terminei, os dois se levantaram, ela cochichou algo no ouvido dele. Edy foi embora sem sequer me olhar, fiquei sozinha com os dois.

A Japa mandou que eu permanecesse sentada, pediu a conta e saímos nós três. No carro, ela ordenou que Matheus fosse para um motel. Sua voz era calma, serena, sem emoção, e eu estava assustada.

Dentro da garagem do motel, mandou deixarmos bolsas e carteiras no carro , só o corpo deveria entrar.

"- Bem, a cornuda aqui está concedendo ao casal o prazer de transarem na minha frente. Portanto, hoje não sou corna, sou adepta de relação aberta. Vamos nos animar."

Com aquela alegria fria de oriental ela foi se despindo, ficando apenas de sutiã e calcinha. Matheus permanecia mudo, um completo pau mandado. Pedi para tomar banho, tentando ganhar tempo,  a Japa logo me repreendeu:

"- Anda logo, não tenho a noite toda aqui."

Voltei enrolada na toalha, assustada, sem conseguir pensar. Ela ordenou que transássemos na frente dela. O pau de Matheus nem levantava, e meu tesão estava mais seco que um deserto.

"- Quer dizer que meter chifre dá mais tesão do que uma relação aberta?"  dizia suavemente, caminhando em nossa direção.

Do nada, levei um tapa na cara. A Japa esfregava a aliança de noivado no meu rosto:
"- Sua piveta, aprendiz de puta! Se vira e faz o pau desse corno subir! Ou quer apanhar mais?"


Comecei a chupar o pau de Matheus, que logo em seguida também levou um tapa, nem consegui ouvir o que ela disse, depois de um tempo, o pau dele começou a endurecer. A Japa me puxou pelos cabelos, esfregando a buceta no meu rosto, ordenando que eu a chupasse. Foi nojento, não havia conexão, voltei a levar tapas e ser humilhada. Ela jogou uma camisinha para Matheus e mandou ele colocá-la.


Com o vocabulário mais baixo, ela dominava a cena:
"- Vem, seu puto! Vem fuder sua noiva! Mostra pra essa biscate como você transa comigo!"

A cena era bizarra, Matheus estava travado, mecânico. Logo ela o mandou sair de cima e ordenou que tirasse a camisinha e transasse comigo.
"- Vai, putinha! Realiza esse projeto de homem aí... "  outro tapa na cara . "- Sem choro, vadia!"



O pior veio quando ela ameaçou chamar meus pais para me buscar no motel:
"-  Ou vocês fazem o que faziam pelas minhas costas, ou eu pioro o que já está ruim. Querem arriscar?"

Matheus, sob pressão, começou a me penetrar. Eu não tinha cabeça para sexo. A Japa despejava sua raiva mais em mim do que nele.
"- Sua biscate! Não sabe que mexer com homem comprometido tem seus riscos? " mais tapas, puxões de cabelo.

"- Macho por instinto vai à caça, ele tem culpa, mas você tem mais ainda!", "- Já imaginou se eu pegasse de novo aquele pau gostoso que seu namorado tem?"

Aquilo me subiu o sangue, queria pular no pescoço dela. Matheus me segurou e sussurrou:
"- Você não conhece o Edy... se acalma."

Era humilhação atrás de humilhação.
"-  Seu frouxo! O que você viu nessa biscate pra arriscar tudo? Fala, seu puto!" , Ela agora gritava, e do nada, tomei dois tapas na boca. Meus lábios incharam.

O silêncio tomou conta, o tempo não passava, eu preocupada com a hora, sem coragem de falar,  A Japa me puxou pelos cabelos e me levou até a mesa do quarto. Sentou-se e perguntou:
"- O que você achou de interessante no meu noivo? Vale a pena trocar o Edy por ele?"

Eu não disse nada. Só pensava em chegar em casa.  Ela me deu uma sequência de tapas, me esculhambou verbalmente.
"- Sinceramente, não sei como resolver essa mágoa que tenho de vocês dois. Chifre trocado é pouco..."



A noite foi longa, cansativa, e a Japa se mantinha firme com pose, com autoridade. Eram cinco da manhã quando ela decidiu sair do motel. Matheus dirigia sob suas ordens, fechava a conta e me levava até minha casa, como ela havia mandado. Eu estava aflita, assustada, um caco, aparência de lixo. Rezava para que todos ainda estivessem dormindo. Chegando ao portão, minha mãe já nos aguardava, com aquela cara de desespero. A Japa ordenou que Matheus saísse do carro, e ela veio logo atrás, quebrando o gelo ao vê-la com ele. Eu saí toda acabada do banco de trás. A Japa se apresentou de forma firme, deixando claro que era noiva de Matheus. Minha mãe, desconcertada, pediu que entrassem, um mico total. A Japa antecipou os fatos, pedindo desculpas pelo horário, minha mãe falava mal de mim e do Edy. Ah, mas a Japa... superou tudo e ainda salvou a pele dele:

"- Nossa, o que o Edy tem a ver com isso? Nem estava com a gente, passou a noite trabalhando" ironizou e completou ....
"- Coisas de sogra... tô acostumada"  disse, desmontando minha mãe, que ficou sem graça.

