terça-feira, 24 de março de 2026

DIGA COM QUEM ANDAS...

Entrar em casa depois de uma aventura de prazeres e dar de cara com Edy, sentado na sala ao lado da minha família, me congelou por completo.

Foi aquele tipo de congelamento que denuncia, o rosto fala antes de qualquer palavra, escancara que você estava exatamente onde não deveria. Minha vontade era mandar todo mundo embora dali, varrer aquela cena da minha frente. Ao mesmo tempo, eu precisava manter a compostura e honrar minha palavra com o Dr. Gato para a próxima consulta.

Vesti uma expressão neutra, quase insolente. Com a maior naturalidade possível, pedi que aguardassem, disse que já voltava e fui direto para o quarto. Tomei um banho tentando organizar os pensamentos, mas era inútil: tudo voltava àquela consulta ousada. Ainda sentia o gosto dele na minha boca. Meus pensamentos, soltos e quentes, foram interrompidos pela batida na porta, minha tia entrou sem esperar resposta.


Ela começou a falar sem rodeios. Contou toda a articulação que fez para que aceitassem Edy e para que ficássemos juntos. Esperava entusiasmo da minha parte, não encontrou. Meu silêncio a incomodou.

-"O que está acontecendo com você?"

Respondi de forma superficial, dizendo que estava saindo com alguém, um peguete,  uma mentira dita com uma naturalidade que até me surpreendeu. Nem consegui concluir. Ela me cortou, desmontando qualquer tentativa de simplificar a situação.


Não fazia ideia da proporção que aquilo tinha tomado.

Segundo ela, eu estava “falada” no bairro. A nova “galinha”. Citava nomes tipo Cidinha, Maria,  histórias que eu nem sabia que tinham se espalhado. Falava da preocupação dos meus pais, do peso dos comentários. Perguntou, ainda, se eu estava andando com uma tal de Carla. Nem sabia quem era.

A conversa foi interrompida pela voz do meu pai chamando da sala, impaciente com a demora. Estranhei ele ter se afastado, deixando minha mãe sozinha com Edy.

Na sala, todos reunidos, meu pai tomou a palavra. Falava com cautela, mas cada frase vinha carregada de intenção. Comentava sobre o que andava acontecendo no bairro, sobre meninas ficando mal faladas… e, com um olhar direto para mim, reforçava a importância de saber com quem se anda.

Sem rodeios, perguntou se nós realmente queríamos um namoro sério.

Defendeu minha imagem, disse que eu não era “mulher rodada”. Sorri por dentro, quase ri alto. Impôs condições: se fosse algo sério, que não se arrastasse por anos. Nada de namoro longo, no máximo dois anos. Depois disso, união.

Por dentro, eu vibrava. O consentimento da família me excitava de uma forma quase indecente. Edy sorria, com aquele ar de cafajeste que me desarmava completamente. Meu lado mais instintivo despertava, meu corpo respondia, quente, pulsante.

O horário avançava. Meu pai encerrou a conversa, praticamente me empurrando para me despedir de Edy.

Na garagem, longe dos olhares, não me contive. Beijei-o com intensidade, deixando a mão deslizar até o volume que endureceu imediatamente sob meus dedos. Sussurrei no ouvido dele o quanto aquilo tudo me deixava feliz. Ele respondeu da mesma forma, palavras baixas, sorriso satisfeito.

Ao voltar para dentro, indo em direção ao quarto, encontrei minha mãe e minha tia com uma guia médica nas mãos.

-"Por que você não vai mais ao ginecologista da família?"

-"Não quero ninguém interferindo no que faço ou deixo de fazer ." respondi seca, quase agressiva.

-"Eu vou acompanhar você..."

-"Quem vai comigo é o Edy. Meu futuro marido"  interrompi, firme.

O silêncio que se seguiu foi quase palpável.

Minha mãe me olhou, espantada. Minha tia olhou para ela, depois para mim, e abriu um sorriso contido, orgulhoso. Minha mãe saiu do quarto sem dizer mais nada. Minha tia, ao contrário, me aplaudia com gestos discretos, visivelmente satisfeita.

Naquele instante, senti algo mudar dentro de mim. Como se estivesse, finalmente, tomando as rédeas da minha própria vida.

No dia seguinte, fui trabalhar radiante. A mudança era visível, leve, elétrica. Segui as recomendações de Edy: ignorei qualquer possível problema no trabalho. Nada importava mais do que o almoço que tinha marcado com ele.

Mal via a hora de reencontrá-lo.

Conversávamos sobre planos, futuro, próximos passos. Eu estava envolvida, quase boba de felicidade. Mas havia algo diferente. Edy ainda era aquele homem provocante, confiante…

...mas não demonstrava o mesmo desejo de antes.

Foi então que Antônio e Noeli passaram por nós.

-"Tá sumido, “Lobo Mau”. Deixou saudades lá em casa." disse Noeli, rindo e cutucando Edy, sendo contida por Antônio.

-"Fiquei curiosa!!"  comentei, observando.

-"Besteira dela."  cortou Antônio rapidamente.

Deixei passar, mas aquilo ficou martelando. Marcamos de sair no fim de semana. E, sim… minha curiosidade só aumentava.

A primeira vez com Edy depois desse intervalo foi… frustrante.

O beijo não tinha a mesma intensidade. A pegada estava frouxa, desconectada. A tensão cresceu rápido e acabou em discussão. Ele reverteu a situação de forma abrupta, me calou com beijos fortes, reacendeu o corpo com uma pegada firme… mas não gozou.

Aquilo me irritou profundamente.

-"O que está acontecendo?"  exigi.

Ele não rodeou.

-"Você foi muito promíscua na minha ausência. Quero um check-up completo."

Senti meu sangue ferver.

-"Está me chamando de vagabunda? Em todas as vezes usei camisinha!"

A discussão escalou, mas algo me fez frear. Lembrei da consulta com o Dr. Gato. Respirei, engoli parte da raiva.

Expliquei que já tinha um retorno marcado e que a presença dele seria necessária.

A mudança foi imediata.

Edy se acalmou, pediu desculpas, mas manteve o discurso sobre cuidado e responsabilidade. Não estava totalmente errado, e eu sabia disso. Ainda assim, eu não tinha sido completamente sincera na consulta.

E, no fundo, uma dúvida crescia silenciosa: eu pagaria para ver até onde ele realmente suportaria meus desejos…


...ou se, em algum momento, tudo aquilo iria ruir.


Ref.: 1998 #0036
(*) FOTOS DA INTERNET - IMAGENS PARA MERA ILUSTRAÇÃO - FONTE INTERNET

sábado, 7 de março de 2026

DIA D, DIA DR. GATO


Dias depois, o consultório do ginecologista ligou antecipando minha consulta, Havia surgido um encaixe. O problema era a distância: Santo André.
Longe, bem fora de mão e mesmo assim, fui....

...fui e não me arrependi.

Que homem era aquele…
Cidinha não havia mentido: Dr. Gato fazia jus ao apelido.


Antes mesmo de eu ser chamada, percebi que o consultório já estava praticamente fechando. A recepcionista se despedia enquanto a última paciente saía acompanhada por ele.

Dr. Gato abriu a porta do consultório e falou com naturalidade:
-"Pode entrar, tirar a roupa e aguardar na maca."

Observei enquanto ele fechava tudo de forma discreta e tranquila. Não havia pressa em seus movimentos, tudo em seu tempo e controle. Quando voltou, começou a conversar enquanto me observava.

Confirmou se eu era indicação de Cidinha e pediu que eu me deitasse na maca. Fiquei ali, aberta no suporte, exposta como um frango assado, enquanto vinham as perguntas clínicas:

-"Casada?"
-"Vida sexual ativa?"
-"Anticoncepcional?"
-"Quantos parceiros?"

Respondi uma a uma. Mas quando chegou em parceiros, fiquei em silêncio. 

Ele percebeu. Com um leve sorriso, perguntou de forma direta, porém discreta:
-"Você é garota de programa?"

Eu ri
-"Claro que não, doutor. Nada contra quem seja… mas não sou."

Ele riu também. Um riso curioso, quase divertido. Aquilo me deixou sem entender nada. Depois perguntou como eu conhecia a Cidinha, se sabia exatamente por que estava ali e no último horário e outras coisas do tipo.

Respondi meio tímida, meio envergonhada, contando superficialmente, e  o que vinha acontecendo com minha vida e meus parceiros.

Ele então disse calmamente:
-"Primeiro vamos fazer o preventivo e coletar os exames."
-"No próximo retorno, se tiver um parceiro fixo… traga ele."

Quando terminamos, me aproximei dele ainda completamente nua. Perguntei se havia algo errado e impulsivamente tentei beijá-lo.

Ele se esquivou, se afastou um pouco e disse:
-"Acho que você está com um julgamento errado sobre mim."

Pegou minha roupa e indicou que eu me vestisse.
-"Desculpe… eu só me envolvo com profissionais do sexo. Não quero problemas ou envolvimento com pessoas comuns."

Aquilo me irritou muito. Eu não iria embora dali de mãos abanando. Totalmente nua, ainda exposta diante dele, tomei coragem e disse:

-"Sou uma aprendiz do sexo… louca para aprender mais sobre os desejos dos meus futuros clientes." (Nem lembro exatamente as palavras, mas foi algo assim.)

Senti meu rosto queimar de vergonha. Ele me olhou novamente e dessa vez com interesse. Se aproximou , começou a fazer perguntas sobre minha experiência, sobre meu namorado… se ele era participativo ou passivo.

Respondi direto:
-"Participativo."

Então, finalmente, Dr. Gato me beijou. Sua mão percorreu lentamente meu corpo enquanto ele sussurrava no meu ouvido:
-"Será mesmo que você é uma aprendiz de puta?"

Fez uma pausa.

E completou, com a voz carregada de desejo:

-"Eu adoro uma putinha iniciante…"
-" …principalmente quando posso transformá-la em uma puta de alto nível."

Terminou a frase gemendo baixo no meu ouvido.