A chapa já estava fervendo. A Japa perguntou para quando estava marcado o casamento. Minha mãe, surpresa, olhou enquanto servia o café, e, mais uma vez, colocava Edy no altar:

"- Não pode perder um partidão de homem como aquele. Se sair da fila, tem várias interessadas..." e me encarava.

Minha mãe então interrompeu a conversa e perguntou onde me machuquei tanto, toda marcada... se eu tinha apanhado de alguém. Nisso, meu pai entrou na cozinha, se assustou ao ver meu rosto, ficou bravo. Tentamos acalmá-lo.

A Japa se pronunciou:
"- Uma garota se incomodou com o namorado olhando pra ela. Achou que estava dando em cima e veio tirar satisfação. Mas a gente só estava conversando, comemorando... Deve ser uma ciumenta, né?

Matheus mal falava. Minha mãe o observava com desconfiança. A Japa me encarava e narrava tudo sem me deixar abrir a boca , só me complicava. Agradeceu pelo café, tirou uma quantia em dinheiro e me entregou, não me lembro o valor, só perguntei do que se tratava.


"- Pelos serviços prestados." disse com ironia, insinuando, sem pudor, que eu era uma prostituta.

Recusei o dinheiro, mas ela o colocou nas mãos da minha mãe.
"- Cuide bem dela". disse, virando as costas e saindo.

Em casa, minha mãe me “descascava”, dizia que eu estava aprontando, me acusava de estar dando uma de galinha. E o seu namorado, sabe de algo? No meu quarto, chorei durante o banho. Lembrava do susto, da humilhação, fiquei com medo. Nem sabia como encarar o Edy, ele devia estar furioso comigo. Dormi direto, sem nem perceber o tempo passar.

Acordei com ele já na sala, estava assustado ao me ver naquele estado. Me abraçou, eu o apertei forte, buscando dengo, carinho. Aceitei sair com ele, prometi voltar logo, pois ele também estava cansado. Pegamos algo para comer e fomos à sua casa.

Contei tudo o que havia acontecido, sabia que não o merecia, admiti que era imatura, que não tinha estrutura pra estar ao lado dele. Mas Edy me amparou, ao mesmo tempo em que me acariciava com palavras doces, usava uma luva de pelica para me esbofetear com verdades. Era carinho e castigo.

Em meio à trégua, começou o clima. Edy me seduzia, me desejava, seus beijos ardentes curavam, em parte, as marcas daquela noite. Sua pegada selvagem revelava o quanto me queria. Me possuiu com ferocidade, sentia seu pau parar na minha garganta a cada estocada. Gozei do jeito que gosto, ele me segurava pelos cabelos, pedia pra abrir a bunda. Eu gelava quando ele salivava no meu rego.

"- Não... não... com saliva anal, não!"  implorei, mas já era tarde.

Me contive. Doeu demais sentir aquele cabeção entrando. Em seguida, Edy sussurrou ao meu ouvido:
"- Agora você é uma puta, a minha puta. Já recebeu um aviso, uma oportunidade. Não me decepcione novamente querendo ser vagabunda, galinha e vadia...

Aquilo me magoou profundamente.
Aquela pegada era cheia de recados, amor e mágoa misturados. Me posicionei como puta, a puta de Edy, saciando e servindo os desejos que antes restringi a Edy. Fui currada como uma qualquer, era prazer e humilhação ao mesmo tempo, fui usada  até Edy se satisfazer por completo. Sentia o leite quente tomando conta dentro de mim, demorava a me soltar, me desejava mais . . . 

Esperei ele ir pro banho, levantei-me, dolorida, ardendo, não queria que me visse fraca. Nesse dia, voltamos antes do esperado. No caminho, pedi mil desculpas. Edy disse que se controlou pra não me dar uma surra, ficou muito chateado com que aprontei. Disse que não era do seu feitio, mas que, se fosse por chifre, eu merecia. Afirmou que um dia eu também sentiria uma galha, e que seria sem aviso, não era mais ameaça, era fato premeditado.

No domingo, Edy partiu para o Rio Grande do Sul a trabalho, junto com o Regis. No aeroporto, após o embarque, me aproximei muito de Mônica. Voltamos de carona juntas, paramos no shopping. Ingênua, eu estava ali confraternizando com a mulher com quem transei o namorado.

Nada foi comentado sobre a noite, conversa de mulher pra mulher. Ela sugeriu que fôssemos a Gramado na última semana de viagem dos nossos namorados, uma surpresa. Eu amaria, mas meus pais não permitiriam, dei uma desculpa, mas ela insistia. 

"- Vou aguardar sua confirmação. Caso mude de ideia... tenho tantos planos e desejos se estivermos juntas..."

Cheguei em casa com o fantasma da Japa ainda me assombrando. À noite, em meu reduto, vieram as reflexões, arrependimento pelas besteiras, os chifres que dei no Edy sem ele merecer.  Tudo pelo egoísmo e prazeres. O medo de levar outra surra, pensamentos que me aterrorizavam. Peguei no sono com o corpo ainda ardendo da pegada de Edy, sentia os tapas da Japa, queria bater no Matheus por ser um frouxo. Assim adormeci embalada por prazeres misturados com culpa.


Ref.: 1995 #0015
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PAI É QUEM CRIA

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