Naquele instante, a forma como ele conduzia tudo me fazia sentir exatamente isso:
"uma puta sendo iniciada pelo dono" , Como se eu fosse propriedade dele.

Dr. Gato começou a se despir e me chamou para o banho. Fiquei surpresa ao ver um banheiro privativo dentro do consultório. Chique.
Ali, nus, nos beijávamos enquanto eu apreciava cada milímetro daquele homem. Seu pau crescia a cada toque, a cada beijo, a cada respiração mais acelerada.

O tesão só aumentava. Quando saímos do banho, ele abriu outra porta. Era uma sala reservada: sofá, luz baixa, ambiente aconchegante. Pegou uma bebida no frigobar.

Sentou. E apontou para o chão diante dele.
-"Ajoelhe-se."

Por um momento pensei: Será que o Dr. Gato é daqueles do tipo BDSM? Será que vou apanhar de novo?

Então ele disse:
-"Quero sentir suas habilidades com a boca… e com as mãos."

Fiquei parada por alguns segundos.
-"Mostre como você usa essa boca no meu pau."

Comecei a chupá-lo, senti seu pau encolher. Naquele instante me senti um fracasso. Várias lembranças de transas mal sucedidas vieram à minha cabeça. Foi quando senti a mão dele conduzindo minha cabeça.

-"Assim… segure suavemente…"
-"Agora punhete…"
-"Passe a língua na cabeça… isso…"

Segui exatamente o que ele mandava,  senti o pau dele endurecer novamente. Duro, pesado, rígido como uma barra de aço.

Ele começou a gemer mais forte, segurou minha cabeça.
Então usei um truque que havia aprendido no consultório do dentista: relaxei a boca, deixei salivar bastante e fui descendo o máximo que conseguia. Era grande demais,  fui até onde dava.

Comecei a subir e descer devagar, como se minha boca fosse minha buceta.

Ele pegou minha mão e colocou nas bolas dele.

-"Massageia…" 
-" Isso… agora chupa minhas bolas… continua punhetando."

Eu era conduzida pelas mãos dele.
-"Sobe… continua… faz o seu melhor com essa boquinha."

De repente ele me puxou para cima do sofá, ainda com meu rosto entre suas pernas, enquanto eu chupava, sua mão desceu até minha buceta. Começou a me dedilhar , habilidoso , preciso.

Eu gozei com os dedos dele, em um momento ele levou os dedos ao nariz.
-"Humm… que buceta gostosa."

Aquilo me deixou ainda mais excitada. Eu já estava molhada, tremendo, quando comecei a pressionar a cabeça do pau dele com os lábios. Ele respirava cada vez mais forte.

-"Chupa mais rápido…"

Obedeci. Punhetava e chupava ao mesmo tempo.

Vai e vem. Até sentir um jato quente no meu rosto.

-"Continua!"

Meu rosto e meu cabelo estavam impregnados de porra, e continuei chupando. O pau dele ainda pulsava. Logo veio outra gozada, acompanhada de um urro grave.

-"Que iniciante boqueteira…"
-"Agora limpa tudo com essa boquinha."

Ele esfregava o pau no meu rosto, recolhendo o leite e colocando de volta na minha boca. Repetiu aquilo várias vezes. Até o pau finalmente amolecer, respirou fundo.

-"Vamos nos limpar."

Perguntei:
-"Não vamos transar?"

Ele respondeu com naturalidade:
-" Não. Só transo depois de ver o resultado dos exames. Não fique chateada."

Pensei imediatamente: Cara do Edy… sistemático.

Fomos para o banheiro, no caminho ele deu um tapa forte na minha bunda.
Olhei o relógio, quase tive um treco.
-" Nossa… como a hora passou rápido!"

Ele percebeu meu pânico.
-"Você mora perto da Cidinha, não é?"

-"Sim."

-"Então calma. Eu te levo."

Tomamos outro banho, conversamos mais um pouco. O olhar dele continuava carregado de desejo.
No carro, a caminho da minha casa, ele insistiu:
-"Na próxima consulta, traga seu namorado."

Sim, leitores. Vocês leram certo. Eu havia sido delicadamente taxada de promíscua.

E só conseguia pensar em uma coisa: Como diabos eu levaria o Edy comigo naquela consulta?

Dr. Gato me deixou na porta da casa da Cidinha com um beijo quente e demorado. Desci do carro ainda molhada… e ansiosa pelo retorno. Assim que o carro foi embora, Cidinha e Leandro apareceram querendo saber tudo.

Disse que contaria depois, estava atrasada. E definitivamente não queria apanhar hoje.

Cidinha ria de algo que falou e  não entendi. Caminhei rápido para casa, pensando desesperadamente em como convencer Edy a ir comigo na consulta.

Mas a resposta para isso…

…veio no instante em que entrei em casa.

E vi Edy, minha tia e meus pais sentados na sala.


Ref.: 1998 #0035
(*) FOTOS DA INTERNET - IMAGENS PARA MERA ILUSTRAÇÃO - FONTE INTERNET


PAI É QUEM CRIA

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